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Resposta do governo da Argentina ao comentário de Lionel Messi sobre a crise

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O governo da Argentina, liderado por Javier Milei, emitiu uma resposta às declarações feitas por Lionel Messi após a classificação da seleção argentina para a final da Copa do Mundo. Neste domingo, 19, a Argentina enfrentará a Espanha na partida decisiva do torneio.

Depois de vencer a Inglaterra na semifinal, Messi celebrou a conquista da vaga e comentou sobre as dificuldades econômicas enfrentadas por muitos argentinos. Ele ressaltou as dificuldades enfrentadas por pessoas que não conseguem equilibrar suas finanças até o fim do mês.

“Sentimos orgulho e felicidade por proporcionar essa alegria ao povo. Sabemos que as Copas do Mundo são momentos especiais e que, nesses momentos, esquecemos das dificuldades que enfrentamos. Há pessoas enfrentando desafios, sem emprego, lutando para sobreviver dia após dia. Isso sempre nos tocou profundamente”, afirmou Messi em entrevista à “TyC Sports”.

“Ao poder oferecer essa alegria, ao chegar à final da Copa do Mundo novamente, acumulando duas finais consecutivas, alcançamos algo extraordinário”, completou o jogador.

Em resposta, o governo de Javier Milei publicou uma mensagem oficial. Por meio do Escritório de Resposta Oficial, a administração reconheceu a veracidade das palavras de Messi mas atribuiu os problemas econômicos do país às gestões anteriores.

“As palavras do maior jogador da história do futebol, Lionel Messi, sobre as dificuldades enfrentadas por muitos são verdadeiras. Vinte anos de gestão kirchnerista deixaram cicatrizes que não desaparecem em apenas vinte e quatro meses”, declarou o governo.

“Embora tenhamos implementado reformas profundas nos últimos dois anos e o país esteja em situação bastante melhor do que estava anteriormente – com taxas de pobreza de 60%, indigência de 20%, inflação a 15.000% ao ano, salários muito baixos e uma moeda em constante desvalorização – ainda há muito a ser feito. Ninguém prometeu que seria fácil, mas este é o caminho que tornará a Argentina grande novamente”, concluiu a Casa Rosada.

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