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Trump sugere concessão de residência permanente a estrangeiros formados em universidades dos EUA

Declarações, contrárias à postura restritiva sobre migração, ocorrem poucos dias após Joe Biden anunciar uma medida similar

 

Eleições EUA: novo presidente do país será escolhido em novembro (AFP)

 

O ex-presidente Donald Trump sugeriu que os Estados Unidos deveriam conceder “automaticamente” a residência permanente aos estrangeiros formados nas universidades do país, em um momento em que a migração é um tema-chave nas eleições presidenciais de novembro, nas quais ele busca recuperar a Casa Branca.

“Deveriam obter automaticamente – como parte da sua titulação – o ‘green card’ para poder permanecer neste país”, afirmou Trump em uma entrevista ao podcast “All-In” publicada nesta quinta-feira, referindo-se ao visto de residência permanente americano.

O candidato republicano foi questionado sobre as restrições à imigração que, segundo o entrevistador, limitam a competitividade dos Estados Unidos e sua “capacidade de importar […] os melhores e mais inteligentes”. Trump disse que conhece histórias “de pessoas que se formaram em uma grande universidade” americana e querem “desesperadamente ficar” no país.

“Tinham um plano de negócio, um conceito, e não podem: voltam para a Índia, para a China, e fazem o mesmo negócio nesses países e se tornam multimilionários, empregando milhares e milhares de pessoas. E isso poderia ter sido feito aqui”, afirmou.

As declarações do magnata, contrárias à sua habitual postura restritiva sobre a migração, ocorrem poucos dias depois de seu rival democrata, o presidente Joe Biden, anunciar uma medida similar.

Biden afirmou na terça-feira que queria acelerar o procedimento de visto de trabalho para certos migrantes que tivessem obtido um diploma de ensino superior nos Estados Unidos e a quem tivesse sido oferecido um trabalho no país.

Também anunciou medidas de regularização que poderiam beneficiar centenas de milhares de pessoas.

 

Agência o Globo

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Eve realiza primeiro voo de transição de seu carro voador

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A Eve Air Mobility, empresa da Embraer, anunciou nesta segunda-feira, dia 3, um avanço significativo no desenvolvimento de sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (conhecida como eVTOL). Foi realizado com sucesso o primeiro voo na fase de transição utilizando o protótipo de engenharia. O teste aconteceu em Melbourne, na Flórida, Estados Unidos.

Durante o voo, a hélice propulsora traseira foi acionada, marcando o início da mudança do voo vertical para o horizontal. A aeronave alcançou uma velocidade constante de 27 nós (50 km/h) e uma velocidade máxima de 30 nós (55 km/h), com a hélice operando a até 1.200 rotações por minuto.

O voo teve duração de 3 minutos e 9 segundos, percorreu aproximadamente 1.550 metros e atingiu 27 metros de altura acima do solo.

Segundo Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility, este voo representa um momento importante para o desenvolvimento do veículo, pois a ativação da hélice traseira comprova um ponto fundamental no design da aeronave, aproximando a empresa da entrega de soluções de mobilidade aérea que sejam seguras, eficientes e escaláveis.

Esta etapa de transição é vital, pois compreende a mudança da sustentação vertical para o voo horizontal, sendo uma das fases mais desafiadoras para aeronaves eVTOL.

Para Marcelo Basile, diretor de engenharia da empresa, o sucesso na ativação da hélice durante o voo e a validação dos objetivos de desempenho nessa fase reforça a eficácia do projeto. A equipe técnica da Eve continua realizando análises das cargas e da estrutura para ampliar a faixa de operação da aeronave.

Nos próximos passos, estão previstos testes para verificar o desempenho do enlace de rádio, possibilitando operações em velocidades de até 50 nós (92 km/h). Ao longo das próximas semanas, a expectativa é expandir gradualmente a faixa de velocidades durante os ensaios.

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Fogo continua ameaçando área próximo de Atenas

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A diminuição da intensidade do vento possibilitou o envio de aviões nesta segunda-feira (3) para combater incêndios em diversas áreas próximas de Atenas, onde a situação ainda é crítica.

“Os focos principais estão nas localidades de Kandyli e Agia Skepi”, quase 50 km a noroeste da capital da Grécia, afirmou Yannis Artopios, porta-voz do corpo de bombeiros, ao canal público Ertnews.

“Continuamos em estado de alerta”, ressaltou. “Se analisarmos a situação atual, podemos dizer que houve um progresso, mas não há motivo algum para relaxar.”

Com a redução dos ventos, 13 aviões planejam decolar durante a manhã para ajudar os 12 presidentes e os 450 agentes empenhados no combate em terra.

Rajadas de vento de até 80 km/h impediram o uso de aeronaves nos últimos dias.

Os moradores estão impressionados com a magnitude da tragédia. “É um desastre completo, o que aconteceu é inadmissível”, declarou à AFP Konstantinos Makrinoris, ex-prefeito da cidade de Vilia, perto de Porto Germeno.

“O fogo avançou 45 km até aqui desde o ponto inicial”, explicou ele.

Rajadas de vento que alcançaram até 80 km/h, com picos de 130 km/h, impossibilitaram o uso de aviões-tanque para combater as chamas ao redor de Porto Germeno.

Muitos residentes de Atenas escolhem essa região às margens do Golfo de Corinto para passar suas férias. A área foi evacuada na sexta-feira, e desde então muitas casas foram destruídas.

Nesta segunda-feira, a velocidade do vento diminuiu para 12 km/h, conforme dados do serviço meteorológico grego.

Mais de 12.000 hectares de florestas e terras agrícolas foram consumidos pelo fogo em uma semana na Grécia, impactada pela crise climática que atinge todo o Mediterrâneo, segundo dados divulgados pela imprensa com base em análises do programa europeu Copernicus.

As chamadas já causaram várias vítimas: três bombeiros morreram na semana passada, e um piloto e copiloto de uma aeronave sofreram acidente no domingo durante operações para apagar um incêndio nos arredores de Psatha.

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Partido britânico conservador quer enviar a Royal Navy para bloquear migrantes

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Reform UK, partido de direita no Reino Unido, anunciou nesta segunda-feira (3) a proposta de lançar uma operação militar sem precedentes no Canal da Mancha, mobilizando a Royal Navy para impedir a chegada de migrantes vindos da França, caso cheguem ao poder.

A iniciativa surge em um momento em que o partido anti-imigração enfrenta queda em suas pesquisas de opinião e está sob escrutínio financeiro, em especial devido a doações não declaradas relacionadas ao seu líder, Nigel Farage.

A Comissão de Ética do Parlamento está investigando também o segundo nome do partido, o deputado Richard Tice.

Embora não haja previsão de novas eleições legislativas até 2029, o Partido Trabalhista, que está no governo, rejeitou imediatamente a proposta.

Até o fim de julho, mais de 14 mil pessoas chegaram ao Reino Unido através de pequenas embarcações, representando uma redução de 42% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Mesmo assim, houve um recorde diário de 752 travessias na última quarta-feira, 29 de julho.

Em abril, França e Reino Unido firmaram um novo acordo para evitar que pessoas atravessem ilegalmente o Canal da Mancha.

O acordo prevê uma ajuda financeira britânica para fortalecer os esforços franceses na proteção das fronteiras que levam ao Reino Unido.

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