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O futuro da medicina está no espaço?

A gravidade da Terra torna mais difícil cultivar as proteínas necessárias para estudar doenças e patógenos. E embora o custo das viagens espaciais seja alto, a iniciativa privada está entrando em cena

Ilustração: freepik.com/Getty Images/Philip Lay, Observer Design

Um pequeno laboratório, espremido na esquina de um arranha-céu no centro de Tel Aviv, o empresário israelense Yossi Yamin segura com orgulho o que chama de “uma pequena fábrica de malas no estilo James Bond, movida a energia solar”.

Tal como acontece com muitas das melhores engenhocas de 007, as impressões iniciais não são auspiciosas. Mas, nos últimos quatro anos, essas pequenas caixas de metal, revestidas de painéis solares, repetidamente entraram em órbita na parte de trás de um foguete SpaceX, trazendo novos insights inovadores de volta à Terra para coisas que vão desde o comportamento das células de leucemia até as melhores maneiras de gerar bife cultivado em laboratório.

Como CEO da SpacePharma – uma empresa que trabalha com clientes em todo o mundo, de hospitais infantis a grandes empresas farmacêuticas – Yamin ajudou a criar uma nova indústria. Usando tecnologia desenvolvida no Technion, a universidade mais antiga de Israel, um número crescente de biólogos pode miniaturizar seus experimentos e enviá-los para a Estação Espacial Internacional (ISS), onde podem ser controlados remotamente a partir do solo.

“Isso não é mais ficção científica”, diz Yamin. “No ano passado, realizamos sete experimentos em órbita e o número está crescendo. No mês que vem, faremos cinco experimentos no espaço em domínios que vão desde o futuro dos cuidados com a pele até remédios para longevidade e doenças cerebrais.”

A ideia de deixar a Terra para continuar a medicina remonta ao alvorecer da era espacial. Precisando de uma maneira de justificar o enorme custo de lançar até 50 vôos por ano, a Nasa sugeriu que seus astronautas poderiam realizar várias tarefas ao mesmo tempo, usando seu tempo em órbita para buscar uma cura para o câncer ou muitas outras doenças que afligem a humanidade.

É a ausência de gravidade que há muito faz do espaço um playground tão atraente para desvendar algumas das complexidades da biologia. A atração do campo gravitacional da Terra pode mascarar algumas das maneiras pelas quais as células se comunicam, tornando mais difícil entender por que elas se comportam dessa maneira. A gravidade torna muito mais complexo manter as células-tronco em seu estado mais puro e útil por longos períodos, constantemente cutucando-as e encorajando-as a se desenvolver. Também torna muito mais difícil para os cientistas estudar as estruturas cristalinas complexas de proteínas-chave, por exemplo, aquelas ligadas ao câncer, vírus, distúrbios genéticos e doenças cardíacas. Cultivar esses cristais frágeis a partir do zero é crucial para analisar como um tumor ou um vírus evolui, ou detectar pequenos bolsões onde um novo medicamento pode estar. Mas quando eles crescem na Terra,

A ISS.

. Fotografia: Reuters

“Aprender sobre a estrutura 3D das proteínas envolvidas em certas condições de saúde pode nos dar uma melhor compreensão de como sua função pode ser melhorada ou inibida”, diz a professora Thais Russomano, especialista em medicina espacial e CEO do thinktank InnovaSpace . “Os cristais crescem no espaço e têm menos imperfeições. Podemos ter uma ideia por meio de simulações geradas por computador, mas modelos precisos só podem ser criados com muitos dados, o que nem sempre temos.”

Isso já rendeu grandes avanços. Para a empresa de biotecnologia MicroQuin, com sede em Massachusetts, uma série de experimentos conduzidos na ISS nos últimos quatro anos ajudou a iniciar uma nova linha de medicamentos para câncer de ovário e mama, bem como traumatismo cranioencefálico, Parkinson e até gripe, com base em uma família de proteínas chamadas TMBIMs.

Os cientistas há muito desejam atingir os TMBIMs com drogas porque ajudam a regular o ambiente interno de uma célula. Em certos tipos de câncer e doenças neurodegenerativas, esse ambiente se torna tóxico e essas proteínas podem ser usadas como um interruptor para reverter essas mudanças – se soubermos o suficiente sobre como manipulá-las. Mas enquanto a gravidade tornou os TMBIMs notoriamente difíceis de cristalizar na Terra, o MicroQuin conseguiu fazê-lo no espaço.

“O potencial é fascinante”, diz Scott Robinson, fundador e CEO da MicroQuin. “O influenza é um bom exemplo, porque quando o vírus entra em uma célula, ele muda todo o ambiente para ser altamente oxidativo. Mas se você interromper essa mudança usando TMBIMs, poderá interromper totalmente a infecção por influenza. Também pode ser usado como uma terapia combinada para sensibilizar as células cancerígenas à imunoterapia”.

Tragédia e triunfo

O campo da medicina espacial foi acelerado por um dos piores desastres da história da Nasa. Em fevereiro de 2003, o ônibus espacial Columbia explodiu ao reentrar na atmosfera sobre o Texas e a Louisiana, matando todos os sete astronautas a bordo. Danos à asa esquerda do ônibus espacial, ocorridos duas semanas antes durante o lançamento, tornaram-no muito frágil para suportar as enormes pressões de reentrada.

Três meses depois, uma série de frascos foram descobertos entre os destroços que continham cristais, de alguma forma ainda intactos, de um experimento em que os astronautas do Columbia estavam trabalhando durante seu tempo na ISS. Ele forneceu aos biólogos informações vitais sobre a estrutura de uma proteína chamada interferon alfa-2b, o ingrediente ativo da droga Intron A, que na época era um tratamento padrão para melanoma e hepatite C.

Membros da tripulação a bordo do ônibus espacial Columbia, que explodiu em 2003, matando todos os sete astronautas.
Membros da tripulação a bordo do ônibus espacial Columbia, que explodiu em 2003, matando todos os sete astronautas. Seu trabalho, no entanto, provou ser inovador. Fotografia: AP

“Esse era um dos objetivos da missão”, diz Paul Reichert, pesquisador de distribuição de medicamentos da Merck e pioneiro veterano da medicina espacial, que prestou consultoria no projeto. “Fiquei muito feliz naquele momento, porque pudemos fornecer às famílias algumas informações positivas.”

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PRF apreende 600 kg de queijo em caminhão na BR-232 no Agreste de Pernambuco

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou uma carga de aproximadamente 600 quilos de queijo coalho sendo transportada sem refrigeração adequada na BR-232, na última terça-feira (6).

A apreensão ocorreu no km 168 da rodovia, em Tacaimbó, no Agreste de Pernambuco, quando agentes do Grupo de Patrulhamento Tático realizavam uma operação de fiscalização em veículos de carga.

Durante a abordagem, foi verificada a carroceria do caminhão, a qual estava coberta por uma lona, onde estavam armazenadas várias barras do queijo sem qualquer sistema de refrigeração, acomodadas sobre uma estrutura de madeira.

Segundo o motorista, a carga saiu da cidade de Venturosa e teria como destino a cidade de Bezerros, ambas localizadas no Agreste pernambucano.

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adagro) foi acionada para tomar as medidas legais necessárias quanto à apreensão da mercadoria.

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Colégio de Aplicação da Ufpe divulga edital para seleção do 6º ano em 2027

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O Colégio de Aplicação (CAp), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), anunciou o edital que regula o processo seletivo para ingresso no 6º ano do Ensino Fundamental no ano letivo de 2027.

A seleção será realizada exclusivamente por meio de sorteio público eletrônico. São oferecidas 50 vagas, divididas igualmente entre: 25 vagas de livre concorrência e 25 vagas reservadas para estudantes de escola pública, incluindo no mínimo três vagas para pessoas com deficiência.

As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas de 19 a 30 de outubro, exclusivamente pela internet, utilizando o portal do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

O sorteio eletrônico acontecerá no dia 10 de dezembro, às 15h, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da UFPE no YouTube.

O resultado final será divulgado no site do colégio em até 24 horas após o sorteio, não sendo enviado por e-mail ou telefone.

Quem pode participar?

Podem participar estudantes que, em 2026, estiverem cursando o 5º ano do Ensino Fundamental e tenham até 12 anos completos até 31 de dezembro.

A inscrição deverá ser realizada pelo responsável legal, maior de idade, que informará obrigatoriamente o CPF do candidato.

É permitida apenas uma inscrição por CPF para o grupo de concorrência escolhido. Caso sejam feitas inscrições para ambos os grupos, será considerada válida apenas a inscrição mais recente.

Reserva para escola pública

Para concorrer às vagas destinadas a estudantes oriundos de escolas públicas, o candidato deve ter cursado integralmente do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental em instituições públicas.

A comprovação deve ser feita presencialmente nos dias 3 e 4 de novembro de 2026, das 8h às 14h, na Secretaria do CAp, mediante apresentação de histórico escolar ou declaração da escola, certidão de nascimento ou identidade do candidato e declaração do responsável confirmando que o estudante não frequentou qualquer etapa em escola privada.

Não entregar ou não homologar a documentação resultará na perda do direito ao sorteio.

Vagas para pessoas com deficiência

Os candidatos que desejarem concorrer às vagas reservadas a pessoas com deficiência devem anexar, no momento da inscrição, um laudo médico conforme o modelo do edital, indicando categoria e grau da deficiência, com o código CID correspondente.

O laudo deve conter letra legível, nome, carimbo, assinatura e CRM do médico especialista responsável.

A verificação da condição será feita por comissão designada pelo Conselho Gestor, com apoio do Núcleo de Acessibilidade da UFPE, que poderá convocar os responsáveis e candidatos para esclarecimentos ou avaliações presenciais.

Convocação e matrícula

Os candidatos sorteados serão convocados para a pré-matrícula entre 4 e 8 de janeiro de 2027, com preenchimento de formulários eletrônicos enviados ao e-mail indicado na inscrição.

A matrícula presencial acontecerá de 11 a 13 de janeiro de 2027, das 7h30 às 14h, na Secretaria do CAp, mediante apresentação de documentos como transferência definitiva ou provisória, identidade, CPF, foto 3×4 recente e carteira de vacinação atualizada.

O primeiro remanejamento será divulgado em 14 de janeiro de 2027, e o segundo em 22 de janeiro de 2027, com respectivos períodos para matrícula nos dias 20, 21, 28 e 29 de janeiro.

A recepção dos novos alunos e familiares está programada para 1º de março de 2027.

Edital completo

Para mais informações, consulte o edital completo disponível no site oficial do Colégio de Aplicação da UFPE.

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Ufpe organiza eventos especiais para o mês da pessoa idosa

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A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) está promovendo uma série de eventos no Campus Recife em comemoração ao Mês da Pessoa Idosa, que ocorrerá até sexta-feira (9).

Com o tema “Envelhecer sustentável: construindo um futuro para todas as idades”, as atividades são abertas ao público e incluem palestras, apresentações culturais, rodas de diálogo, oficinas, suporte jurídico e iniciativas que abordam saúde, sustentabilidade, cidadania e qualidade de vida para a população idosa.

A abertura da programação acontecerá nesta terça-feira (6), pela manhã, no Auditório Professor Jorge Lobo, situado no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFPE, na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife.

A cerimônia terá a participação do Coral Canto do Rouxinol, seguida pela palestra “Os 5Ps da sustentabilidade: traduzindo as metas globais para a nossa longevidade”, apresentada pelo professor Flávio José.

Após isso, a facilitadora Graça Muniz conduzirá a atividade “Cultivando o jardim da mente: propósito e saúde emocional no envelhecer”.

Também na terça-feira (6), das 14h às 16h, o Núcleo da Pessoa Idosa (NPI) promoverá a oficina “Justiça sustentável: garantindo direitos e protegendo o seu futuro”, facilitada por Thiago Vaz.

A programação inclui também orientações sobre prevenção de fraudes e proteção financeira da pessoa idosa, com atendimento jurídico individual, através do advogado José Maria e defensores voluntários da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB/PE).

Na quarta-feira (7), o NPI oferecerá duas oficinas dedicadas ao bem-estar e saúde na Sala 1 do núcleo.

Das 10h às 12h, acontecerá a oficina “Voz e comunicação para a pessoa idosa”, sob a facilitação de Jonia Alves Lucena.

Durante a tarde, das 14h às 16h, será realizada a atividade “Você é mais da manhã ou da noite?”, conduzida por Juliana Costa. Essas ações fazem parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, que trata de saúde e bem-estar.

No dia 8 de outubro, a programação inicia às 9h com a atividade “Vamos nos movimentar em M.ARTE? – Exercícios físicos utilizando materiais recicláveis”, conduzida por docentes e estudantes do Projeto M.ARTE, na Sala 1 do NPI, também vinculada ao ODS 3.

À tarde, das 14h às 16h, será realizada uma roda de diálogo sobre o enfrentamento da violência contra a pessoa idosa, facilitada por Rayane Karine Santos Menino, alinhada ao ODS 16, que promove a paz, justiça e instituições eficazes.

Para encerrar, no dia 9 de outubro, o Núcleo da Pessoa Idosa organizará na Sala 1, das 9h às 11h, a oficina “Como bater um papo com a IA?”, relacionada ao ODS 4, que envolve educação de qualidade. Esta atividade será conduzida por Safira Gomes, Henrique Lima e Lucas Alves.

Das 14h às 16h, ocorrerá a oficina “Direitos, afetos e visibilidade no envelhecer”, ligada ao ODS 10, de redução das desigualdades, sob a facilitação de Andréa Castro, Maria Carolina, Aline Costa, Clara Fagundes e Arthur Martins.

No mesmo dia, o Consultório 3 do NPI estará disponível nos turnos da manhã e tarde para a atividade “Autocare”, sob a condução de Juliana de Souza Alencar Falcão.

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