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Economia

Eco Invest Brasil alcança recorde com leilão de R$ 80 bilhões em investimento verde

O Programa Eco Invest Brasil realizou o maior leilão da sua história, com uma demanda de cerca de R$ 80 bilhões em investimentos de equity, conforme anunciado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (28). Do total solicitado, foram aprovados R$ 15 bilhões em capital público, que possibilitarão aproximadamente R$ 53 bilhões de investimentos privados.

Mais de R$ 11 bilhões serão direcionados para o apoio a startups e pequenas e médias empresas (PMEs), focando em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento a longo prazo. Criado em 2024, o programa visa estimular investimentos privados sustentáveis e atrair capital internacional para projetos de transição ecológica, oferecendo proteção parcial contra a volatilidade do câmbio.

Seis instituições financeiras tiveram suas propostas aprovadas: o Itaú lidera com cerca de 50% do volume homologado, equivalente a quase R$ 30 bilhões, seguido pela Caixa Econômica Federal com R$ 9 bilhões, além de Bradesco, HSBC, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Brasil.

Os recursos priorizam setores como transição energética, que recebeu 64,5% das propostas, bioeconomia (16%), infraestrutura verde para adaptação climática (10,4%) e economia circular (9,1%), todos alinhados ao Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil. Entre os destaques, estão R$ 12,2 bilhões para combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e R$ 9,3 bilhões para cadeias de baterias e veículos elétricos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o programa já mobilizou um potencial total de recursos que ultrapassa R$ 127 bilhões, mostrando o alto interesse do setor privado em projetos sustentáveis. O projeto é coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada do Reino Unido no Brasil, destacando-se como o maior programa de finanças verdes do país, com três leilões concluídos até o momento.

As instituições vencedoras têm prazos de até 24 meses para captar capital externo e até 60 meses para realizar os aportes nos projetos. Dados da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) indicam que as propostas aprovadas representam 32,5% do investimento total no setor no Brasil entre outubro de 2024 e setembro de 2025.

O termo equity se refere a investimentos feitos por meio da aquisição de participação societária em empresas, apostando no crescimento dessas organizações sem pagamento de juros, principalmente em startups e empresas em expansão dentro da economia verde, por meio de venture capital e private equity.

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Economia

Data do quinto dia útil de agosto 2026 para pagamento de salários

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O quinto dia útil de agosto de 2026 será na quinta-feira, dia 6. Para a definição do pagamento dos salários, considera-se o sábado como dia útil, excluindo apenas domingos e feriados. Essa regra está baseada no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que os salários devem ser pagos até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Quando ocorre o quinto dia útil em agosto de 2026?

Entram na contagem os dias úteis de segunda a sábado, sendo excluídos os domingos e feriados, por se tratar de dias de descanso do trabalhador. Assim, o calendário útil de agosto fica assim distribuído:

  • Primeiro dia útil: 1 de agosto (sábado);
  • Segundo dia útil: 3 de agosto (segunda-feira);
  • Terceiro dia útil: 4 de agosto (terça-feira);
  • Quarto dia útil: 5 de agosto (quarta-feira);
  • Quinto dia útil: 6 de agosto (quinta-feira).

Mesmo para trabalhadores que atuem no primeiro domingo do mês, o pagamento não é antecipado, pois a legislação não considera esse dia como útil.

O que fazer se o pagamento do salário atrasar além do quinto dia útil?

De acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte. Em caso de atraso, existem várias medidas que o empregado pode adotar.

O trabalhador pode buscar a cobrança do valor devido na justiça, com direito à correção monetária. Além disso, o sindicato da categoria pode entrar com ação civil contra a empresa.

Se o atraso for recorrente ou prolongado, a Justiça do Trabalho pode reconhecer o descumprimento contratual, permitindo ao empregado rescindir o contrato e receber todas as verbas rescisórias como se tivesse sido demitido sem justa causa.

O empregador está sujeito a fiscalização e pode ser multado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em R$ 176,03 por trabalhador prejudicado. Também pode haver investigação administrativa pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para apurar a conduta da empresa.

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Economia

Novas siglas IBS e CBS nas notas fiscais: entenda as mudanças

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A partir desta segunda-feira, algumas notas fiscais emitidas por empresas brasileiras passarão a apresentar duas novas siglas: IBS e CBS. Essas mudanças fazem parte da Reforma Tributária sancionada em 2023 e regulamentada no ano anterior, e terão um processo de transição até 2033.

As siglas IBS e CBS substituirão gradualmente, em um período de sete anos, diversos impostos federais, estaduais e municipais relacionados ao consumo, como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Com a nova norma, o consumidor poderá visualizar com clareza o valor dos impostos pagos na compra de produtos e serviços.

Quem será afetado inicialmente

A regra que começa a vigorar nesta segunda contempla empresas tributadas pelo Lucro Real ou Lucro Presumido. As empresas optantes pelo Simples Nacional só deverão exibir as novas siglas nas notas fiscais a partir de 2027.

Charles Gularte, sócio da Contabilizei, destaca que muitos sistemas de emissão permitiam campos vazios para IBS e CBS, o que não será mais permitido. Além disso, os sistemas precisam reconhecer a natureza da operação, classificação do produto/serviço, local do consumo e outros dados para calcular corretamente os novos tributos.

Implementação e obrigações

Segundo Maurício Barros, advogado da Cescon Barrieu, apesar da obrigatoriedade de informar os tributos na nota, inicialmente não haverá cobrança. O sistema servirá para compliance fiscal, permitindo assim que empresas se adaptem.

A Reforma também traz a possibilidade de deduzir créditos tributários pagos nas etapas anteriores, minimizando a incidência em cascata dos impostos.

Gularte ressalta que o maior desafio será para pequenas e médias empresas que dependem de sistemas simplificados e fornecedores externos, pois a atualização do sistema e processos dependem da participação do empresário.

Consequências da não adequação

A não conformidade poderá resultar em rejeição de documentos fiscais pela autoridade fiscal, o que pode interromper operações. Nos primeiros momentos, as penalidades serão educativas, com prazo de correção de até 60 dias para evitar multas.

Falhas comuns nos testes envolveram erros na classificação tributária e inconsistências na nomenclatura dos produtos e serviços.

Orientações para quem não adaptou o sistema

Gularte recomenda que empresários confirmem com fornecedores se seus sistemas estão atualizados e realizem testes rigorosos para garantir o correto preenchimento das informações do IBS e CBS.

Devem ser elaborados planos para lidar com rejeições e definir ações rápidas das equipes comercial, financeira, fiscal e de TI para evitar prejuízos aos clientes.

Prazos e cronograma

  • 3 de agosto de 2026: início da operação da maioria dos documentos fiscais eletrônicos, incluindo notas fiscais, bilhetes de transporte e contas de luz e comunicação.
  • 1º de outubro de 2026: inclusão das notas fiscais eletrônicas de serviços e de contas de água.
  • 1º de dezembro de 2026: aplicação para contratos de locação, arrendamentos e administração de condomínios.
  • 1º de janeiro de 2027: abrangência para empresas do Simples Nacional.
  • 2029: encerramento do período de transição para documentos fiscais em papel nos transportes.

Maurício Barros e André Menon, advogado do Machado Meyer, indicam que os sucessivos adiamentos geram ansiedade, mas também uma oportunidade para ajustes. A expectativa é que alíquotas de 1% sejam aplicadas em fase de testes ainda neste ano, e em 2026 a declaração dos tributos será obrigatória, sem aumento de custo tributário para empresas.

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Economia

Governo planeja R$ 750 mi para manter programa de reforma de casas

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O Ministério das Cidades encaminhou uma solicitação à equipe econômica para disponibilizar um aporte financeiro de R$ 750 milhões destinado a um fundo habitacional. O objetivo é garantir a continuidade da linha de crédito para reformas residenciais após o mês de agosto, considerando o período eleitoral que se aproxima. O programa Reforma Casa Brasil é uma iniciativa considerada essencial na agenda positiva do governo Lula para este ano eleitoral.

Fontes do Executivo informam que a questão está sendo avaliada e que a decisão também será influenciada por uma análise dos riscos jurídicos envolvidos no eventual aporte.

Iniciado em 2025, o programa oferece condições de juros reduzidos para financiamentos que cobrem despesas com materiais de construção, serviços relacionados, bem como projetos e acompanhamento técnico por arquitetos e engenheiros.

Em outubro do ano anterior, ao anunciar a nova linha de crédito, o governo declarou que o orçamento total para o programa seria de R$ 40 bilhões, dos quais R$ 30 bilhões do Fundo Social seriam destinados a famílias com renda de até R$ 9.600. Outros R$ 10 bilhões viriam da Caixa Econômica Federal.

Originalmente, o Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) tinha a responsabilidade de garantir os financiamentos para famílias com renda de até R$ 9.600. Entretanto, uma portaria publicada em maio deste ano pelo Ministério das Cidades modificou as regras para que o FGHab também assegure todos os empréstimos do Reforma Casa Brasil.

Em um ofício encaminhado recentemente ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Ministério das Cidades comunicou que o fundo dispõe atualmente de capacidade para garantir até R$ 3,3 bilhões em financiamentos. Esse valor seria suficiente para o funcionamento do programa apenas até o mês de agosto.

“Espera-se que o FGHab deixe, ainda em agosto, de conseguir assegurar os créditos concedidos, o que inviabilizaria a continuidade do programa nos termos atuais, justamente em um momento que a população busca mais intensamente esses recursos para viabilizar reformas, ampliações e melhorias em suas residências”, justifica o Ministério das Cidades.

Contudo, a pasta ressalta que não é possível precisar o tempo exato que o aporte de R$ 750 milhões garantiria a manutenção da iniciativa.

“Esse montante permitiria, de forma emergencial, evitar a interrupção do programa, enquanto se estruturam alternativas”, afirma o documento.

Até julho de 2025, foram financiados aproximadamente R$ 3 bilhões, e de acordo com o ritmo atual, o programa deve alcançar R$ 7 bilhões até o final do ano, correspondendo a 17,5% da meta inicialmente prevista.

O Ministério das Cidades também destaca que ainda há R$ 10,7 bilhões empenhados no orçamento de 2025, com possibilidade de aporte adicional do Fundo Social para assegurar a continuidade dos financiamentos.

“Diante disso, solicitamos o pronto auxílio deste ministério para viabilizar o aporte de recursos necessários e disponíveis no FGHab, de maneira imediata, a fim de evitar a suspensão do Reforma Casa Brasil”, conclui o ofício.

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