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Terceira Via Não Atinge 8% Dos Votos Na Presidência

Nenhum candidato à Presidência da República que não avançou para o segundo turno alcançou mais de 3% dos votos válidos neste domingo. Somados, Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) obtiveram 7,58% dos votos.

O candidato do Avante, que chegou a ter 11% das intenções de voto em agosto e manteve dois dígitos até setembro, recebeu 2,9% dos votos válidos. Cury votou por volta das 11h em Colina, SP, esperando um resultado positivo na eleição, e com 99,88% das urnas apuradas, contabilizava 3,4 milhões de votos.

Após votar, Cury expressou preocupação com o cenário político atual e pediu que o vencedor do pleito governe pensando em um Brasil de esperança, promovendo justiça e pacificação nacional. Ele não declarou apoio a nenhum dos dois candidatos que seguiram para o segundo turno.

Renan

Renan Santos, do Missão, conquistou 2,25% dos votos, totalizando mais de 2,6 milhões. Ele votou no sul de São Paulo acompanhado de apoiadores e chamou a eleição de 2026 de a mais estranha desde a redemocratização, criticando a falta de debates entre os candidatos e a presença de escândalos de corrupção.

Renan elogiou a campanha do PL nas redes sociais, apesar de criticar o candidato do partido, e avaliou que não existe direita no Brasil sem o líder Bolsonaro.

Caiado

O ex-governador de Goiás e candidato do PSD, Ronaldo Caiado, ficou em quinto lugar com 2,19% dos votos (mais de 2,6 milhões) e informou que irá definir seu posicionamento no segundo turno após reunião com o presidente do seu partido, Gilberto Kassab.

Zema

O candidato do Novo, Romeu Zema, terminou em sexto lugar com 0,27% dos votos, cerca de 326 mil. Foi seu pior desempenho desde 2018. Durante a votação, Zema foi flagrado segurando um celular dentro da cabine, o que é proibido e motivou uma ação do Ministério Público Eleitoral.

Zema ironizou a situação nas redes sociais e alegou não ter sido avisado sobre a proibição do uso do celular na cabine. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais informou que o caso será investigado, enquanto o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que esse tipo de intercorrência é comum e que medidas serão tomadas.

Segundo as regras do TSE, eleitores não podem portar celulares ou equipamentos que comprometam o sigilo do voto nas cabines, mesmo desligados, devendo deixar os aparelhos em local indicado antes da votação. O uso de colinha é permitido, porém deve ser feita em papel, não em dispositivos eletrônicos.

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Infecções urinárias frequentes: como tratar e evitar

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Infecções urinárias frequentes são um problema comum, especialmente entre as mulheres, e podem ser causadas por fatores como longos períodos sem urinar ou higiene inadequada na região genital.

Essa condição é geralmente provocada por uma inflamação causada por bactérias. Para ser considerada recorrente, a infecção deve acontecer ao menos duas vezes em seis meses ou três vezes em um ano.

De acordo com o urologista Dimas Antunes, do Hospital Jayme da Fonte, vários fatores podem contribuir para essas infecções, desde hábitos inadequados como a baixa ingestão de água e não esvaziar completamente a bexiga, até problemas de saúde como diabetes, cálculos renais e disfunções urinárias.

O especialista explica que o maior número de casos nas mulheres ocorre por causa da anatomia: a uretra feminina é mais curta, facilitando a chegada das bactérias à bexiga. Além disso, muitas mulheres adotam comportamentos que acabam retendo a urina por não quererem urinar fora de casa.

Tratamento

O início do tratamento envolve o uso de antibióticos para combater a infecção. Segundo Dimas Antunes, o importante é aproveitar o intervalo entre as infecções para investigar as causas subjacentes, a fim de tratá-las adequadamente.

Isso pode incluir o controle do diabetes, a eliminação de pedras nos rins ou a correção de outros problemas que estejam facilitando as infecções. O objetivo é atuar nas causas para reduzir a frequência das infecções.

Prevenção

Para evitar as infecções urinárias recorrentes, Dimas Antunes recomenda medidas simples, como aumentar o consumo de água e esvaziar a bexiga regularmente e completamente.

Também é importante evitar práticas que possam facilitar a proliferação bacteriana, como o uso de duchas higiênicas na região íntima feminina, que podem empurrar as bactérias para a bexiga.

Quando as recorrências acontecem, o ideal é procurar um especialista para identificar as causas e orientar o melhor tratamento possível.

O Hospital Jayme da Fonte, um dos mais modernos complexos de saúde da região, oferece atendimento especializado, com infraestrutura completa para exames e internação, e acesso facilitado por agendamento digital ou telefônico.

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Nordeste elege oito governadores no primeiro turno; apenas um estado terá segundo turno

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A região Nordeste do Brasil elegeu oito governadores já no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo (4). Apenas o estado do Rio Grande do Norte terá um segundo turno, a ser disputado entre os candidatos Allysson Bezerra (União) e Cadu de Lula (PT).

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi reeleita com 53,27% dos votos válidos. Atual governadora, Raquel Lyra já atuou como deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas gestões. Em 2022, tornou-se a primeira mulher a governar o estado.

Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) também foi mantido no cargo, alcançando 55,80% dos votos. Engenheiro agrônomo e professor universitário, Jerônimo Rodrigues ocupou cargos como secretário estadual de Desenvolvimento Rural e Educação, além de secretário nacional do Desenvolvimento Territorial.

No Ceará, a reeleição atingiu Elmano de Freitas (PT), que obteve 53,19% dos votos. Formado em Direito, Elmano de Freitas já foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual, concorrendo também à prefeitura da capital em 2012. Ele foi eleito governador em 2022.

No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PDT), foi eleito com 54,02% dos votos. Eduardo Braide comandou a capital maranhense por dois mandatos consecutivos (2020 e 2024). Antes disso, atuou como deputado estadual e deputado federal, deixando a prefeitura em 2026 para concorrer ao governo do estado.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito com 64,30% dos votos. Atual governador desde abril de 2026, quando assumiu após a renúncia de João Azevêdo, Lucas Ribeiro foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande, além de vice-governador.

No Piauí, Rafael Fonteles (PT) conquistou a reeleição com 70,90% dos votos. Bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Fonteles é professor e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) entre 2019 e 2021.

Em Alagoas, o ex-prefeito de Maceió, JHC, foi eleito governador com 52,20% dos votos válidos, superando Renan Filho (MDB). Antes de ser prefeito, João Henrique Caldas, conhecido como JHC, exerceu mandatos como deputado estadual e federal, renunciando à prefeitura em abril de 2026 para disputar o governo.

Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PDT) foi reeleito, atingindo 59,21% dos votos. Iniciou sua carreira política em 2008 como vereador de Aracaju e também atuou como secretário municipal e estadual. Foi deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018.

Em âmbito nacional, a eleição para governador foi definida no primeiro turno em 20 Estados, onde os candidatos conseguiram mais de 50% dos votos válidos, sem considerar brancos e nulos, garantindo a vitória direta.

Dentre os governadores eleitos neste domingo (4), oito são do Nordeste, quatro da região Norte, três do Sul, três do Centro-Oeste e dois do Sudeste.

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PL elegerá 121 deputados e terá maior bancada na Câmara desde 1990

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O PL está prestes a eleger 121 deputados federais, garantindo a maior bancada na Câmara dos Deputados desde 1990, ano em que o MDB conquistou 108 assentos. Esse avanço reforça consideravelmente a presença bolsonarista no Congresso Nacional. A bancada foi impulsionada por parlamentares como Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, e Lucas Pavanato, de São Paulo, que alcançaram números recordes de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não concluiu a divulgação dos dados finais de Minas Gerais e São Paulo, mas as projeções da bancada foram feitas pela própria Câmara com base nos resultados apurados até o momento.

O desempenho do PL é uma das maiores conquistas partidárias das últimas décadas. Após o expressivo número de 260 deputados eleitos pelo MDB em 1986, as maiores bancadas registradas foram do mesmo partido em 1990 e 1994, com 108 e 107 deputados, respectivamente. Em 1998, durante a reeleição de Fernando Henrique, o então PFL, aliado do presidente, elegeu 105 congressistas.

Nikolas Ferreira quase triplicou sua votação em relação à eleição anterior, superando 3,1 milhões de votos, o que representa o melhor resultado da história, ultrapassando o recorde de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de 2018. Sua atuação parlamentar é notória especialmente em temas relacionados a costumes e pautas conservadoras, e o deputado já enfrentou processos judiciais por acusações de transfobia.

A expressiva votação de Nikolas contribuiu para que o PL elegesse 21 deputados em Minas Gerais, cerca de 40% das cadeiras destinadas ao estado, que possui 53 deputados.

Na sequência, o segundo candidato mais votado nacionalmente foi Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, que recebeu pouco mais de três milhões de votos. Sua trajetória política é marcada por posições conservadoras em temas de costumes, incluindo a defesa da proibição de mulheres trans em banheiros femininos e a promoção de investigações parlamentares contra grupos ligados a moradia.

Vindo de uma família evangélica pentecostal, com seus primeiros discursos realizados na Assembleia de Deus, Pavanato iniciou sua carreira política pelo Movimento Brasil Livre (MBL), mas posteriormente rompeu com a organização para se alinhar com o bolsonarismo.

A segunda maior bancada deverá ser da federação formada por PT, PCdoB e PV, que elegerá 82 deputados.

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