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Tráfego de veículos retorna à Rua da Imperatriz, centro do Recife, antes da liberação oficial

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A circulação de veículos voltou a ser observada na última quarta-feira (30) e nesta quinta-feira (1º) na Rua da Imperatriz, localizada no centro do Recife, onde motos, carros e bicicletas têm transitado pela via que era destinada exclusivamente para pedestres.

Esse movimento acontece enquanto a prefeitura do Recife ainda está finalizando o projeto de retomada do tráfego, que requer uma sinalização clara e a divisão adequada dos espaços para veículos e pedestres.

A abertura da rua para o trânsito de veículos estava planejada para ocorrer no fim de setembro, segundo as ações anunciadas pela administração municipal.

Até o momento, não foram instaladas as sinalizações necessárias para regular o trânsito, e apesar da circulação de veículos, o fluxo comercial permanece abaixo do esperado pelos lojistas locais.

Na manhã desta quinta-feira, equipes da Neoenergia Pernambuco e de diversas empresas de telefonia e internet atuavam na área e nas ruas próximas.

Marcus Gallo, coordenador da Associação dos Proprietários de Imóveis da Rua da Imperatriz (Impera), afirmou que os procedimentos para permitir o trânsito de veículos estão atrasados.

“A abertura da rua, que deveria acontecer até o final de setembro, está atrasada. Segundo o projeto de revitalização do Centro do Recife (Recentro), esse atraso ocorreu devido à necessidade de adaptar a rede elétrica para a nova circulação de veículos”, explicou.

Ele acrescentou que a conclusão do estudo realizado pela CTTU para definir o sentido do fluxo de veículos foi alterada a pedido da associação, invertendo o percurso inicialmente previsto.

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) esclareceu que o projeto para retomada do tráfego ainda não está em vigor e que a implantação só terá início após a aquisição dos equipamentos de sinalização necessários.

A proposta objetiva garantir a segurança dos pedestres por meio da separação dos espaços destinados a veículos e pedestres.

Impactos para o comércio e moradores

Bruno Barros, empresário do Conchittas Bar, acredita que a liberação do trânsito poderá facilitar o funcionamento do estabelecimento e o acesso dos clientes, especialmente no período noturno.

Geovane Rodrigues, dono da banca Fiteiro Rodrigues, ressalta que é necessário observar os efeitos da mudança antes de fazer uma avaliação definitiva, destacando que o fluxo unidirecional proposto pode ser benéfico.

Para ele, fatores como o fechamento de imóveis comerciais e os altos valores de aluguel dificultam a recuperação do comércio na rua.

Rosineide Almeida, que trabalha como captadora de ótica na loja Ótica Exclusiva, acredita que apenas o retorno dos veículos não resolverá o baixo movimento da via, pois o sucesso do comércio depende da presença constante de pedestres.

Ela sugere medidas complementares, como cursos gratuitos promovidos pelos órgãos públicos, incentivo aos comerciantes informais e redução nos preços dos aluguéis e impostos municipais.

Diante dessa nova configuração, a prefeitura informou que a fiscalização no local será intensificada pela CTTU.

Circular com veículos em vias exclusivamente para pedestres é considerado uma infração gravíssima, sujeita a multa de R$ 293,47 e a perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

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