Brasil
Cruzeiro do Sul retoma vacinação contra Covid-19 em idosos a partir de 62 anos e profissionais de Saúde
Aplicação da primeira dose estava suspensa desde quinta-feira (15) para fazer replanejamento do processo de imunização. Além da aplicação de primeira dose, Saúde também está com vacinação para quem já recebeu imunizante e está no prazo para receber a 2ª dose. Cidade tem 290 doses em estoque.
Cruzeiro do Sul retoma vacinação contra a Covid-19 em idosos com 62 anos ou mais e profissionais de Saúde — Foto: Asscom/Prefeitura de Cruzeiro do Sul.
A vacinação contra a Covid-19 em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, foi retomada nesta sexta-feira (16) para idosos de 62 anos ou mais, que ainda não tomaram a vacina, profissionais de saúde e para quem já tomou a primeira dose.
O ponto de vacinação é um drive-thru montado ao lado Teatro dos Náuas. Até essa quinta, Cruzeiro do Sul já recebeu 15.921 doses dos imunizantes contra a Covid-19 e aplicou mais de 11 mil.
Nessa quinta, a vacinação foi suspensa no município para que a Saúde fizesse um replanejamento das ações. Em estoque, a cidade tinha 290 doses, segundo informou subsecretária de Saúde, Valéria Lima.
Na segunda (12), a Saúde do município recebeu 360 doses, quantidade que, de acordo com a subsecretária, não atendia nem mesmo o grupo de pessoas com 61 anos. Com a previsão de mais doses para chegar ao Acre nesta sexta (16), Valéria afirmou que vai ser possível avançar a imunização.
“Nós estávamos fazendo planejamento, porque tínhamos que fazer uma maneira organizada em relação às dosagens. Hoje retomamos às 8h, estamos na tenda ao lado do teatro vacinando as pessoas de 62 ou mais que ainda não tomaram a primeira dose e profissionais de saúde e aqueles que já tomaram a primeira dose. Com a chegada de mais doses, a gente pretende avançar para os 61 e 60 anos, vai depender da quantidade de vacinas recebidas”, afirmou a subsecretária.
Com uma população de 89 mil habitantes, Cruzeiro do Sul tem 7.092 casos confirmados de Covid-19 até essa quinta (15), o que equivale a 796 casos a cada 10 mil habitantes. O número de mortes na cidade segue de 140.
A taxa de letalidade da segunda maior cidade do Acre é 2% e a de mortalidade é de 157 a cada 100 mil habitantes.
Brasil
Falha no sistema de gelo causa acidente com avião da Voepass, pilotos comparam aeronave a fusquinha
O relatório da Polícia Federal (PF) sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que resultou na morte de 62 pessoas, mostrou que os pilotos estavam cientes de uma falha no sistema de degelo e chegaram a comparar a aeronave com um “fusquinha”.
O documento, divulgado pelo Fantástico e confirmado pelo Estadão, baseou-se no relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que identificou falhas na empresa, na aeronave, nos pilotos e na agência reguladora relacionadas ao acidente fatal.
Segundo a PF, o acidente foi causado pela perda de controle do avião devido ao acúmulo de gelo, à falha do sistema pneumático de degelo e à não realização adequada e em tempo dos cinco procedimentos necessários para a emergência.
Foi ressaltado que a tripulação possuía habilitação para operar o avião e que o treinamento mais recente apresentou resultados satisfatórios para os procedimentos exigidos. No entanto, não foi possível explicar por que os procedimentos não foram corretamente executados diante da situação de emergência.
Durante a gravação da conversa da tripulação, os pilotos discutem sobre a presença de gelo:
- Copiloto: “Olha a situação, se bem que não tá reportado isso aí, mas pra gente não pegar gelo teria que ir no 110, né?” (referência ao nível de voo FL110)
- Logo após, é emitido um sinal sonoro indicando detecção de gelo.
- Piloto: “Foi só eu falar. O avião escutou. Esse avião parece aquele Fusquinha, Herbie lá, Herbie, filme bem antigo.”
- Copiloto e piloto comentam sobre bastante gelo e reclamam da aeronave e do sistema de degelo, que não estava funcionando.
Em diálogo anterior, durante o voo de Guarulhos para Cascavel, a tripulação também falou sobre o gelo:
- Piloto: “Ó lá o gelo, o gelo foi embora agora, finalmente, escutei um barulho aqui, foi o gelo que voou.”
- Copiloto: “Muito bom, comandante.”
Após o pouso, o piloto expressou alívio:
- Piloto: “Chegamos vivos.”
- Piloto: “Ufa, chegamos vivos.”
Brasil
Brasil melhora no Ideb, mas metas de 2021 não são alcançadas em duas fases de ensino
O Brasil mostrou progresso no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todas as etapas de ensino avaliadas. Contudo, o país ainda não conseguiu cumprir as metas estabelecidas para 2021 em duas dessas fases. No ensino médio, o desempenho ficou aquém até mesmo do previsto para 2017.
O Ideb, criado em 2007, é o principal indicador de avanço da educação no Brasil. Ele avalia a aprendizagem através da nota do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e a taxa de aprovação dos estudantes. As metas foram definidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014, vigente até 2025.
Os dados recentes indicam que apenas a meta dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) foi superada, com o país chegando à nota 6,3 em 2025, superando a meta de 6,0 para 2021. No entanto, nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), a nota foi 5,3, inferior à meta de 5,5. O ensino médio registrou o desempenho mais distante do esperado, alcançando 4,5, quando a meta era 5,2 para 2021, e ficou atrás também das metas para 2019 e 2017.
Em 2023, as avaliações mostraram uma melhora nas disciplinas de Português e Matemática em todas as etapas do ensino. Em Matemática, os resultados retornaram aos níveis praticamente iguais aos de 2019, enquanto em Português, houve um leve aumento. A escala de pontuação vai de 0 a 500.
Aprovação e flexibilização
Além do aumento na aprendizagem, o Brasil avançou na taxa de aprovação — a proporção de alunos que continuam seus estudos sem reprovação. Nos anos iniciais, a aprovação chegou a 98,3%, e nos anos finais, a 96,2%. No ensino médio, o crescimento foi maior, passando de 91,3% para 94,8%.
Porém, diversos estados flexibilizaram as regras para aprovação, ampliando programas que permitem aos alunos reprovar em várias disciplinas e ainda avançar de ano. O Pará foi pioneiro ao permitir reprovação em até cinco matérias, reduzindo a taxa de repetência de 11% em 2022 para 0,7% em 2023, o que impulsionou seu Ideb no ranking nacional. Outros estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraíba, elevaram o limite para seis disciplinas.
Desempenho dos estados
O Rio de Janeiro, que flexibilizou as regras para aprovação, apresentou a menor taxa de aprendizagem no ensino médio, segundo o Saeb. Apesar disso, seu Ideb cresceu pela maior taxa de aprovação, mas permanece entre as piores notas do país, empatado com Roraima, Amapá e Amazonas. O Distrito Federal está na última colocação.
Já o Paraná destaca-se com a maior nota no Ideb entre as redes públicas em todas as etapas do ensino fundamental e médio, liderando também nos índices de aprendizagem, sem flexibilização das regras de aprovação.
O Rio Grande do Sul e o Piauí também apresentaram avanços significativos no ensino médio, escalando posições no ranking nacional do Ideb graças a melhora na aprendizagem.
Novos planos e desafios
Leonardo Barchini, ministro da Educação, destacou que o foco dos últimos 20 anos foi melhorar o fluxo escolar e ampliar o acesso às escolas. Ele anunciou um novo plano de metas para outubro, com prioridade na evolução da proficiência e equidade.
Segundo Barchini, as metas serão mais ousadas, visando resolver as questões de fluxo e acesso já em grande parte superadas. Ele também afirmou que o governo prestará assistência técnica individualizada a municípios com desempenho abaixo do esperado para garantir uma educação de qualidade.
Manuel Palácios, presidente do Inep, contestou críticas sobre a flexibilização da aprovação e afirmou que há avanços significativos nas taxas de aprovação, fruto de esforços para reduzir a evasão e reprovação nas redes de ensino.
Brasil
Ana Toni destaca força do multilateralismo na COP30 após saída dos EUA do Acordo de Paris
Ana Toni, economista e ex-secretária nacional de mudança do clima, além de diretora-executiva da COP30, afirmou nesta quarta-feira (5) que a conferência sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA) em novembro revelou o comprometimento dos países com a cooperação internacional.
Antes do evento, Ana Toni mencionou que havia uma incerteza provocada pela saída do governo americano do Acordo de Paris, que trazia dúvidas sobre a colaboração global na questão climática.
“A principal preocupação era se outros países também deixariam o acordo. Contudo, nenhum país abandonou o Acordo de Paris, e as nações reforçaram a relevância do multilateralismo com a aprovação de 56 decisões oficiais por consenso entre os 195 países presentes na COP em Belém”, comentou Ana Toni.
Esses compromissos envolvem acelerar a implementação prática do Acordo de Paris, mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035 e triplicar os recursos destinados à adaptação climática dos países em desenvolvimento.
Durante um evento realizado pela Amcham Brasil durante a São Paulo Climate Week, a diretora-executiva da COP30 ressaltou que o foco, após os acordos alcançados em Belém, será dinamizar a execução da agenda de ação em áreas como energia, agricultura, infraestrutura e financiamento.
Ela destacou que Austrália e Turquia, países que lideram a próxima COP31, estão dividindo responsabilidades: a Austrália cuidará das negociações, enquanto a Turquia concentrará esforços na agenda de ação.
Ana Toni também mencionou que os mecanismos para uma transição justa já foram definidos e agora precisam apenas ser aprimorados durante as negociações.
-
Cidades3 semanas atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Brasil8 meses atrásAnvisa recolhe lava-roupas líquido Ypê por contaminação
-
Brasil8 meses atrásPrincipais mudanças no licenciamento ambiental aprovadas pelo Congresso
-
Brasil8 meses atrásContador revela casos de fraudes ligadas ao INSS na CPMI
-
Mundo8 meses atrásChina executa ex-banqueiro por aceitar subornos de US$ 156 milhões
-
Economia7 meses atrásNovo salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de janeiro
-
Brasil8 meses atrásZanin permite julgamento de ação contra deputados do PL por corrupção
-
Destaque8 meses atrásApoio de Rodrigo Pinheiro a Humberto Costa e deputada do MST causa reação entre aliados e bolsonaristas em Caruaru
