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Cruzeiro do Sul retoma vacinação contra Covid-19 em idosos a partir de 62 anos e profissionais de Saúde

Com uma população de 89 mil habitantes, Cruzeiro do Sul tem 7.092 casos confirmados de Covid-19 até essa quinta (15), o que equivale a 796 casos a cada 10 mil habitantes. O número de mortes na cidade segue de 140.

A taxa de letalidade da segunda maior cidade do Acre é 2% e a de mortalidade é de 157 a cada 100 mil habitantes.

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Falha no sistema de gelo causa acidente com avião da Voepass, pilotos comparam aeronave a fusquinha

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O relatório da Polícia Federal (PF) sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que resultou na morte de 62 pessoas, mostrou que os pilotos estavam cientes de uma falha no sistema de degelo e chegaram a comparar a aeronave com um “fusquinha”.

O documento, divulgado pelo Fantástico e confirmado pelo Estadão, baseou-se no relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que identificou falhas na empresa, na aeronave, nos pilotos e na agência reguladora relacionadas ao acidente fatal.

Segundo a PF, o acidente foi causado pela perda de controle do avião devido ao acúmulo de gelo, à falha do sistema pneumático de degelo e à não realização adequada e em tempo dos cinco procedimentos necessários para a emergência.

Foi ressaltado que a tripulação possuía habilitação para operar o avião e que o treinamento mais recente apresentou resultados satisfatórios para os procedimentos exigidos. No entanto, não foi possível explicar por que os procedimentos não foram corretamente executados diante da situação de emergência.

Durante a gravação da conversa da tripulação, os pilotos discutem sobre a presença de gelo:

  • Copiloto: “Olha a situação, se bem que não tá reportado isso aí, mas pra gente não pegar gelo teria que ir no 110, né?” (referência ao nível de voo FL110)
  • Logo após, é emitido um sinal sonoro indicando detecção de gelo.
  • Piloto: “Foi só eu falar. O avião escutou. Esse avião parece aquele Fusquinha, Herbie lá, Herbie, filme bem antigo.”
  • Copiloto e piloto comentam sobre bastante gelo e reclamam da aeronave e do sistema de degelo, que não estava funcionando.

Em diálogo anterior, durante o voo de Guarulhos para Cascavel, a tripulação também falou sobre o gelo:

  • Piloto: “Ó lá o gelo, o gelo foi embora agora, finalmente, escutei um barulho aqui, foi o gelo que voou.”
  • Copiloto: “Muito bom, comandante.”

Após o pouso, o piloto expressou alívio:

  • Piloto: “Chegamos vivos.”
  • Piloto: “Ufa, chegamos vivos.”
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Brasil

Brasil melhora no Ideb, mas metas de 2021 não são alcançadas em duas fases de ensino

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O Brasil mostrou progresso no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todas as etapas de ensino avaliadas. Contudo, o país ainda não conseguiu cumprir as metas estabelecidas para 2021 em duas dessas fases. No ensino médio, o desempenho ficou aquém até mesmo do previsto para 2017.

O Ideb, criado em 2007, é o principal indicador de avanço da educação no Brasil. Ele avalia a aprendizagem através da nota do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e a taxa de aprovação dos estudantes. As metas foram definidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014, vigente até 2025.

Os dados recentes indicam que apenas a meta dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) foi superada, com o país chegando à nota 6,3 em 2025, superando a meta de 6,0 para 2021. No entanto, nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), a nota foi 5,3, inferior à meta de 5,5. O ensino médio registrou o desempenho mais distante do esperado, alcançando 4,5, quando a meta era 5,2 para 2021, e ficou atrás também das metas para 2019 e 2017.

Em 2023, as avaliações mostraram uma melhora nas disciplinas de Português e Matemática em todas as etapas do ensino. Em Matemática, os resultados retornaram aos níveis praticamente iguais aos de 2019, enquanto em Português, houve um leve aumento. A escala de pontuação vai de 0 a 500.

Aprovação e flexibilização

Além do aumento na aprendizagem, o Brasil avançou na taxa de aprovação — a proporção de alunos que continuam seus estudos sem reprovação. Nos anos iniciais, a aprovação chegou a 98,3%, e nos anos finais, a 96,2%. No ensino médio, o crescimento foi maior, passando de 91,3% para 94,8%.

Porém, diversos estados flexibilizaram as regras para aprovação, ampliando programas que permitem aos alunos reprovar em várias disciplinas e ainda avançar de ano. O Pará foi pioneiro ao permitir reprovação em até cinco matérias, reduzindo a taxa de repetência de 11% em 2022 para 0,7% em 2023, o que impulsionou seu Ideb no ranking nacional. Outros estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraíba, elevaram o limite para seis disciplinas.

Desempenho dos estados

O Rio de Janeiro, que flexibilizou as regras para aprovação, apresentou a menor taxa de aprendizagem no ensino médio, segundo o Saeb. Apesar disso, seu Ideb cresceu pela maior taxa de aprovação, mas permanece entre as piores notas do país, empatado com Roraima, Amapá e Amazonas. O Distrito Federal está na última colocação.

Já o Paraná destaca-se com a maior nota no Ideb entre as redes públicas em todas as etapas do ensino fundamental e médio, liderando também nos índices de aprendizagem, sem flexibilização das regras de aprovação.

O Rio Grande do Sul e o Piauí também apresentaram avanços significativos no ensino médio, escalando posições no ranking nacional do Ideb graças a melhora na aprendizagem.

Novos planos e desafios

Leonardo Barchini, ministro da Educação, destacou que o foco dos últimos 20 anos foi melhorar o fluxo escolar e ampliar o acesso às escolas. Ele anunciou um novo plano de metas para outubro, com prioridade na evolução da proficiência e equidade.

Segundo Barchini, as metas serão mais ousadas, visando resolver as questões de fluxo e acesso já em grande parte superadas. Ele também afirmou que o governo prestará assistência técnica individualizada a municípios com desempenho abaixo do esperado para garantir uma educação de qualidade.

Manuel Palácios, presidente do Inep, contestou críticas sobre a flexibilização da aprovação e afirmou que há avanços significativos nas taxas de aprovação, fruto de esforços para reduzir a evasão e reprovação nas redes de ensino.

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Ana Toni destaca força do multilateralismo na COP30 após saída dos EUA do Acordo de Paris

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Ana Toni, economista e ex-secretária nacional de mudança do clima, além de diretora-executiva da COP30, afirmou nesta quarta-feira (5) que a conferência sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA) em novembro revelou o comprometimento dos países com a cooperação internacional.

Antes do evento, Ana Toni mencionou que havia uma incerteza provocada pela saída do governo americano do Acordo de Paris, que trazia dúvidas sobre a colaboração global na questão climática.

“A principal preocupação era se outros países também deixariam o acordo. Contudo, nenhum país abandonou o Acordo de Paris, e as nações reforçaram a relevância do multilateralismo com a aprovação de 56 decisões oficiais por consenso entre os 195 países presentes na COP em Belém”, comentou Ana Toni.

Esses compromissos envolvem acelerar a implementação prática do Acordo de Paris, mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035 e triplicar os recursos destinados à adaptação climática dos países em desenvolvimento.

Durante um evento realizado pela Amcham Brasil durante a São Paulo Climate Week, a diretora-executiva da COP30 ressaltou que o foco, após os acordos alcançados em Belém, será dinamizar a execução da agenda de ação em áreas como energia, agricultura, infraestrutura e financiamento.

Ela destacou que Austrália e Turquia, países que lideram a próxima COP31, estão dividindo responsabilidades: a Austrália cuidará das negociações, enquanto a Turquia concentrará esforços na agenda de ação.

Ana Toni também mencionou que os mecanismos para uma transição justa já foram definidos e agora precisam apenas ser aprimorados durante as negociações.

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