Mundo
Rússia informa grande ataque hacker no sistema eleitoral durante eleições parlamentares
Autoridades russas comunicaram que sistemas de voto e canais de comunicação em diversas regiões do país foram alvo de ataques cibernéticos intensos neste sábado (19), durante o segundo dia das eleições parlamentares, segundo reports de agências nacionais e internacionais.
Até as 15h06, no horário de Moscou, a participação nas eleições para a Duma Estatal alcançou 35,55%, de acordo com a agência RIA Novosti.
Durante a madrugada, o sistema de votação enfrentou um ataque severo, porém, conforme informações da agência Reuters, as autoridades mantêm o controle da situação. O Ministério de Assuntos Digitais da Rússia informou que houve uma tentativa de sabotagem nas linhas de comunicação do extremo oriente russo, mas o incidente foi contido e os serviços de comunicação restaurados.
Embora os ataques virtuais persistam, a presidente da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, afirmou que estão sendo combatidos com êxito, conforme noticiado pelo portal Izvestia. A presidente da Comissão Eleitoral da Cidade de Moscou, Olga Kirillova, confirmou que os terminais de votação foram desligados por um curto período no primeiro dia da eleição, atribuindo o problema a um possível ataque hacker, mas ressaltou que não houve reclamações dos residentes da capital sobre qualquer violação de seus direitos eleitorais.
Mais cedo, o presidente russo Vladimir Putin acusou a Ucrânia de tentar interferir na votação, sem apresentar provas. Esse episódio ocorre na primeira eleição para a Duma Estatal desde que a Rússia iniciou seu conflito em larga escala com a Ucrânia, em fevereiro de 2022. Espera-se que o partido governante, Rússia Unida, mantenha seu domínio no cenário político nacional.
Mundo
Reino Unido apoia Arábia Saudita contra houthis
O Primeiro-Ministro britânico Andy Burnham aceitou conceder suporte militar à Arábia Saudita para enfrentar os ataques promovidos pelos houthis, anunciou a imprensa nesta segunda-feira.
Aviões do Reino Unido irão reabastecer os caças sauditas enquanto estiverem em voo, informou Burnham a jornalistas durante sua viagem a Nova York para a Assembleia Geral da ONU.
A tarefa britânica estará restrita a oferecer suporte aos aviões sauditas na defesa contra drones e mísseis dos houthis, sem realizar ataques diretos contra o grupo iemenita, conforme comunicou a agência de notícias PA.
Essa operação de reabastecimento se somará ao sistema de defesa aérea UK Sky Sabre, que já está instalado na Arábia Saudita. Burnham declarou que a missão visa proteger os interesses britânicos e a segurança da região como um todo.
No último sábado, os houthis realizaram o primeiro ataque à cidade de Riade em vários anos.
O grupo alinhado ao Irã lançou uma campanha para controlar toda a costa do Iêmen ao longo do Mar Vermelho, o que lhes garantiria o domínio do estreito de Bab el-Mandeb. Desde 2015, a Arábia Saudita lidera uma coalizão em apoio ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.
Mundo
UE não alcança consenso para suspender sanções a oligarcas russos; negociações seguem
Os países da União Europeia não chegaram a um consenso nesta segunda-feira (21) para remover as sanções impostas aos empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, após discussões intensas sobre a renovação das restrições contra Moscou, conforme informaram diplomatas.
As conversações continuarão em Bruxelas a partir da meia-noite GMT de terça-feira (21h de segunda no horário de Brasília).
Mais cedo, diplomatas haviam informado que os Estados-membros tinham um acordo provisório para excluir os dois empresários da lista de sanções da UE.
Esse entendimento fazia parte de um compromisso para estender as sanções por mais três anos a quase 3 mil pessoas e entidades russas em resposta à guerra na Ucrânia.
Entretanto, a decisão final não foi aprovada, pois a Letônia apresentou uma objeção de última hora, segundo um diplomata consultado pela AFP.
Os 27 países do bloco buscavam uma solução antes do término do prazo na terça-feira, após França e Eslováquia pedirem a retirada do bilionário russo-uzbeque Usmanov da lista de sancionados.
Luxemburgo então exigiu que, caso as sanções contra Usmanov fossem suspensas, as que afetam Fridman também fossem revogadas.
Autoridades francesas alegaram motivos de segurança nacional para justificar o pedido relacionado a Usmanov, sem detalhar publicamente as razões.
O jornal Financial Times indicou que essa solicitação pode estar ligada a uma possível negociação para libertação de prisioneiros franceses detidos no Azerbaijão.
Fridman processa Luxemburgo em 15 bilhões de euros (aproximadamente 87,4 bilhões de reais) devido às sanções europeias.
Países favoráveis à manutenção das medidas rígidas, como Polônia e as nações bálticas, se opuseram firmemente à flexibilização, argumentando que a pressão sobre a Rússia deve aumentar.
Em troca da aprovação da medida, esses países concordaram em manter as sanções pelos próximos três anos, em substituição às prorrogações anteriores, que duravam seis meses.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, criticou a decisão, chamando a remoção da lista de inaceitável e afirmando que isso envia uma mensagem errada a Moscou, justamente quando a pressão deveria ser intensificada.
A lista inclui o presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.
Usmanov, magnata do setor de metais, e Fridman, empresário do setor bancário, estão entre dezenas de oligarcas russos que contestam legalmente as sanções da UE.
Ambos foram incluídos nas sanções logo após a invasão russa da Ucrânia em 2022, sob acusações de que suas empresas geram receitas significativas para o Kremlin.
Vários diplomatas europeus afirmaram que, apesar das controvérsias envolvendo Usmanov, há consenso amplo sobre a importância de renovar as sanções contra a Rússia.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu aos países-membros que mantenham as sanções, ressaltando que elas são um pilar fundamental na resposta à guerra russa e essenciais para impedir o financiamento do conflito. Kallas declarou a jornalistas na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que a estabilidade das medidas é necessária.
Mundo
Líbano vai precisar de força de paz internacional após saída das tropas da ONU
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou nesta segunda-feira ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que o país exigirá a presença de uma tropa internacional no sul após o término da missão de paz prevista para este ano.
A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil), composta por 7.500 soldados de 46 nações, atua como um escudo entre o Líbano e Israel desde 1978. Sob pressão dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU decidiu encerrar o mandato desse contingente ao final do ano.
Durante o encontro com Guterres na sede da ONU, em Nova York, Salam destacou a necessidade de manter uma representação internacional respaldada pelas Nações Unidas no sul do país após o fim da Unifil, informou o gabinete do primeiro-ministro.
Israel mantém tropas em uma área que considera uma “zona de segurança” de cerca de 10 km no sul do Líbano, ao longo da fronteira. “O fundamental é evitar um vácuo”, declarou na semana passada à AFP o presidente libanês, Josef Aoun, para quem a solução ideal seria a prorrogação do mandato dessa força.
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