Mundo
Eve realiza primeiro voo de transição de seu carro voador
A Eve Air Mobility, empresa da Embraer, anunciou nesta segunda-feira, dia 3, um avanço significativo no desenvolvimento de sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (conhecida como eVTOL). Foi realizado com sucesso o primeiro voo na fase de transição utilizando o protótipo de engenharia. O teste aconteceu em Melbourne, na Flórida, Estados Unidos.
Durante o voo, a hélice propulsora traseira foi acionada, marcando o início da mudança do voo vertical para o horizontal. A aeronave alcançou uma velocidade constante de 27 nós (50 km/h) e uma velocidade máxima de 30 nós (55 km/h), com a hélice operando a até 1.200 rotações por minuto.
O voo teve duração de 3 minutos e 9 segundos, percorreu aproximadamente 1.550 metros e atingiu 27 metros de altura acima do solo.
Segundo Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility, este voo representa um momento importante para o desenvolvimento do veículo, pois a ativação da hélice traseira comprova um ponto fundamental no design da aeronave, aproximando a empresa da entrega de soluções de mobilidade aérea que sejam seguras, eficientes e escaláveis.
Esta etapa de transição é vital, pois compreende a mudança da sustentação vertical para o voo horizontal, sendo uma das fases mais desafiadoras para aeronaves eVTOL.
Para Marcelo Basile, diretor de engenharia da empresa, o sucesso na ativação da hélice durante o voo e a validação dos objetivos de desempenho nessa fase reforça a eficácia do projeto. A equipe técnica da Eve continua realizando análises das cargas e da estrutura para ampliar a faixa de operação da aeronave.
Nos próximos passos, estão previstos testes para verificar o desempenho do enlace de rádio, possibilitando operações em velocidades de até 50 nós (92 km/h). Ao longo das próximas semanas, a expectativa é expandir gradualmente a faixa de velocidades durante os ensaios.
Mundo
Líder da UE quer ação conjunta para reforçar fronteiras após crise em Ceuta
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, solicitou nesta segunda-feira (3) uma atuação conjunta dos países europeus para aprimorar o controle nas fronteiras externas da União Europeia após a crise migratória em Ceuta e as tensões diplomáticas envolvendo várias nações do bloco.
Em carta endereçada ao presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, von der Leyen enfatizou que o acontecimento evidenciou a importância de reforçar as fronteiras nos pontos vulneráveis.
Entre as providências em estudo, destacou a necessidade de intensificar a vigilância e, quando indispensável, implementar barreiras físicas para restringir o acesso irregular.
O líder do governo espanhol ressaltou, entretanto, que a proteção das fronteiras externas da UE é uma responsabilidade compartilhada entre os 27 Estados-membros.
A chegada em grande número de migrantes a Ceuta, território espanhol localizado no norte da África, gerou um debate acalorado dentro da União Europeia.
Alguns países, como Itália e Dinamarca, sugeriram até a suspensão da Espanha do Espaço Schengen, que garante a livre circulação entre a maioria dos países europeus. A Espanha considerou essa posição egoísta e solicitou uma reunião dos ministros do Interior da UE, marcada para ocorrer virtualmente na terça-feira (4).
O encontro terá como objetivo analisar os acontecimentos em Ceuta e desenvolver uma resposta unificada da Europa diante dos desafios da imigração irregular, afirmou von der Leyen.
Mundo
Conflitos entre Ucrânia e Rússia causam 13 mortes
Os confrontos na Ucrânia resultaram em 10 óbitos em zonas turísticas, na península da Crimeia, anexada pela Rússia, e na região de Krasnodar, no sul. Já um ataque de Moscou contra território ucraniano matou três pessoas, comunicaram hoje (3) as autoridades dos dois países.
Seis pessoas, dentre elas três crianças, perderam a vida e quase 40 ficaram feridas após a queda de um drone ucraniano em Arkhipo-Osipovka, na costa do Mar Negro, conforme o balanço do governador regional de Krasnodar, Venyamin Kondratyev.
“O que ocorreu hoje representa uma agressão intencional do regime de Kiev contra civis que não têm relação com infraestrutura militar”, afirmou Kondratyev em mensagem no Telegram.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra um drone caindo em uma praia cheia de turistas, embora a veracidade da gravação não tenha sido confirmada pela AFP.
Quatro pessoas morreram na Crimeia, segundo informou no Telegram o líder das autoridades locais nomeadas por Moscou, Sergey Aksyonov, sem detalhar o local do ataque.
A Crimeia, região anexada pela Rússia em 2014, é alvo frequente de ofensivas ucranianas.
No centro da Ucrânia, um ataque russo provocou três mortes próximo a Kryvyi Rig, conforme informou o comandante da administração militar regional, Oleksandr Ganzha.
“Foi declarado incêndio na área atingida. Um posto de combustível e vários veículos sofreram danos severos”, relatou Ganzha.
Nos últimos meses, a intensidade dos bombardeios em ambas as frentes de batalha aumentou, resultando em mais vítimas civis, mesmo depois de mais de quatro anos desde o início da invasão de larga escala da Rússia na Ucrânia.
Mundo
Fogo continua ameaçando área próximo de Atenas
A diminuição da intensidade do vento possibilitou o envio de aviões nesta segunda-feira (3) para combater incêndios em diversas áreas próximas de Atenas, onde a situação ainda é crítica.
“Os focos principais estão nas localidades de Kandyli e Agia Skepi”, quase 50 km a noroeste da capital da Grécia, afirmou Yannis Artopios, porta-voz do corpo de bombeiros, ao canal público Ertnews.
“Continuamos em estado de alerta”, ressaltou. “Se analisarmos a situação atual, podemos dizer que houve um progresso, mas não há motivo algum para relaxar.”
Com a redução dos ventos, 13 aviões planejam decolar durante a manhã para ajudar os 12 presidentes e os 450 agentes empenhados no combate em terra.
Rajadas de vento de até 80 km/h impediram o uso de aeronaves nos últimos dias.
Os moradores estão impressionados com a magnitude da tragédia. “É um desastre completo, o que aconteceu é inadmissível”, declarou à AFP Konstantinos Makrinoris, ex-prefeito da cidade de Vilia, perto de Porto Germeno.
“O fogo avançou 45 km até aqui desde o ponto inicial”, explicou ele.
Rajadas de vento que alcançaram até 80 km/h, com picos de 130 km/h, impossibilitaram o uso de aviões-tanque para combater as chamas ao redor de Porto Germeno.
Muitos residentes de Atenas escolhem essa região às margens do Golfo de Corinto para passar suas férias. A área foi evacuada na sexta-feira, e desde então muitas casas foram destruídas.
Nesta segunda-feira, a velocidade do vento diminuiu para 12 km/h, conforme dados do serviço meteorológico grego.
Mais de 12.000 hectares de florestas e terras agrícolas foram consumidos pelo fogo em uma semana na Grécia, impactada pela crise climática que atinge todo o Mediterrâneo, segundo dados divulgados pela imprensa com base em análises do programa europeu Copernicus.
As chamadas já causaram várias vítimas: três bombeiros morreram na semana passada, e um piloto e copiloto de uma aeronave sofreram acidente no domingo durante operações para apagar um incêndio nos arredores de Psatha.
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