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Veja a programação dos candidatos à presidência nesta segunda-feira (28)

Na última semana de campanha para a Presidência, os candidatos intensificam suas atividades com entrevistas para a imprensa e eventos por todo o país.

Ronaldo Caiado (PSD) realiza caminhada no bairro Jardim Guanabara, em Goiânia.

Samara Martins (UP) às 12h distribui panfletos na Fábrica Lorenzetti, Mooca, São Paulo. Às 18h participa de ato pela legalização do aborto no MASP e às 20h marca presença em evento na Universidade Zumbi dos Palmares, São Paulo.

Augusto Cury (Avante) tem compromissos em São Paulo: às 10h, reunião com representantes do Banco Bradesco; às 14h encontra-se com membros da Associação Nacional dos Transportes Rodoviários (ANTF); às 15h participa de reunião com equipe do YouTube Brasil; e às 19h visita a Assembleia de Deus no Brás, Ministério de Madureira.

Clariana Barão (DC) visita o Mercadão de São Paulo para captar imagens para sua campanha.

Edmilson Costa (PCB) às 20h30 conversa ao vivo no Instagram com a jornalista Renata Regina.

Flávio Bolsonaro (PL) realiza caminhada no bairro do Brás, São Paulo, às 10h30 e visita o Mercadão local às 13h.

Hertz Dias (PSTU) concede entrevistas para o jornal O Tempo e sites Poder 360 e Metrópoles. Às 14h, participa de encontro com estudantes no Restaurante Universitário da Universidade de Brasília (UnB).

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa de atividades de campanha em Belém e Manaus.

Renan Santos (Missão) tem encontro com apoiadores no Espírito Santo.

Romeu Zema (Novo) almoça com apoiadores em Caeté (MG) às 13h e às 15h45 concede entrevista ao vivo para a Rádio Alfa FM 105,3 de Nova Era-MG.

O candidato Wilson Grassi (Democrata) não tem compromissos públicos agendados para esta segunda-feira.

Os candidatos Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO) ainda não divulgaram suas programações públicas para esta data.

A sequência de apresentação das agendas dos candidatos à presidência segue um rodízio diário em ordem alfabética.

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Lula acusa Flávio de crime e Eduardo de conspirar com dinheiro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a trajetória de seu maior rival na disputa presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula afirmou que Flávio nunca teve emprego e foi eleito vereador aos 21 anos com o apoio de grupos criminosos.

“Que confiabilidade esse homem pode ter? Nenhuma, ele não possui uma história de trabalho. Foi escolhido vereador aos 21 anos, amparado pelo crime organizado do Rio de Janeiro e milícias, e nunca parou”, declarou. A campanha de Flávio foi procurada mas não respondeu até a publicação.

O presidente também criticou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), dizendo que ele está conspirando contra o país, sendo financiado com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, que teriam sido usados na produção do filme Dark Horse.

“Existe um filho conspirando contra o Brasil, um deputado, que recebe dinheiro do Vorcaro. Esse dinheiro usado no filme é o que ele recebia para manter as atividades do Eduardo“, afirmou Lula.

Recentemente, a Polícia Federal informou que o ex-deputado poderia ter dado orientações sobre a gestão dos recursos do filme nos Estados Unidos.

Sem apresentar evidências, o presidente disse que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro teria viajado a Israel para buscar formas de evitar sua derrota nas eleições. “O mundo está mais complexo. Agora vê-se interferência de um país nas eleições de outro via internet. A família Bolsonaro teria ido a Israel para estudar como ajudar a vencer”, acrescentou.

Lula também criticou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “Há um deputado, Nikolas, que desconheço pessoalmente, mas que espalha notícias falsas sem se importar com o impacto na educação dos jovens”, ressaltou. O deputado Nikolas ainda não se pronunciou.

Na mesma semana, o Tribunal Superior Eleitoral ordenou que Nikolas apagasse uma publicação que ligava uma fala de Lula à violência contra crianças. Segundo o tribunal, a publicação distorceu declarações de Lula sobre procedimentos médicos, relacionando-as a crimes sexuais contra menores.

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Justiça proíbe coordenador da Secom de Lula de publicar sobre eleições

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A Justiça Eleitoral determinou que um funcionário da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República não pode fazer publicações de conteúdo político-eleitoral em suas redes sociais até o fim do segundo turno.

O juiz Mário Jorge Panno de Mattos, da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, entendeu que há indícios de que o coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, Georges Marques, divulgou publicações que associam falsamente o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, a um projeto para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Flávio Bolsonaro chegou a solicitar a prisão preventiva do servidor, mas o pedido foi negado pelo juiz após parecer contrário do Ministério Público Eleitoral, que também notou sinais de irregularidades. Conforme o magistrado, George Marques continuou a espalhar a informação falsa mesmo após terem sido feitas correções.

O Estadão buscou contato com a Secom para comentar a decisão, e o espaço permanece aberto.

A notícia teve origem nas redes sociais, sendo impulsionada por perfis ligados à esquerda e ao PT, ganhando força com militantes e políticos.

No dia 25, Georges Marques republicou uma mensagem que incentivava o compartilhamento da notícia falsa, mesmo após ter sido desmentida. A mensagem dizia: “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto correr. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos prejudicaram. Continuem compartilhando que Nossa Senhora foi atacada, precisa chegar ao interior do Nordeste e Norte”, e depois foi apagada por ele.

Em entrevista ao site Poder360, George Marques afirmou não lembrar da republicação e que, se ocorreu, foi um engano.

“Não me recordo de ter retuitado esse post. Eu retuitei outras coisas seguidas e, se esse acabou entrando, foi por engano. Não compartilho essa opinião e essa declaração não reflete minha posição. Se houve compartilhamento, foi um erro involuntário”, declarou.

Em nota publicada no sábado, dia 26, a Secom considerou o pedido da Justiça arbitrário, reafirmou que as manifestações de George Marques foram feitas em caráter pessoal e também alegou censura e prejuízo à liberdade de expressão.

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Recursal do Recife condena Uber por perda de encomenda no Uber Flash

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Uber do Brasil Tecnologia Ltda. foi condenada a indenizar um consumidor por danos materiais e morais após extravio de mercadorias no serviço Uber Flash. A decisão da 1ª Turma Justiça Eficiente do I Colégio Recursal do Recife confirmou a responsabilidade da empresa pelos problemas causados pelos motoristas parceiros.

Um empreendedor usou o aplicativo para entregar três camisas a um cliente, ao custo de R$ 449,90. No entanto, a entrega não foi realizada pelo motorista, que finalizou a corrida no app. O cliente registrou um Boletim de Ocorrência após não receber as mercadorias.

O processo revelou que a Uber reconheceu que o item estava com o motorista, cobrou taxa para devolução, mas depois encerrou o atendimento relatando que a entrega tinha sido feita ao porteiro. A empresa afirmou que atua somente como plataforma tecnológica, sem vínculo direto com os motoristas.

A ação inicial foi rejeitada por falta de nota fiscal, mas a Turma Recursal aceitou o recurso do consumidor, baseando-se no entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Código de Defesa do Consumidor.

O juiz relator Marcos Antonio Tenório destacou que a Uber integra a cadeia de consumo e responde pelas falhas causadas pelos motoristas na plataforma. Ele também ressaltou que falhas do sistema que permitem finalizar entregas sem confirmação são responsabilidade da empresa, não do consumidor.

Segundo o relator, a situação ultrapassa um simples transtorno: o cliente contratou um serviço, teve a mercadoria perdida, foi mal atendido e precisou recorrer à Justiça para assegurar seus direitos.

A Uber foi condenada a ressarcir R$ 449,90 por danos materiais e pagar R$ 3 mil por danos morais, ambos corrigidos, além de 10% de honorários advocatícios. A empresa não respondeu aos pedidos de esclarecimento até a publicação desta matéria.

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