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Vorcaro não lembra para quem enviou mensagens apontadas para Moraes pela PF

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, declarou em depoimento à Polícia Federal (PF), no fim de agosto, que não se recorda do destinatário das mensagens que, conforme relatório da própria PF divulgado pelo ministro André Mendonça, teriam como destino o ministro Alexandre de Moraes.

Em uma das anotações enviadas pelo banqueiro, há menção a “G”, que os investigadores identificaram como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além de “Andrei” e “Paulo”, nomes que o relatório liga, respectivamente, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Diante da questionamento sobre essas anotações, Vorcaro afirmou não se lembrar do destinatário das mensagens e preferiu não fazer suposições sem essa informação.

— Eu realmente não me recordo a quem essas notas se destinavam. São várias interações e não me lembro do contexto — declarou.

Quando o delegado perguntou quem seriam as pessoas citadas na nota, a resposta do banqueiro foi a necessidade de lembrar primeiro para quem as mensagens foram enviadas.

— Para saber quem são, preciso lembrar para quem foram enviadas as mensagens, para evitar fazer suposições erradas. Posso responder com mais clareza quando tiver certeza.

Ao ser questionado sobre o formato das mensagens e seu destino, Vorcaro reafirmou a falta de memória sobre esses detalhes.

— Não. Quando eu me lembrar, compreenderei melhor o contexto e o conteúdo dessas mensagens.

O depoimento foi dado em 28 de agosto, na primeira oitiva formal do banqueiro pela Polícia Federal desde sua prisão em março.

A investigação apura a suposta articulação de Vorcaro com ex-diretores do Banco Central para impedir a liquidação do banco Master, que foi decretada em novembro de 2025.

Durante a audiência, Vorcaro demonstrou interesse em fechar um acordo de colaboração premiada, após duas tentativas anteriores recusadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República, que entenderam os elementos apresentados como insuficientes.

O conteúdo do relatório da PF

O relatório da Polícia Federal, divulgado por André Mendonça, que aponta Alexandre de Moraes como destinatário das mensagens, está no centro da crise no Supremo Tribunal Federal.

O documento reúne mensagens apreendidas no celular do banqueiro e, a partir da identificação dos interlocutores, sugere que Moraes seria o contato das conversas.

Entretanto, no depoimento, Vorcaro não confirmou a identidade do receptor dessas mensagens, uma entre as 52 mencionadas no relatório da corporação.

Essa declaração ocorre no contexto em que o STF avalia a validade do relatório da PF que cita Moraes como interlocutor de Vorcaro. Sessão plenária marcada para esta terça-feira poderá iniciar com a análise de questões preliminares antes do debate das conversas.

Uma das polêmicas principais é se o ministro Mendonça teve autoridade para ordenar sozinho a confecção do relatório, que envolve um membro do Supremo.

A Procuradoria-Geral da República defende a anulação do documento.

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Cidades

Professor Lupércio visita moradores em Sapucaia

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O Professor Lupércio, candidato a deputado estadual pelo PSD, esteve em Sapucaia nesta segunda-feira (14/09) realizando um atendimento porta a porta com os habitantes da região. Durante a visita, o ex-prefeito de Olinda dialogou com a comunidade, relembrando as mais de 90 ruas que foram asfaltadas em Sapucaia e também no bairro de Aguazinha durante seu mandato. Lupércio recebeu uma recepção calorosa dos moradores, que reconheceram e apoiaram o trabalho realizado na localidade.

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Economia

Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026

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Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.

Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.

O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.

Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:

  • R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
  • R$ 4,87 bilhões disponíveis;
  • Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.

Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.

Novos limites estabelecidos

A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:

  • Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
  • Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.

A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.

Outros limites permanecem

A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:

  • Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
  • Correios: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.

O papel do CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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Brasil

Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).

O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.

Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.

Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.

Sobre a pesquisa

O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.

Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.

A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.

O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”

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