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Segurança no Oriente Médio deve ser decidida pela própria região, afirma Araghchi

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, destacou que a estabilidade duradoura do Oriente Médio deve ser determinada internamente, sem interferência externa. Segundo ele, quando o Direito Internacional é desrespeitado para atender interesses de potências globais, não se pode falar em Estado de Direito.

De acordo com Araghchi, a segurança autossustentável do Oriente Médio deve ser responsabilidade dos países da região, que precisam dialogar sobre segurança, desenvolvimento e futuro coletivo, sem imposições de forças estrangeiras. Ele proferiu tais declarações durante sua participação virtual no evento Global Town Hall 2026, ocorrido na Indonésia.

O ministro salientou que o mundo necessita urgentemente de uma grande transformação, uma vez que conflitos, intervenções, sanções e uso da força tornaram-se comuns nas relações internacionais. Ele observou que a guerra foi institucionalizada como um meio político, evidenciando que décadas de intervenção militar, sanções e conflitos prolongados na região não trouxeram segurança ou paz duradoura.

Araghchi ainda apontou que o atual cenário em Gaza transcende uma simples tragédia humanitária; ele representa um exame à responsabilidade e consciência coletiva global. O ministro denunciou ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, os quais, segundo ele, integram uma série de ações agressivas impunes, incluindo assassinatos seletivos de autoridades iranianas, ameaças, violações de soberania e ausência de punição para agressões.

Ele advertiu que a falta de uma resposta internacional eficaz poderia enfraquecer ainda mais os limites estabelecidos pelo Direito Internacional. Para ele, o momento exige um verdadeiro multilateralismo e uma nova abordagem que integre o desenvolvimento à segurança, respeite a soberania dos Estados, e aplique as leis internacionais de maneira imparcial sem prioridade a interesses político-estratégicos.

Araghchi concluiu afirmando que a paz está ao alcance por meio do diálogo, da construção de confiança, da cooperação e do respeito mútuo entre os países da região, e não pela presença militar estrangeira ou pela imposição de vontades externas.

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Israel prende suspeito de ataque na Cisjordânia

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O Exército de Israel informou neste domingo (20) que prendeu o possível responsável por um ataque ocorrido na Cisjordânia, que resultou na morte de um colono.

Antes do comunicado oficial, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condenou o que chamou de “ataque fatal” e afirmou que as forças de segurança já estavam atrás do suspeito.

O Exército também relatou outra tentativa de ataque próxima a Jenin, na mesma região. Lá, soldados reagiram e mataram um homem que tentou atingir os militares com um veículo.

Esses incidentes ocorreram poucas horas antes do início do Yom Kipur, a principal celebração do judaísmo, e pouco mais de um mês antes das eleições legislativas em Israel, consideradas bastante acirradas.

O ataque que causou a morte ocorreu na colônia Nevé Tzouf, perto da cidade de Ramallah.

O Magen David Adom, serviço equivalente à Cruz Vermelha em Israel, comunicou inicialmente sobre um homem na casa dos 30 anos que estava ferido por tiros e inconsciente.

O hospital Beilinson, localizado em Petah Tikva, no centro do país, confirmou posteriormente o óbito da vítima.

Segundo Israel Gantz, presidente da principal associação dos moradores dos assentamentos na Cisjordânia, a vítima era um colono.

O Exército detalhou que a prisão do suspeito ocorreu em um hospital próximo ao local do ataque, depois dele ter sido ferido a tiros por um soldado durante o atentado. Fontes palestinas indicaram que o hospital fica em Ramallah.

Em nota, o presidente de Israel, Isaac Herzog, declarou: “Na véspera de uma data sagrada, precisamos deixar claro que o terrorismo não nos vencerá”.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967. Existem mais de 500 mil israelenses vivendo em assentamentos considerados ilegais pela comunidade internacional, convivendo lado a lado com quase três milhões de palestinos.

A situação de violência na Cisjordânia tem se intensificado desde o início do conflito em Gaza, iniciado com o ataque do grupo islamista Hamas em outubro de 2023.

Atos de agressão de colonos contra localidades palestinas são frequentes, ocorrendo quase diariamente.

De acordo com dados palestinos e levantamentos da AFP, desde o início do conflito, mais de 1.100 palestinos morreram em confrontos com o Exército e colonos.

Do lado israelense, ao menos 49 pessoas, entre civis e membros das forças de segurança, perderam a vida em ataques ou operações militares palestinas.

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Eleições locais na Alemanha ameaçam governo de Merz

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Os alemães votam neste domingo (20) em dois estados regionais, onde o avanço da extrema direita e da extrema esquerda pode comprometer a administração já frágil do chanceler Friedrich Merz.

Merz, de 70 anos, convocou uma reunião urgente com líderes de seu partido, a CDU (centro-direita), para avaliar os resultados das eleições em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

Quase quatro milhões de eleitores têm até as 18h00 (13h00 de Brasília) para escolher seus representantes nessas duas áreas.

O chanceler, em exercício há 16 meses, cancelou uma viagem à Assembleia Geral da ONU para lidar com as possíveis consequências dessas votações.

Recentemente, o partido Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita, mostrou força ao derrotar a CDU no estado de Saxônia-Anhalt há apenas duas semanas.

A derrota veio acompanhada por uma queda significativa na popularidade do chanceler, que enfrenta obstáculos para aprovar suas reformas econômicas e sociais em parceria com os social-democratas do SPD.

Pesquisas indicam que a AfD deve sair fortalecida neste domingo, mas provavelmente não governará em nenhuma das duas regiões, diferente do que ocorreu em Saxônia-Anhalt, onde quase alcançou a maioria absoluta.

Merz recebeu apoio na última quarta-feira dos governadores de oito estados, todos da CDU, que afirmaram que a Alemanha necessita de “estabilidade, agora mais do que nunca”.

Disputas apertadas

Neste domingo, a CDU enfrenta desafios diferentes em cada região.

No estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste, a CDU de Merz é apenas coadjuvante na corrida entre o SPD, liderado pela popular governadora Manuela Schwesig, e a AfD.

Uma pesquisa da rede pública ZDF indica que a AfD tem 36% das intenções de voto, o SPD 37% e a CDU apenas 6%.

Já na cidade-estado de Berlim, a CDU concorre com o Die Linke, partido de esquerda radical, que propõe medidas fortes para enfrentar a crise habitacional e possui amplo apoio entre os jovens.

Quando assumiu há quase um ano, Merz prometeu revigorar a economia debilitada, reconstruir as Forças Armadas como forma de dissuasão contra a Rússia e reduzir a imigração irregular para acalmar os eleitores preocupados e evitar que eles migrassem para a AfD.

Atualmente, a AfD lidera as pesquisas nacionais e a aprovação de Merz está pouco acima de 10%.

Popularidade em queda

“Pessoalmente, a situação é bastante crítica para Merz“, afirmou o pesquisador Roland Abold, do instituto Infratest Dimap.

“Na nossa pesquisa mais recente de setembro, apenas 13% demonstram satisfação com seu desempenho político. É o índice mais baixo já registrado para um chanceler em exercício”, disse Abold.

Especialistas acreditam que muitos dos problemas enfrentados por Merz têm origem internacional, como os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, que causaram aumento nos preços dos combustíveis e pressionaram a inflação.

Além disso, o crescimento econômico da China transforma este tradicional mercado para as exportações alemãs em um rival industrial de peso.

Para o economista-chefe do banco Berenberg, Holger Schmieding, o recente aumento nos preços do petróleo e o debate público sobre sua sustentabilidade agravaram as dificuldades do chanceler.

No entanto, Schmieding acredita que é provável que Merz supere a atual crise política e complete seu mandato até 2029.

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Leões morrem após possível envenenamento em reserva na Tanzânia

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Dez leões foram encontrados mortos devido a um possível envenenamento na Área de Conservação de Ngorongoro, na Tanzânia, que é um Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco, conforme informado pelas autoridades locais.

A Autoridade da Área de Conservação de Ngorongoro (NCAA) comunicou que os 10 leões foram descobertos mortos no dia 18 de setembro de 2026, na região de Ndutu.

As investigações iniciais indicam que a causa da morte foi a ingestão de veneno. Especialistas continuam a investigar para confirmar o motivo do incidente e identificar os responsáveis.

A região de Ngorongoro enfrenta conflitos há vários anos entre as autoridades locais e a comunidade nômade da área. Desde 2022, confrontos ocorreram devido à implementação de um programa de remoção de moradores.

O governo da Tanzânia explica que o aumento populacional está afetando o habitat dos animais selvagens, visto que a população de Ngorongoro cresceu de 8.000 habitantes em 1959 para mais de 100.000 atualmente.

Desde junho, pelo menos 20 elefantes faleceram no ecossistema de Amboseli, no Quênia, próximo à fronteira com a Tanzânia, possivelmente devido à ingestão de pesticidas. As autoridades ainda não confirmaram se essas mortes foram acidentes ou atos intencionais.

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