Brasil
Premios da Biblioteca Nacional para Paulliny Tort e Adélia Prado
A Fundação Biblioteca Nacional (BN) anunciou nesta terça-feira (20) os vencedores do prêmio literário de 2026. Entre os grandes destaque estão as escritoras Paulliny Tort, Adélia Prado e Maria Valéria Rezende.
Paulliny Tort conquistou o prêmio Machado de Assis na categoria Melhor Romance com seu livro Os Imortais (Fósforo). A obra, ambientada na pré-história, narra a história de um grupo de neandertais que acolhem uma criança Homo sapiens. A autora destacou que apesar das diferenças temporais, as gerações humanas possuem muitas semelhanças.
Adélia Prado, por sua vez, foi premiada na categoria Poesia com seu livro O Jardim das Oliveiras (Record), sua primeira obra poética em mais de uma década. Aos 90 anos, ela também disputa o prêmio Jabuti com o mesmo livro, que reúne poemas apreciados pela crítica literária.
Maria Valéria Rezende recebeu o Prêmio Clarice Lispector na categoria Contos pelo livro Recapitulações (34), que dialoga com clássicos da literatura. Este é seu segundo prêmio consecutivo nessa categoria, após vencer em 2024.
Outras premiações também foram entregues: DJ Dolores ganhou na categoria Crônica, e Raoni Mtyktire, conhecido como cacique Raoni, foi reconhecido nas Histórias de Tradição Oral com sua autobiografia.
O período de avaliação foi de 1º de maio de 2025 a 30 de abril de 2026, e cada vencedor recebeu R$ 30 mil. Abaixo está a lista completa dos vencedores das diversas categorias do Prêmio Biblioteca Nacional 2026:
Categoria Romance – Prêmio Machado de Assis
- Os Imortais, de Paulliny Tort (Fósforo)
- Masuaki e/ou Não Deixe os Cachorros Latirem Sozinhos, de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
- Piscinas Russas, de Renata Belmonte (Tusquets)
Categoria Conto – Prêmio Clarice Lispector
- Recapitulações, de Maria Valéria Rezende (Editora 34)
- Mulheres Que Amam Assombradas, de Sandra Liss (Litteralux)
- A Escuridão do Ventre, de Clara Arreguy (Outubro Edições)
Categoria Crônica – Prêmio João do Rio
- Lugares Para Chorar no Recife e Outros, de DJ Dolores (Seja Breve)
- Só Bato em Cachorro Grande, do Meu Tamanho ou Maior que Eu, de Cidinha da Silva (Rosa dos Tempos)
- Não Sei se É Bom, Mas É Teu, de Maria Ribeiro (Record)
Categoria Poesia – Prêmio Alphonsus de Guimaraens
- O Jardim das Oliveiras, de Adélia Prado (Record)
- Boris e Marina, de Alberto Martins (Companhia das Letras)
- Os Mortos, de Paulo Franchetti (Ateliê Editorial)
Categoria Ensaio Literário – Prêmio Mário de Andrade
- João Guimarães Rosa: Biografia, de Leonencio Nossa (Nova Fronteira)
- Exílio Como Forma: Gonçalves Dias e o Dilema Brasileiro, de João Cezar de Castro Rocha (Autêntica)
- Crítica Insubmissa, de Beatriz Resende (Mapa Lab)
Categoria Ensaio Social – Prêmio Sérgio Buarque de Holanda
- Irmãs do Atlântico: Escravidão e Espaço Urbano no Rio de Janeiro e em Havana (1763-1843), de Ynaê Lopes dos Santos (Civilização Brasileira)
- Olhares Ianques: A Ditadura Brasileira nos Arquivos Norte-Americanos, de Felipe Loureiro (Companhia das Letras)
- Dicionário de Direitos Humanos e Afins, de Nei Lopes (Civilização Brasileira)
Categoria Histórias de Tradição Oral – Prêmio Akuli
- Memórias do Cacique, de Raoni Mtyktire (Companhia das Letras)
- A Travessia de N’Koko, de André Girardo (Iluminuras)
- A Origem do Milho Kurâ – Anji-Itabienly, de Eric Timóteo Iwyrâkâ Kamikiawa (PeraBook)
Categoria Histórias em Quadrinhos – Prêmio Adolfo Aizen
- Dormindo Entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci (Comix Zone)
- Segue o Baile, de Magô Pool (Veneta)
- Água Até Aqui: Histórias de Luta, Sobrevivência e Recomeço na Maior Tragédia Climática do Rio Grande do Sul, de Pablito Aguiar (Arquipélago Editorial)
Categoria Literatura Infantil – Prêmio Sylvia Orthof
- Gavião, de Lulu Lima (Mil Caramiolas)
- Eletricista, de Augusto Massi e Daniel Kondo (Elo)
- Velho Sertão, de Fernanda Rios e Marcelo Tolentino (Pequena Zahar)
Categoria Literatura Juvenil – Prêmio Glória Ponde
- U-507, de Roger Mello e Felipe Cavalcante (Global)
- Ocupado!, de Paula Fábrio (FTD)
- A História dos Nossos Amores, de Severino Rodrigues (Globo)
Categoria Ilustração – Prêmio Carybé
- O Muiraquitã: Uma Proteção Ancestral, de Mauricio Negro (PeraBook)
- A Árvore Solitária, de Rodrigo Mafra (PeraBook)
- Velho Sertão, de Marcelo Tolentino (Pequena Zahar)
Categoria Projeto Gráfico – Prêmio Aloísio Magalhães
- Verena Smit: Entre a Palavra e a Imagem, de Paulo André Chagas, Gabriela Marques de Castro e Gustavo Marchetti (WMF Martins Fontes)
- Arquitetura do Estado de Trânsito, de Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas (Machado)
- Excelsior, de Luciana Facchini (Ubu)
Categoria Tradução – Prêmio Paulo Rónai
- Sem Despedidas, de Han Kang. Tradução de Natália T.M. Okabayashi (Todavia)
- O Contador, a Noite e o Balaio, de Patrick Chamoiseau. Tradução de Henrique Provinzano Amaral (Editora 34)
- Eurídice e Outros Poemas, de Hilda Doolittle. Tradução de Camila de Moura (Círculo de Poemas)