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UE renova sanções contra Moscou, mas concorda em isentar dois oligarcas russos
A União Europeia decidiu prolongar suas restrições econômicas contra a Rússia, apesar da resistência da Ucrânia e atendendo aos pedidos da França e Luxemburgo, que obtiveram a retirada de dois oligarcas da lista de sanções.
Nas últimas horas antes do prazo final, os representantes dos 27 países membros da UE aprovaram a extensão das sanções contra quase 3.000 pessoas e organizações acusadas de apoiar a guerra russa contra a Ucrânia.
No entanto, Alisher Usmanov, empresário com dupla nacionalidade russa e uzbeque, e Mikhail Fridman, magnata do setor bancário, foram excluídos da lista, segundo fontes diplomáticas.
A Letônia optou pela abstenção para viabilizar o acordo, após se posicionar contra a retirada desses nomes.
Usmanov, que atua no ramo de metais, e Fridman foram inicialmente sancionados porque suas empresas fornecem receitas significativas ao governo russo.
A Ucrânia classificou essa decisão como vergonhosa e injusta, pedindo que os países da União Europeia adotem sanções nacionais contra os dois empresários.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, expressou que a exclusão deles da lista sinaliza impunidade e enfraquece a unidade europeia.
Em paralelo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, comentou que a medida favorece o Kremlin em meio a ataques contínuos contra seu país, inclusive durante a Assembleia Geral da ONU.
Embora o governo francês justifique a retirada da sanção a Usmanov por razões de segurança nacional, há especulações sobre uma possível negociação para libertação de cidadãos franceses detidos no Azerbaijão.
Luxemburgo, por sua vez, solicitou a remoção de Fridman, que reivindica uma compensação financeira pelo congelamento de seus ativos na UE.
A UE pretende manter as sanções por mais três anos para continuar pressionando contra a guerra na Ucrânia.
Para o chanceler ucraniano, a decisão é um sinal equivocado para a Rússia, e Zelensky agradeceu a Letônia por resistir às isenções.
O primeiro-ministro letão, Andris Kulbergs, mencionou que a França concordou em debater a ampliação da sua dissuasão nuclear e reforço da presença aérea no país báltico.
O Kremlin, por sua vez, pediu o fim das sanções para todos os empresários e cidadãos russos.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, enfatizou a importância de manter as sanções para impedir o financiamento da guerra promovida pela Rússia.
A lista da UE inclui restrições a figuras de destaque como o presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.