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Esquema é suspeito de movimentar 13 toneladas de ouro avaliadas em R$ 4 bi

Os policiais cumpriram três mandados de prisão e 27 de busca e apreensão em sete Estados – Pará, Rio de Janeiro, Goiânia, Amazonas, São Paulo, Mato Grosso e Roraima

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O delegado da Polícia Federal do Pará, Vinícius Serpa, que coordenou uma operação contra o contrabando de ouro dos garimpos da Amazônia nesta quarta-feira, 15, disse que a maioria do metal que sai da região é proveniente de garimpo ilegal. “São empresas que sequer têm permissão de lavra garimpeira. O garimpo ilegal causa um dano bem maior do que o garimpo legal. Ele gera prejuízo, além do contrabando do ouro, com a destruição da floresta, do meio ambiente em si, um prejuízo muito grande”, disse.

Segundo ele, em ações coordenadas com o Ministério Público Federal (MPF), a PF vem fechando o cerco a esses crimes. A Operação Sisaque foi a segunda realizada esta semana contra o garimpo ilegal de ouro na região.

Nesta terça, a PF desencadeou uma nova fase da Operação Avis Aurea em Roraima, contra a retirada de ouro da Terra Indígena Yanomami. “À medida que a polícia vai entrando, eles (garimpeiros) vão ainda mais para o interior, se escondendo”, disse.

Para fazer frente a essa estratégia, a operação desta quarta-feira focou na organização criminosa que usava empresas de fachada para “esquentar” o ouro ilegal. De 2020 a 2022, o esquema movimentou 13 toneladas de ouro avaliadas em R$ 4 bilhões.

Os policiais cumpriram três mandados de prisão e 27 de busca e apreensão em sete Estados – Pará, Rio de Janeiro, Goiânia, Amazonas, São Paulo, Mato Grosso e Roraima -, além do Distrito Federal. “Os termos de constatação elaborados pela Receita Federal foram capazes de demonstrar que havia um esquema, que podemos chamar de organização criminosa, em um formato triangular. Empresas menores recebiam notas fiscais do ouro ilegal e emitiam novas notas fiscais a partir desse recebimento, dando aparência de legalidade ao ouro. Esse ouro era repassado para empresas maiores que estão no topo da organização criminosa”, explicou.

Segundo ele, no topo da pirâmide estavam as empresas exportadoras. Uma delas, sediada nos Estados Unidos, seria responsável pela remesa do ouro ilegal brasileiro para o mercado internacional. “Eles criavam estoque fictícios de outro para acobertar a grande quantidade do minério ilegal.”

Entre os principais destinos estão países da Europa e Ásia, como Itália, Suíça, Hong Kong e Emirados Árabes Unidos. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de mais de R$ 2 bilhões dos investigados.

Mais de cem policiais federais cumpriram os mandados simultaneamente em cidades de vários Estados. Um suspeito foi preso em Belém (PA), enquanto em Campinas, interior de São Paulo os policiais apreenderam R$ 100 mil em uma residência do Jardim Primavera.

Em Tatuí, também no interior paulista, agentes estiveram em dois endereços e apreenderam documentos. Em Sinop (MT), a PF fez buscas no endereço de uma empresa no Setor Industrial.

Os crimes investigados ou já apurados são de adquirir ou comercializar ouro obtido a partir da usurpação de bens da União pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem autorização ou em desacordo com a licença, lavagem de capitais e organização criminosa. Como o processo corre em segredo de Justiça, as pessoas e empresas envolvidas não tiveram os nomes divulgados. O nome da operação faz referência à figura bíblica de Sisaque, rei do Egito que saqueou os tesouros do templo no reino de Judá.

Yanomami

Na terça-feira, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa fazia o comércio ilegal de ouro retirado da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

A quadrilha tinha ramificações nos Estados de São Paulo e Goiás. O ouro dinheiro que pagava o metal era movimentado principalmente por via terrestre, saindo desses Estados com destino a Boa Vista, capital de Roraima.

Já para a saída do ouro, os criminosos contavam com o apoio de um funcionário de uma companhia aérea que, segundo a investigação, fazia o despacho do mineral em voos comerciais.

Entre os investigados na Operação Avis Aurea (Ave Dourada, em latim), estão empresários, advogados e um servidor público. Uma das empresas suspeitas de participar do esquema já era investigada desde a apreensão de 111 quilos de ouro no interior de um avião, em Goiânia.

Segundo a PF, a investigação começou depois da apreensão de R$ 4 milhões em espécie, durante abordagem a um veículo em Cáceres (MT). O dinheiro seria uma parte dos recursos usados em negociações de ouro em Roraima.

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Novo ciclone pode se formar no Sul

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Um ciclone extratropical está em processo de possível formação entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai, previsto para acontecer nesta sexta-feira, 23, podendo afetar as condições climáticas no Sul do Brasil durante o fim de semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) está monitorando a situação e informou que espera o surgimento de uma área de baixa pressão atmosférica no leste da Argentina na manhã de sexta-feira (16).

De acordo com o Inmet, este sistema deverá seguir em direção ao Oceano Atlântico, com potencial para se transformar em ciclone. Se isso ocorrer, o fenômeno atmosférico aumentará a instabilidade no Sul, principalmente a partir de sábado, 24.

Já há previsão de chuvas para os próximos dias na região. O Inmet mantém alerta laranja, que significa perigo, para tempestades no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nas outras partes da Região Sul, o alerta vigente é amarelo, indicando risco potencial para eventos do mesmo tipo.

Espera-se que as chuvas continuem em grande parte da região, acompanhadas de possíveis aguaceiros e trovoadas em pontos isolados.

Quanto às temperaturas, em Curitiba os termômetros devem registrar entre 15 °C e 16 °C. Em Porto Alegre, a variação deve ficar entre 15 °C e 24 °C, enquanto Florianópolis terá mínimas de 16 °C e máximas de 23 °C.

De acordo com a classificação do Inmet, o ciclone extratropical é um sistema formado por uma área de baixa pressão atmosférica fora das regiões tropicais, geralmente nas latitudes médias e altas.

Também conhecido como tempestade extratropical, este sistema pode se mover e provocar mudanças bruscas no clima local, como chuvas intensas e ventos fortes.

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Antaq prevê melhora na navegação na região Norte em novembro

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O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias, revelou nesta quinta-feira, 22, que a circulação nos canais da região Norte do Brasil tende a se normalizar no final de novembro. Isso se deve à desaceleração da queda do nível dos rios.

“As projeções da agência indicam, em um cenário médio, recuperação das condições de navegação a partir da quarta semana de novembro. Há duas semanas, a diminuição era de 13 cm por dia, mas agora caiu para 7 cm”, explicou durante a abertura da reunião da diretoria colegiada da autarquia.

De acordo com ele, o Rio Negro ainda está em período de vazante e já apresenta limitações para a navegação. Em 21 de outubro, o nível registrado em Manaus era de 16,97 metros, valor superior ao do mesmo dia nos anos anteriores, quando o rio estava 4,07 metros (2023) e 4,34 metros (2024) abaixo do nível atual. Na quinta-feira, a queda foi de 7 centímetros, contra 11 centímetros em 2023.

Frederico Dias também destacou que as dragagens feitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no trecho entre Manaus e Itacoatiara aumentaram em 1,2 metro a profundidade do ponto crítico, reduzindo os efeitos negativos da vazante para a navegação.

Sobre a cobrança da taxa de seca, o diretor informou que a agência avaliou todos os pedidos de cobrança até o momento. As decisões foram variadas entre aprovações com condições e rejeições, após análise criteriosa das informações técnicas, operacionais e econômicas fornecidas pelas empresas.

Ele acrescentou que o trabalho de fiscalização continua, incluindo reavaliações conforme novas informações são obtidas. As cobranças aprovadas seguem monitoradas e podem ser revistas se surgirem novos dados.

Nosso compromisso é assegurar que quaisquer cobranças adicionais estejam justificadas e proteger o consumidor contra taxas indevidas, afirmou Frederico Dias.

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CNBB pede que eleitores analisem candidatos no segundo turno das eleições

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira (21) uma mensagem dirigida ao povo brasileiro acerca do segundo turno das eleições presidenciais. No texto, a CNBB solicita que os eleitores reflitam sobre o histórico dos candidatos, suas ações e compromissos com a democracia e o bem-estar da população.

A entidade ressalta a importância de defender a Constituição, o Estado Democrático de Direito e respeitar o resultado das urnas.

Assinada pelo Conselho Permanente da CNBB, a mensagem reconhece o voto como um direito livre e secreto, condenando qualquer tentativa de coação ou ameaça aos eleitores, classificando tais atos como inaceitáveis.

Além disso, destaca que o país necessita de trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade, e que essas urgências devem ser prioridades para os eleitores ao escolherem seus representantes.

“O Brasil precisa preservar o meio ambiente, garantir os direitos humanos e promover a paz. O desenvolvimento deve oferecer uma vida digna e justa para todos, bem como oportunidades para as futuras gerações”, acrescenta o documento.

A mensagem também enfatiza a importância da participação ativa da população após as eleições, reiterando que os cidadãos continuam responsáveis por fiscalizar, reivindicar e participar dos processos democráticos. A crítica construtiva e o diálogo aberto são fundamentais para fortalecer a democracia, além de exigir informações confiáveis, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças.

O segundo turno acontecerá no domingo, 25 de outubro, com a disputa entre o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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