Economia
Previsão do IPCA para 2026 reduzida para 4,90% no relatório Focus
A mediana das projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, divulgada no relatório Focus do Banco Central, recuou pela terceira semana consecutiva, passando de 5% para 4,90%. Esse valor está 0,40 ponto percentual acima da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,50%. Quando consideradas apenas as 111 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, que refletem melhor as informações recentes, a mediana caiu de 5,01% para 4,95%.
Para o IPCA de 2027, a previsão intermediária do mercado variou ligeiramente de 4,29% para 4,30%. Um mês antes, essa estimativa era de 4,24%. Tomando apenas as 111 projeções mais recentes, houve um aumento de 4,25% para 4,31%.
A mediana do Focus para a inflação em 2028 manteve-se em 3,80% pela sétima semana consecutiva, enquanto para 2029 permaneceu em 3,50% pela 54ª semana seguida.
No início de agosto, o Banco Central revisou suas projeções para o IPCA de 2026, reduzindo de 5,2% para 5,1%, e ajustou a previsão para 2027, que subiu de 3,7% para 3,8%. Essas estimativas foram apresentadas no comunicado da reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu manter a previsão para a inflação acumulada em 12 meses no primeiro trimestre de 2028 em 3,2%. Esse período tornou-se o foco principal da política monetária na referida reunião.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O objetivo central é 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso a inflação ultrapasse esse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central não atingiu sua meta.