Economia

Saques em apostas online chegam a R$ 652 milhões após proibição; R$ 1,4 bilhão ainda pendente

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Os saques realizados por jogadores em plataformas de apostas online já totalizam R$ 652,6 milhões desde o sábado passado, um dia após o governo editar uma medida provisória proibindo essas operações no país.

No entanto, ainda existem R$ 1,453 bilhão em valores aguardando retirada, distribuídos entre 28,65 milhões de CPFs com saldo positivo, conforme dados recentes do Ministério da Fazenda.

A orientação oficial é para que os apostadores façam a retirada voluntária dos recursos até as 23h59 do dia 5 de outubro, data estabelecida no processo de encerramento das atividades conforme a medida provisória que vedou a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa.

A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos dessas plataformas deixarão de funcionar. Nos dias 7 e 8, as empresas terão de informar às instituições financeiras os saldos não sacados, discriminados por CPF. Entre 9 e 14 de outubro, os bancos serão responsáveis pela devolução destes valores. Se houver impedimentos para a restituição, a partir do dia 14, os recursos serão repassados à Caixa Econômica Federal, que assumirá a responsabilidade pela devolução aos apostadores.

Fluxo de transações zerado

Dados do Banco Central apresentados pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicam que as casas de apostas movimentavam cerca de R$ 600 milhões diariamente antes da proibição. Esse volume foi praticamente anulado desde o sábado, quando a medida entrou em vigor.

O ministro também observou uma redução nas transferências via Pix para as plataformas de apostas, sugerindo que os valores podem estar sendo direcionados a outros setores da economia, embora não tenha fornecido dados atualizados.

Segundo Dario Durigan, aproximadamente 11 empresas do ramo, que detêm a maior parte dos valores a serem resgatados, têm colaborado com as informações necessárias.

Ações de fiscalização

O governo tem conduzido também medidas de controle e remoção de operações ilegais relacionadas a apostas online no ambiente digital.

Entre 25 de setembro e 1º de outubro, foram solicitados bloqueios para 10.435 sites ilegais pelo Ciberlab/Senasp, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Ainda foram identificadas 3.040 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em redes sociais e aplicativos de mensagens, para os quais foi pedida remoção pelas plataformas. Isso inclui 1.974 páginas no Facebook, 375 perfis no Instagram, 605 canais e grupos no Telegram, 85 perfis no TikTok e um servidor no Discord.

Somente no Telegram, Discord e TikTok, esse conteúdo alcançava cerca de 3,46 milhões de usuários, membros ou seguidores.

Além disso, 186 aplicativos disponíveis nas lojas da Apple e Google receberam notificações para retirada até o dia 6 de outubro. Grandes plataformas como Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord também foram notificadas para remover publicidade relacionada às apostas.

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