Notícias
Pioneiro nas Bahamas ligado a Vorcaro, diz PF
A Polícia Federal revelou ao Supremo Tribunal Federal que Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, era identificado como um pioneiro nas Bahamas devido às estruturas offshore que supostamente criou no país caribenho.
Essa informação consta em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), usado pela PF para solicitar a abertura de inquérito sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A PF enfatiza que Antônio Carlos Freixo Júnior não atua como um intermediário financeiro comum. O relatório ressalta seu reconhecimento público como pioneiro nas Bahamas, um país tradicionalmente visto como paraíso fiscal, devido às estruturas financeiras que teria estabelecido.
No documento, a Polícia Federal detalha a estrutura financeira usada para os investimentos no filme. O empresário está vinculado à Entre Investimentos e Participações e, em delação premiada, admitiu ter realizado sete transferências para o fundo Havengate, sediado nos Estados Unidos, totalizando US$ 12,3 milhões em 2025.
O fundo, administrado por Paulo Calixto — ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) —, foi usado para financiar a produção cinematográfica.
Freixo confirmou esses pagamentos em seu acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República, relatando que as remessas foram feitas a pedido de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
O histórico de Freixo com estruturas nas Bahamas antecede as transações relacionadas ao filme. A PF destaca sua atuação especial no país caribenho e o uso dessas informações para contextualizar sua participação na estrutura financeira investigada.
A conexão financeira entre Freixo e Vorcaro também é anterior ao projeto do filme. A Polícia Federal afirma que a utilização da empresa Entre Investimentos não foi casual, já que ambos mantinham uma relação financeira sólida com histórico de operações em conjunto.
Porém, o trajeto identificado para os recursos do filme não envolve as Bahamas diretamente, já que as transferências ocorreram da Entre Investimentos, no Brasil, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos.
Além disso, a movimentação financeira de Vorcaro nas Bahamas está sob outra investigação. Um relatório do Coaf incorporado ao inquérito das fraudes do Banco Master aponta que ele movimentou US$ 89,6 milhões (cerca de R$ 455 milhões) em transações financeiras nas Bahamas entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025.
O relatório inclui operações envolvendo Vorcaro, a corretora Mosaic Financial registrada nas Bahamas, e outras empresas, sendo essas movimentações consideradas suspeitas por possíveis casos de corrupção, origem duvidosa dos fundos, transações sem justificativa econômica clara e operações envolvendo jurisdição estrangeira de risco elevado.
No caso do financiamento cinematográfico, a Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro um contrato prevendo investimento total de US$ 24 milhões na produção, dividido em 14 parcelas. As remessas entre a Entre Investimentos e o fundo Havengate tinham valores quase idênticos às parcelas estipuladas no contrato.
Em conversas analisadas, Vorcaro orientou para que um pagamento relacionado ao filme fosse efetuado “via Entre” (referindo-se à Entre Investimentos). Dias depois, foi encontrado o comprovante da transferência de US$ 2 milhões da Empresa ao fundo, indicando que o valor destinava-se ao filme.
O documento, assinado pela Polícia Federal em 8 de julho de 2026, solicitava ao STF a abertura de uma investigação separada para apurar possíveis crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e delitos correlatos no contexto do financiamento transnacional do filme “Dark Horse”.
Flávio Bolsonaro, que teve registros em que solicita dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia do pai, é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal.
Cidades
Professor Lupércio visita moradores em Sapucaia
O Professor Lupércio, candidato a deputado estadual pelo PSD, esteve em Sapucaia nesta segunda-feira (14/09) realizando um atendimento porta a porta com os habitantes da região. Durante a visita, o ex-prefeito de Olinda dialogou com a comunidade, relembrando as mais de 90 ruas que foram asfaltadas em Sapucaia e também no bairro de Aguazinha durante seu mandato. Lupércio recebeu uma recepção calorosa dos moradores, que reconheceram e apoiaram o trabalho realizado na localidade.
Economia
Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026
Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.
Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.
O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.
Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:
- R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
- R$ 4,87 bilhões disponíveis;
- Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.
Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.
Novos limites estabelecidos
A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:
- Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
- Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.
Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.
A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.
Outros limites permanecem
A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:
- Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
- Correios: R$ 8 bilhões;
- Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.
A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.
O papel do CMN
O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Brasil
Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).
O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.
Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.
Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.
Sobre a pesquisa
O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.
Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.
Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.
A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.
O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”
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