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Sentar no tatame melhora foco e reduz ansiedade, indica estudo japonês
Cadeiras reclináveis estão em alta, mas pesquisa recente destaca que o tatame, tradicional na cultura japonesa, pode ser uma alternativa eficaz para sentar durante tarefas que exigem atenção, como o trabalho.
Pesquisadores da Universidade de Kyushu descobriram que esse tipo de piso ativa áreas cerebrais ligadas à concentração e ao engajamento.
Além disso, os tatames mostraram potencial para diminuir a ansiedade e o estresse, conforme relatos dos participantes. O estudo foi divulgado na revista científica Scientific Reports, conhecida pela revisão rigorosa de seus artigos.
“Nossa equipe tem utilizado métodos científicos objetivos para investigar os efeitos do Igusa nas pessoas. Anteriormente, demonstramos que os compostos aromáticos do Igusa têm efeitos relaxantes. Desta vez, quisemos explorar outros benefícios, como o humor, a resiliência ao estresse e o engajamento em tarefas”, disse o professor associado Kuniyoshi Shimizu, da Faculdade de Agricultura da Universidade de Kyushu, que liderou a pesquisa.
Durante o experimento, os participantes foram divididos em dois grupos e permaneceram em uma sala sem ruídos: um grupo sentado sobre tatames e outro em almofadas de polipropileno sem aroma.
Os voluntários realizaram tarefas enquanto seus tempos de reação e atividade cerebral eram monitorados por eletroencefalografia (EEG). Após as atividades, eles responderam questionários para medir estresse e conforto.
Os resultados mostraram que nos tatames houve aumento das ondas gama entre os momentos de descanso e de tarefa em múltiplas regiões do cérebro. Além disso, as ondas alfa mantiveram uma atividade mais equilibrada durante o repouso.
Shimizu complementa: “Contamos com 17 voluntários com média de idade de 21,5 anos. Ao comparar o desempenho no tatame Igusa com a condição de controle, observamos diferenças significativas. O EEG indicou que sentar no tatame durante as tarefas elevou a atividade das ondas beta em certas áreas cerebrais, sugerindo maior concentração e engajamento cognitivo”.