Mundo
Trump nos EUA já prendeu mais de 50 familiares de militares na ofensiva contra imigração
O governo do presidente Donald Trump tem detido dezenas de pais e cônjuges de militares americanos em serviço ativo, após mudar as proteções migratórias que costumavam proteger essas famílias, tudo isso dentro de sua política de deportações em larga escala, segundo apuração da Associated Press (AP).
Desde o início do segundo mandato de Trump, mais de 50 familiares próximos de militares ativos foram detidos, e ao menos seis já foram expulsos do país, conforme revelou a AP no primeiro estudo detalhado desse tipo. O governo não monitora oficialmente esses casos. Atualmente, pelo menos oito parentes imediatos de militares ainda estão sob custódia federal de imigração.
Durante décadas, pais e cônjuges de militares foram geralmente poupados de deportação com base em um acordo entre partidos. Contudo, a AP encontrou que agora essas pessoas estão sendo frequentemente mantidas presas por meses enquanto tentam ajustar seu status migratório por meio de processos específicos para familiares de militares — mesmo com as Forças Armadas continuando a recrutar e oferecer benefícios migratórios para seus parentes. Especialistas alertam que essa mudança pode afetar a capacidade militar, especialmente em um momento de conflito entre os EUA e o Irã.
Essa política tem deixado soldados sem suporte emocional e sem quem cuide de seus filhos, causando atrasos em deslocamentos e fazendo alguns tirarem licença. O sargento do Exército Hedar Leonel Turcios Juarez comentou: “Como posso me dedicar à minha carreira militar se me preocupo com minha esposa?” Ele estava baseado em Fort Bliss, Texas, quando sua esposa foi presa do lado de fora de um Walmart na presença da filha de 6 anos do casal.
Algumas prisões de cônjuges de militares ganharam atenção pública e resultaram na intervenção do secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, para garantir a liberação dessas pessoas.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) declarou que não mantém registros específicos desses casos. A AP compilou as informações analisando milhares de registros judiciais federais do Habeas Dockets, projeto da Immigration Justice Transparency Initiative; revisando matérias jornalísticas; e conferindo dados com familiares e advogados. Acredita-se que o número real seja maior que os 51 casos identificados.
A AP solicitou comentários do DHS sobre cada situação, incluindo histórico migratório e criminal. Embora o DHS não tenha detalhado a maioria, informou que ao menos sete pessoas já haviam sido removidas anteriormente, pelo menos oito tinham ordens de deportação e duas possuíam condenações por dirigir embriagado ou envolvimento com drogas.
Em comunicado, o DHS afirmou: “O DHS e o ICE valorizam as contribuições de todos que serviram nas Forças Armadas dos EUA. O serviço militar, por si só, não garante status migratório legal nem isenta estrangeiros das consequências de infrações das leis de imigração dos EUA.”
Mundo
Investigação dos EUA sobre suposto OVNI na Bahia em 1963
Documentos do governo dos Estados Unidos divulgados recentemente revelam que autoridades norte-americanas monitoraram e investigaram, em 1963, relatos sobre um objeto voador não identificado (OVNI) que teria caído no município de Conde, na Bahia.
A história, que chegou aos EUA através de uma transmissão da Rádio Tupi, mencionava uma “grande esfera metálica” contendo um corpo humano em seu interior.
Um dos registros, datado de 8 de novembro de 1963, reproduz uma transmissão em português da rádio, no Rio de Janeiro. Conforme o relato, informações vindas de Conde indicavam que o objeto havia caído no centro da cidade, formando um buraco de quatro metros de profundidade.
A descrição detalhava que a suposta esfera possuía janelas cobertas por vidro espesso. Dentro dela, segundo a transmissão, havia “um corpo humano vestido com roupas pesadas”, com inscrições indecifráveis. A população de Conde estava intrigada e as autoridades foram notificadas.
O episódio levou representantes dos EUA no Brasil a buscar mais informações. Um segundo documento da Embaixada norte-americana no Rio de Janeiro, datado de 20 de novembro do mesmo ano, apresenta os resultados das investigações.
Esse documento mostra que os dados foram enviados ao Departamento de Estado dos EUA, com cópias destinadas também ao Departamento de Defesa, Força Aérea e NASA. A representação americana em Salvador foi igualmente acionada para verificar os fatos.
Harold Midkiff, cônsul em Salvador na época, respondeu em 14 de novembro após consultar fontes locais. Ele afirmou que a história do objeto estranho na região de Conde parecia ter sido criada no Rio de Janeiro.
Segundo Midkiff, ninguém na região viu tal objeto, conforme relatos de jornalistas e residentes que chegaram ao local antes das investigações. O secretário de Segurança Pública levantou a hipótese de que poderia se tratar de um balão meteorológico, mas não houve confirmações de avistamentos.
Além do telegrama, o consulado enviou duas reportagens de jornais baianos: uma do Diário de Noticias (9 de novembro) e outra do Jornal da Bahia (11 de novembro). Ambas confirmavam a conclusão de que não havia evidências do objeto.
Uma das reportagens mencionava a negativa categórica do Ministério da Aeronáutica quanto à presença de qualquer objeto estranho em Conde. A outra tinha como título “The Airship that wasn’t there” (A aeronave que não estava lá), conforme traduzido pelos americanos.
O documento também destaca um fato curioso relatado pelo Jornal da Bahia. O repórter enviado a Conde utilizou um transmissor antigo de código Morse para enviar um telegrama ao jornal em Salvador e recebeu uma resposta em apenas cinco minutos, demonstrando a rapidez da comunicação na época.
Mundo
Lula critica Marco Rubio por posição contra América Latina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, chamou o secretário de Estado americano Marco Rubio de ‘bolsonarista’ e ‘opositor à América Latina’ nesta sexta-feira (7).
Em comentários críticos, Lula afirmou que Rubio age de maneira contrária ao que foi acertado entre ele e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
“Trump conta com alguém que não aprecia o Brasil e a América Latina, alguém bolsonarista: é o Marco Rubio. Eu falei para o Trump: essa pessoa não gosta do Brasil. Ele é contra a América Latina, ou um latino-americano desapontado”, disse Lula, durante visita ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). “Ele age de forma diferente do que acordamos com o Trump.”
Lula ainda comentou que forneceu ao Trump, em reunião na Casa Branca em maio, documentos contendo informações sobre comércio, combate ao crime organizado e matérias-primas estratégicas, tentando amenizar o atrito com os EUA.
O líder brasileiro afirmou que aguardava retorno do presidente norte-americano e que sua equipe buscava contato semanalmente para agendar encontros.
Durante a visita ao Inpe, Lula acompanhou a divulgação de dados sobre desmatamento — tema que ganhou importância por ser usado pelo governo dos EUA como justificativa para impor tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.
No discurso, Lula reafirmou que os motivos alegados pelo Trump para taxar o Brasil não correspondem à realidade.
Segundo o presidente, os Estados Unidos não demonstram o mesmo compromisso que o Brasil no cuidado ambiental.
Lula também relembrou um discurso de Trump na Organização das Nações Unidas (ONU), no qual o ex-presidente negou a existência das mudanças climáticas.
“Eu assisti à fala dele na ONU, onde ele afirmou não acreditar nas mudanças climáticas, dizendo que tudo isso é falso. Eu não ouvi de terceiros, eu estava presente na ONU ouvindo ele falar”, concluiu Lula.
Mundo
Senado dos EUA aprova Daniel Perez como embaixador do Brasil entre várias nomeações
Senado dos EUA aprovou na sexta-feira (7) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador do Brasil, como parte de um pacote maior contendo 74 nomeações para diferentes agências federais dos Estados Unidos e postos diplomáticos em diversos países e organizações internacionais como a ONU e a OCDE.
A aprovação foi decidida por 51 votos favoráveis contra 47 contrários.
Embora o Senado americano tenha confirmado a indicação, Daniel Perez ainda necessita da aprovação do governo brasileiro para assumir oficialmente a função.
Além dele, outras nomeações importantes incluem Christopher Phelan para presidente do Conselho de Consultores Econômicos, Brett Matsumoto como comissário do Escritório de Estatísticas de Emprego do Departamento do Trabalho, e Francis Brooke como vice-secretário do Tesouro.
Os países contemplados com nomeações de embaixadores, além do Brasil, são Chipre, Camboja, Austrália e Noruega.
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