Mundo
Terremoto forte atinge Colômbia e provoca mortes e danos no oeste
Um potente terremoto abalou a Colômbia na segunda-feira (10), sendo sentido intensamente em grandes cidades como Bogotá e Cali. As autoridades informaram inicialmente que 18 pessoas morreram e pelo menos 20 edifícios desabaram na região oeste do país.
O sismo teve magnitude de 7,4, segundo os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos, ocorrido às 07h34 no horário local (09h34 em Brasília), a aproximadamente 100 km de profundidade, com seu epicentro próximo a San José del Palmar, em Chocó, oeste colombiano.
Na cidade de Pereira, pelo menos 18 vítimas fatais foram confirmadas, enquanto em Cali, terceira maior cidade do país, 20 prédios desabaram, deixando pessoas presas nos escombros, conforme relato das autoridades locais.
O prefeito de Pereira, Mauricio Salazar, declarou em entrevista à Caracol Radio que a situação é crítica e lamentou as mortes. Já o prefeito de Cali, Alejandro Eder, informou via X que há vários prédios desabados com pessoas soterradas e solicitou ajuda às prefeituras de Bogotá e Medellín para o envio de equipes de resgate.
A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba, anunciou a existência de feridos e danos severos nos edifícios. Um jornalista registrou imagens de um edifício que desabou em Quibdó, capital do departamento.
Imagens divulgadas mostram casas destruídas em cidades como Pereira e Manizales, localizada na região turística do Eixo Cafeeiro. Moradores relataram a falta de eletricidade e o forte impacto do tremor.
Os aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armênia, Cartago e Buenaventura, todos na região oeste, tiveram suas operações temporariamente suspensas para avaliação dos danos causados pelo sismo, conforme informou a Aeronáutica Civil.
O presidente Abelardo de la Espriella anunciou que visitará o Eixo Cafeeiro para analisar a situação pessoalmente e acompanhar as ações governamentais para atendimento às vítimas.
O tremor também foi percebido em Quito, capital do Equador, em diversas províncias de Panamá — onde alguns hospitais chegaram a ser evacuados — e em regiões da Venezuela.
Em 24 de junho, um terremoto duplo nas proximidades da Venezuela causou milhares de mortes e destruição significativa.
Moradores da Venezuela relataram sentir o abalo, mesmo confusos inicialmente quanto à causa do movimento.
As autoridades descartaram um alerta de tsunami. O governo do Panamá está avaliando os possíveis estragos na área da selva de Darién.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, garantiu suporte total à Colômbia, enquanto Israel ofereceu ajuda durante o processo de retomada das relações diplomáticas com o novo governo.
Em Bogotá, os prédios foram evacuados e moradores saíram às ruas devido ao barulho das sirenes. O prefeito Carlos Galán afirmou que apenas foram observadas rachaduras superficiais em alguns imóveis da capital.
Mundo
Pereira, a cidade fantasma após terremoto na Colômbia
Jorge González busca com afinco por sua tia enterrada sob os escombros de um prédio de quatro andares em Pereira, uma das localidades mais afetadas pelo violento terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia, causando ao menos 240 mortes.
Assim como diversos voluntários e equipes de resgate, ele dedicou horas na procura de sua tia e outros sobreviventes do desastre, ocorrido na manhã de segunda-feira (10), nesta importante cidade produtora de café, situada a cerca de 320 quilômetros a leste de Bogotá.
O homem de 35 anos trabalhou incessantemente sobre a pilha de ruínas, embora já não tenha esperanças de encontrar viva a mulher que para ele era como uma mãe. Entre pedaços de parede, ele viu o banheiro do andar onde a Nubia Bonilla, de 87 anos, vivia, todo ensanguentado.
“Estou aqui desde ontem e não pretendo sair até que recuperem o corpo dela”, afirmou González à AFP, emocionado. “Ela era tudo o que eu tinha; se se foi, agora estou sozinho”, acrescentou, com lágrimas nos olhos.
O número de mortos e feridos segue aumentando. Pereira é a segunda cidade mais danificada até o momento, atrás apenas de Cali.
O presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há poucos dias, anunciou que visitará Pereira na terça-feira para coordenar os esforços de emergência.
Durante a manhã, os moradores retornaram às suas casas danificadas para tentar salvar alguns pertences antes que desabassem completamente. Os supermercados e lojas já apresentam escassez de água e alimentos.
Cidade Fantasma
Quase toda a cidade ficou sem eletricidade após o terremoto às 7h34 da manhã. O acesso à internet e à telefonia móvel é intermitente. As ruas estão cobertas de vidros e pedaços de tijolos.
Para Juan David Gaitán, de 30 anos, Pereira se transformou em uma verdadeira cidade fantasma.
Já Jesús Piñeros, que perdeu sua casa pela segunda vez devido ao terremoto, contou que havia emigrado da Venezuela em busca de uma vida melhor no país vizinho há apenas três anos.
O terremoto destruiu completamente a residência onde ele vivia com seus irmãos e sobrinhos.
“Um migrante acaba de enfrentar problemas sérios em seu país de origem e não imagina que isso possa acontecer novamente”, lamentou o jovem operário da construção civil, de 28 anos.
A família encontrou refúgio na casa de um parente que ficou intacta. Muitas crianças dormem em colchões na calçada em frente à residência. Tentaram passar a noite ali, mas o barulho do teto os assustou.
Centenas de residências caíram ou sofreram grandes rachaduras, e as ruas estão cheias de carros destruídos por paredes desabadas e cabos elétricos pendurados.
Piñeros encara esta tragédia como um novo desafio para recomeçar sua vida.
“Viemos de situações difíceis e temos que nos reerguer novamente, assim como todos”, declarou.
O aeroporto de Pereira permanece fechado, e o transporte terrestre enfrenta bloqueios causados por deslizamentos de terra.
Destruição e Dor
Stella Galvis recorda o momento de pânico, a poeira e a fuga rápida com o filho e o marido segundos antes do colapso do edifício onde morava, um prédio de quatro andares.
“Perdemos tudo, não ficou nada”, disse a contadora entre lágrimas.
Para Maribel Verano, vendedora ambulante de 46 anos, a preocupação é encontrar sua mãe e irmã desaparecidas após o hotel onde estavam ter virado escombros numa área comercial da cidade.
Sua mãe, Luz Marina, de 72 anos, sofreu recentemente um problema de saúde, e sua irmã, Sandra, de 38, está em uma cadeira de rodas devido a complicações de meningite.
“Tenho esperança de encontrá-las bem”, disse ela, escondendo pouco a tristeza.
Maribel recorda outras tragédias que marcaram sua vida — o violento terremoto de 1999, que matou cerca de 1.200 pessoas na região, e a erupção do vulcão Nevado del Ruiz em 1985, que destruiu a cidade de Armero e causou cerca de 25 mil mortes.
Mundo
Líbano acaba com pena de morte e lidera mudança no Oriente Médio
O Parlamento do Líbano aprovou recentemente a extinção da pena de morte, tornando-se pioneiro na região do Oriente Médio ao eliminar formalmente essa punição.
Apesar de não ter realizado execuções desde 2004, o sistema judiciário do país ainda decretava sentenças capital em casos de homicídio, espionagem e terrorismo, a última delas proferida na segunda-feira.
De acordo com a Anistia Internacional, em janeiro, cerca de 85 pessoas aguardavam no corredor da morte; agora, suas penas serão convertidas em prisão perpétua, conforme o novo decreto.
O gabinete do presidente do Parlamento declarou que o projeto que elimina a pena de morte foi aprovado após ajustes no texto original.
Para o ministro da Justiça, Adel Nassar, essa mudança é histórica e permitirá que pedidos de extradição de indivíduos buscados por países que aboliram a pena de morte sejam aceitos por Beirute.
Ramzi Kaiss, pesquisador da Human Rights Watch sobre o Líbano, definiu a decisão como um avanço significativo em direitos humanos, rompendo com uma prática severa e injusta que não deveria mais vigorar.
Essa reforma faz parte de diversos projetos de lei que estão sendo analisados na atual legislatura, incluindo uma proposta de anistia geral em debate há bastante tempo.
Autoridades internacionais aplaudiram a iniciativa, com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, chamando-a de exemplo inspirador para outros países do Oriente Médio. A ONU também destacou a importância de erradicar essa prática desumana.
A pena de morte ainda é comumente aplicada na região, com países como Irã, Arábia Saudita e Iêmen figurando entre os que mais executam, segundo a Anistia Internacional, que posiciona a China como líder mundial neste aspecto.
O relatório mais recente dessa organização indica um aumento preocupante nas execuções no Oriente Médio, passando de 1.442 em 2024 para 2.611 em 2025.
Embora a votação no Líbano seja celebrada, a Anistia Internacional ressalta a necessidade de avançar com reformas que fortaleçam um sistema judicial justo, digno e que respeite os direitos humanos.
Mundo
Número de mortos por terremoto na Colômbia sobe para 240
Um terremoto intenso atingiu o oeste da Colômbia, resultando em pelo menos 240 vítimas fatais e mais de 1.000 pessoas feridas, conforme os dados mais recentes divulgados pelas autoridades na terça-feira (11).
O abalo sísmico, de magnitude 7,4, aconteceu na segunda-feira e causou grande destruição na região de Chocó, onde o epicentro foi identificado. Também foram afetados departamentos próximos, incluindo Valle del Cauca, Risaralda, Caldas e Antioquia. Segundo as informações fornecidas pelas autoridades locais e compiladas pela AFP, o número total de mortos chegou a 240.
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