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Vagas permanentes no Conselho da Paz de Trump custam US$ 1 bilhão

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Os países interessados em obter uma vaga permanente no chamado “Conselho da Paz” criado por Donald Trump, que afirma ter como objetivo “garantir a estabilidade” global, precisarão desembolsar mais de um bilhão de dólares (equivalente a 5,37 bilhões de reais), conforme documentos obtidos recentemente pela AFP.

Este Conselho da Paz é apresentado como uma entidade internacional dedicada a promover a estabilidade, restaurar governança confiável e legítima, além de assegurar a paz duradoura em áreas de conflito ou com risco de enfrentá-los, conforme indica o preâmbulo do estatuto enviado aos países convidados.

O documento, com oito páginas, faz uma crítica às abordagens tradicionais para alcançar a paz, que muitas vezes perpetuam crises em vez de permitir avanços reais, numa referência velada às Nações Unidas. Além disso, destaca a necessidade de uma organização de paz internacional que seja mais rápida e eficiente.

Donald Trump ocupará o cargo de presidente inaugural do Conselho, detendo poderes significativos: será o único com autoridade para convidar países a participar, decidindo a seu critério, e terá a palavra final em todas as votações. Também poderá cancelar a participação de um país, salvo se dois terços dos membros vetarem essa decisão.

Esse presidente terá ainda controle exclusivo para criar, modificar ou dissolver órgãos subordinados ao Conselho e será a autoridade máxima para interpretar e aplicar os estatutos fundadores.

Cada país membro terá um mandato de até três anos contados a partir da implementação da Carta, com possibilidade de renovação pelo presidente. Contudo, essa regra não valerá para os países que investirem mais de US$ 1 bilhão no primeiro ano de funcionamento do Conselho.

O documento também menciona que o Conselho poderá estabelecer contas bancárias para realizar suas atividades, embora não especifique onde estas serão localizadas.

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