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PF suspeita que Toffoli tenha dinheiro de Vorcaro em paraíso fiscal

Um documento da Polícia Federal (PF) levanta suspeitas de que o ministro Dias Toffoli possa ser o real beneficiário ou proprietário do fundo de investimento Arleen, que recebeu uma transferência de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Este documento, mantido em segredo por sete meses pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), foi divulgado pela revista Piauí no dia 10 de maio de 2024.

Conforme o documento, os R$ 35 milhões foram enviados para as Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal no Caribe, através de uma operação envolvendo a holding Egide I. O ministro já afirmou não ter relação de amizade com o banqueiro nem ter recebido qualquer valor dele. Até o momento da divulgação, Toffoli não comentou sobre possuir recursos no exterior.

O relatório aponta que o fundo Arleen foi sócio do resort Tayayá, localizado no Paraná e pertencente à família do ministro, inicialmente controlado por Vorcaro. Posteriormente, a propriedade passou para um empresário próximo ao ministro do STF, que então transferiu os ativos para o paraíso fiscal caribenho.

“Diversas informações analisadas em conjunto indicam que o ministro José Antonio Dias Toffoli pode ter sido o beneficiário final ou proprietário real do FIP Arleen e seus ativos”, afirma o relatório divulgado.

O ministro é sócio da empresa Maridt, que possuiu participação em dois resorts da rede Tayayá. Esta empresa vendeu parte de suas cotas a fundos de investimento nos quais Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era acionista.

Em maio de 2024, Vorcaro questionou via WhatsApp a Zettel sobre os repasses relacionados ao resort do ministro: “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, disse. O cunhado respondeu que poderia resolver na semana seguinte, conforme combinado.

Em agosto de 2024, Vorcaro voltou a cobrar: “Aquele negócio do Tayayá não foi concluído?”. Zettel afirmou que já havia transferido os valores ao intermediário encarregado, e que o pagamento final dependia dessa pessoa.

Devido às pendências, Vorcaro manifestou insatisfação: “Cara, me deu um enorme problema. Onde está o dinheiro?”. Zettel esclareceu que os recursos estavam no fundo dono do Tayayá e que transferiria as cotas correspondentes.

Para prestar contas das cobranças, Vorcaro solicitou a Zettel um levantamento dos investimentos feitos no Tayayá, ao que o cunhado respondeu que foram pagos R$ 20 milhões inicialmente e mais R$ 15 milhões posteriormente.

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Cidades

Professor Lupércio visita moradores em Sapucaia

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O Professor Lupércio, candidato a deputado estadual pelo PSD, esteve em Sapucaia nesta segunda-feira (14/09) realizando um atendimento porta a porta com os habitantes da região. Durante a visita, o ex-prefeito de Olinda dialogou com a comunidade, relembrando as mais de 90 ruas que foram asfaltadas em Sapucaia e também no bairro de Aguazinha durante seu mandato. Lupércio recebeu uma recepção calorosa dos moradores, que reconheceram e apoiaram o trabalho realizado na localidade.

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Economia

Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026

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Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.

Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.

O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.

Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:

  • R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
  • R$ 4,87 bilhões disponíveis;
  • Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.

Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.

Novos limites estabelecidos

A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:

  • Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
  • Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.

A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.

Outros limites permanecem

A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:

  • Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
  • Correios: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.

O papel do CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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Brasil

Ibge vai acionar PF e Agu por notícias falsas sobre pesquisa de saúde

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou na última segunda-feira (14) que vai solicitar apoio à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a propagação de notícias falsas na internet relacionadas à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026).

O IBGE detectou uma campanha de desinformação nas redes sociais que sugere, incorretamente, que a pesquisa visa criar um “banco de DNA estatal”, informação que o instituto refuta veementemente.

Em comunicado oficial, o órgão esclareceu que a coleta de sangue e urina na pesquisa é feita exclusivamente para fins científicos e que os materiais serão descartados após os exames. O estudo analisa aspectos como os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população.

Nos últimos dias, o IBGE destacou que a circulação dessas informações falsas tem prejudicado a realização da pesquisa em todo o território nacional, o que justificou a tomada das medidas legais para identificação dos responsáveis.

Sobre a pesquisa

O instituto explicou que a pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e busca fornecer dados que auxiliem no planejamento de ações preventivas, serviços de saúde, campanhas de vacinação e na promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Trata-se da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde, iniciada em julho, que pretende visitar 140 mil residências para coletar dados sobre os hábitos de vida e o acesso a serviços de saúde da população brasileira.

Além da coleta de materiais biológicos, os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de alguns entrevistados, até o fim de novembro.

A coleta de sangue e urina, feita por profissionais capacitados, envolverá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais.

O IBGE afirmou: “Ao participar da PNS 2026, o cidadão não está apenas respondendo a uma pesquisa, mas colaborando para que o Brasil conheça melhor seu povo e possa planejar, agora e no futuro, cuidados em saúde adequados às necessidades da população brasileira.”

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