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Túlio Gadêlha, elo e proteção de Raquel Lyra
Um dos postulantes ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) confirmou na sabatina da Rádio Folha 96,7 FM a estratégia que conduz no guia eleitoral e nas agendas de rua.
Abandonou uma reeleição quase garantida à Câmara dos Deputados para fortalecer sua candidatura ao Senado, fundamentada na defesa da governadora e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Figurando em quinto lugar em grande parte das pesquisas de intenção de voto, o parlamentar atua como garantidor da aliança entre o Palácio das Princesas e o Planalto. Ele prioriza o grupo político em detrimento de consolidar um projeto individual.
Destinou a maior parte do tempo para enaltecer a administração estadual nos setores de segurança, habitação e infraestrutura, considerando a governadora mais progressista que seu principal adversário, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), a quem direcionou críticas.
Essa escolha de atuar como escudo do governo e ligação com Brasília ajuda a proteger a gestão estadual e manter adversários longe do debate, mas custa o preço de ofuscar sua própria imagem na disputa majoritária.
Faltando 13 dias para a eleição, reconhece que muitos ainda não sabem de sua candidatura ao Senado. Confia no grupo de eleitores indecisos e no reconhecimento do seu mandato na Câmara para tentar uma reação que mude o jogo.
Com o tempo se esgotando, sua estratégia de se posicionar como elo entre o estado e a União será testada para ver se consegue transformar simpatia política em votos reais.
Conflitos no debate
No debate com candidatos ao governo, organizado pela TV Guararapes, Raquel Lyra cobrou de João Campos explicações sobre a obra da orla de Boa Viagem, que teve custo aumentado de R$ 100 milhões para R$ 207 milhões sem entrega concluída. Ele defendeu os projetos em andamento e rebateu, questionando o salário da governadora.
Questão salarial
João Campos considerou inconstitucional Raquel Lyra escolher o maior salário com benefícios e sugeriu sua devolução. A governadora respondeu ironizando que ele não é do STF, órgão responsável por considerar ilegalidades, o que gerou direito de resposta entre os dois. Ela afirmou ser honesta e ele apontou quebra do princípio da moralidade.
Violência obstétrica
No debate, Ivan Moraes pediu à Raquel Lyra relatórios sobre violência obstétrica. Ela dedicou metade do tempo pedindo desculpas pelo vídeo em que sugere fazer laqueadura em uma mulher sem seu consentimento. Ivan Moraes ressaltou que a questão não é sobre pedir desculpas, mas sim sobre implementar políticas públicas para impedir a violência obstétrica.
Cidadania pernambucana
O padre italiano Vito Miracapillo, expulso do Brasil durante a ditadura militar, tornou-se oficialmente cidadão pernambucano, uma iniciativa do deputado João Paulo Lima (PT). O religioso afirmou que isso representa uma reflexão crítica e compartilhada do passado, agradecendo a aprovação unânime da proposta na Alepe.