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Recusando-se a cooperar na saída de navios estrangeiros, Kiev tomou-os como reféns, diz Rússia

As declarações de países ocidentais sobre o bloqueio de navios estrangeiros são infundadas, uma vez que a Rússia diariamente abre corredores, mas as autoridades de Kiev se recusam a cooperar, basicamente tomando suas tripulações como reféns, aponta o comunicado de Maria Zakharova, representante oficial da chancelaria russa.

© Sputnik / Sergei Averin

Quanto às declarações feitas ontem por representantes oficiais de Estados estrangeiros sobre o ‘bloqueio’ de embarcações estrangeiras por militares russos nas águas do mar Negro e do mar de Azov, elas não correspondem à realidade. O porto de Mariupol retomou o funcionamento depois que os militares da Rússia e RPD ganharam o controle sobre ele, foi desbloqueado o canal navegável, foram criadas condições para a saída de embarcações”, ressalta comentário.
Zakharova acrescentou que as Forças Armadas russas abrem diariamente das 08h00 às 19h00 (horário local) dois corredores humanitários marítimos.
“Ao mesmo tempo, as autoridades de Kiev se recusam a cooperar com representantes de países estrangeiros e empresas armadoras para garantir a saída segura dos navios bloqueados, na prática tomando suas tripulações como reféns”, disse a diplomata.
Com suas ações os EUA provocam uma crise alimentar na Ucrânia, enquanto a Rússia pretende continuar fornecendo alimentos e outros bens, lê-se no comunicado da representante oficial russa.
Segundo Zakharova, os EUA e a União Europeia pretendem retirar da Ucrânia 20 milhões de toneladas de grãos em 2,5 meses, alegadamente para o seu transporte para a África e o Oriente Médio, a fim de evitar a crise alimentar.

“No entanto, na realidade os grãos estão sendo transportados para armazéns na Europa. São organizadas rotas ferroviárias, rodoviárias e fluviais para a sua entrega em locais na Alemanha, Polônia, Lituânia, Romênia e Bulgária”, explicou Zakharova.

A chancelaria da Rússia recordou que o principal causador das atuais tendências negativas no mercado de alimentos foram as sanções antirussas do Ocidente, que levaram ao rompimento dos laços na esfera da logística global e da infraestrutura de transporte.

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Espanha reforça controle sobre Ceuta após crise migratória

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A Espanha afirmou nesta segunda-feira (3) que sua autoridade sobre Ceuta é indiscutível, após a chegada irregular de dezenas de milhares de migrantes na última semana neste território espanhol localizado no norte da África, vindos do Marrocos.

O governo de Madri tem evitado criticar Rabat por essa entrada massiva, que alguns especialistas veem como uma possível estratégia do Marrocos para pressionar a Espanha.

Marrocos reivindica sua autoridade sobre Ceuta e Melilla, outro território espanhol na região, desde sua independência em 1956, mas a Espanha rejeita qualquer negociação sobre esses locais.

“É inquestionável que Ceuta e Melilla fazem parte do território espanhol”, destacou nesta segunda-feira o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, em entrevista para a TV pública.

A maioria dos aproximadamente 50.000 migrantes que chegaram a Ceuta na semana passada — muitos contornando o pequeno ponto fronteiriço no mar — já retornaram ao Marrocos. Segundo o delegado do governo central em Ceuta, Miguel Ángel Pérez, cerca de 2.500 permaneciam no enclave nesta segunda-feira, enquanto o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou entre 3.000 e 5.000.

Alguns migrantes aguardavam em condições precárias em uma área de armazéns na cidade. “Não temos água para nos lavar ou tomar banho. Os chuveiros e banheiros estão fechados”, relatou à AFP Nadia, uma migrante marroquina de 29 anos. Outra, Asia, que também entrou recentemente, mencionou a sujeira e a insuficiência dos banheiros.

A organização Save the Children informou que cerca de mil crianças estão recebendo atendimento do sistema de proteção de Ceuta, que está além da sua capacidade, projetada para menos de cem vagas.

As autoridades espanholas confirmaram que o número de mortes tentando entrar em Ceuta permanece em 72. “O primeiro passo é identificá-los, o principal desafio, já que muitos não têm documentação”, explicou uma fonte da Delegação do Governo em Ceuta. “Depois, é necessário contatar as famílias, o que pode ser um processo longo”, acrescentou.

Alguns especialistas acreditam que o Marrocos possa ter permitido a passagem dos migrantes como uma maneira de influenciar diplomaticamente a Espanha, que melhorou recentemente seus laços com a Argélia, rival do Marrocos.

Autoridades espanholas atribuíram a desinformação sobre uma recente decisão do Tribunal Supremo da Espanha — que permitiria uma passagem migratória facilitada — a quadrilhas criminosas.

Ministros do Interior da União Europeia marcaram uma videoconferência para discutir a situação na próxima terça-feira.

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Milei critica Lula e atrasa volta do embaixador brasileiro à Argentina

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O presidente argentino Javier Milei fez uma nova série de críticas ofensivas ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante uma entrevista ao canal LN+. Estas declarações devem dificultar o processo de reaproximação diplomática e adiar o retorno do embaixador brasileiro Julio Bitelli a Buenos Aires. Um clima de conciliação era considerado essencial para a volta do diplomata.

Em 2 de julho, Milei reafirmou, na entrevista, as acusações feitas anteriormente no Brasil, durante a convenção que oficializou a candidatura do senador e aliado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República.

Milei declarou que referir-se ao líder brasileiro como “presidiário”, “ladrão” e “corrupto” foi algo justificado.

“Eu falei mentira?”, afirmou Milei ao ser questionado na televisão. “Ele é ladrão, corrupto. Foi condenado por esses crimes. Esteve preso, portanto, a expressão ‘presidiário’ está correta. E não só isso. Foi libertado por uma falha administrativa no processo judicial, não por inocência.”

Até o último dia 31, as autoridades do Itamaraty adotavam uma postura de espera para observar possíveis sinais de melhora nas relações e monitoravam a situação política em Buenos Aires por meio de contatos diplomáticos à distância. A embaixada segue funcionando, porém sem a presença do embaixador.

Julio Bitelli foi convocado a Brasília para consultas como forma de demonstrar descontentamento com o comportamento de Milei na convenção bolsonarista, procedimento habitual na diplomacia. Após reuniões com Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve ordem para permanecer no Brasil por tempo indeterminado, aguardando uma reavaliação política que indique melhora.

O governo brasileiro não tem intenção de diminuir o nível diplomático, deixar a embaixada sem comando, romper relações ou agravar o conflito. Ainda assim, pede cautela. As recentes declarações do presidente argentino vão contra os sinais otimistas recebidos anteriormente.

Diplomatas envolvidos nas avaliações do Itamaraty consideraram positiva, dentro do contexto do governo Milei, a fala do chanceler argentino Pablo Quirno, na quarta-feira, 29 de junho, numa das maiores rádios da Argentina, Mitre, quando afirmou que não havia planos de romper relações com o Brasil.

Bitelli segue no Brasil e já realizou três encontros com autoridades do governo federal – dois com Lula e outro com o ministro Mauro Vieira na sexta-feira, 31 de junho.

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Conselho de Paz afirma que Israel manterá tropas em Gaza até desarmar totalmente o Hamas

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O Exército Israelense manterá suas tropas na Faixa de Gaza até que o grupo Hamas seja completamente desarmado, informou o Conselho de Paz nesta segunda-feira (3). A declaração foi feita após uma reunião entre o Conselho e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O Conselho de Paz, que foi criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou em sua conta no X que a saída total das Forças de Defesa não acontecerá antes do cumprimento total do acordo de desarmamento com o Hamas.

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