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Economia

Petrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo

Rio, 26 – A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina vendida para as distribuidoras, válido a partir de terça-feira, dia 27. Essa diminuição já era esperada por especialistas do setor de combustíveis. Mesmo com os preços no Brasil ainda mais altos que os internacionais e a queda de quase 20% no preço do barril de petróleo em 2025, essa ação pode reduzir um pouco as projeções do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os próximos meses, conforme análise de especialistas consultados pelo Broadcast, do Grupo Estado.

Desde maio de 2023, a Petrobras abandonou a prática de ajustar os preços com base na Paridade de Preços Internacionais (PPI) e passou a adotar uma estratégia que evita repassar diretamente a volatilidade do petróleo para os preços domésticos.

Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, destaca que atualmente a diferença entre o valor da gasolina da Petrobras e o produto importado está em torno de R$ 0,24 por litro, reduzida em relação ao início do ano, quando ultrapassava R$ 0,40, mesmo enfrentando restrições em fornecimento de petróleo e condições climáticas adversas nos Estados Unidos.

Para o Itaú BBA, o corte foi considerado neutro, pois ficou um pouco abaixo das expectativas deles. Os preços nacionais ainda devem estar cerca de 5% acima da referência internacional, enquanto antes estavam aproximadamente 10% mais altos.

Vitor Sousa, da Genial Investimentos, destaca que a redução não foi artificial, já que havia espaço para diminuir o valor da gasolina.

Outro ponto que contribuiu para a queda nos preços foi um leilão recente da Petrobras para vender lotes de gasolina com descontos em relação ao preço vigente, segundo a StoneX.

Efeitos

Do ponto de vista do mercado de combustíveis, a queda de aproximadamente R$ 0,14 por litro representa um alívio no custo inicial da cadeia produtiva, explica Fabio Oiko, especialista em renda variável da Ável Investimentos. O preço final nas bombas também depende de tributos, margem dos distribuidores e postos, custos logísticos e mistura com etanol, mas a redução ajuda a diminuir o custo do produto.

Gabrielle Moreira, responsável pela área de combustíveis da consultoria Argus, lembra que a melhora na competitividade do etanol no mercado brasileiro tende a ser impulsionada pelo reajuste na gasolina e pela safra de cana-de-açúcar que começa em abril.

Além disso, fatores macroeconômicos, como o aumento do ICMS sobre combustíveis e fundamentos econômicos atuais, justificam a queda no preço, contribuindo para reduzir a demanda por produtos importados, segundo a consultora da Argus.

Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP, destaca que a redução nas refinarias nem sempre é totalmente repassada ao consumidor final, o que pode limitar o impacto na inflação.

Mesmo assim, há espaço para ajustar as projeções do IPCA para fevereiro e março. Para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros. A redução do preço da gasolina pela Petrobras pode levar o Copom a um posicionamento mais propício a cortes de juros no futuro, conforme avalia o mercado.

Malek Zein, analista de ações da Suno Research, ressalta que se o preço do petróleo permanecer estável em cerca de 65 dólares o barril, a Petrobras pode evitar novas altas na gasolina por algum tempo, o que é visto como positivo.

Estadão Conteúdo

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Economia

Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026

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Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.

Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.

O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.

Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:

  • R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
  • R$ 4,87 bilhões disponíveis;
  • Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.

Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.

Novos limites estabelecidos

A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:

  • Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
  • Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.

Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.

A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.

Outros limites permanecem

A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:

  • Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
  • Correios: R$ 8 bilhões;
  • Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.

A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.

O papel do CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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Economia

Samsung apresenta nova série Galaxy Book6 com função Seleção IA

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A Samsung lançou em agosto de 2026 a série Galaxy Book6, sua mais recente linha de notebooks, no Brasil. Estes dispositivos trazem a função Seleção IA, que possibilita escolher qualquer parte da tela para realizar ações inteligentes, como editar, guardar, compartilhar e extrair texto da seleção.

Essa função traz novidades interessantes, como a opção de remover fundos de imagens, o que facilita a criação de visuais profissionais para apresentações, anúncios online e materiais promocionais. Também permite traduzir textos, enviar e-mails de maneira ágil e abrir links diretamente de documentos.

A Seleção IA também está disponível em smartphones Galaxy, incluindo os modelos Galaxy Z Fold8, Galaxy Z Fold8 Ultra e Galaxy Z Flip8. Nestes aparelhos, a função trabalha com imagens, vídeos e textos.

Como utilizar a Seleção IA

Para recortar imagens:

  • Abra a função Seleção IA para isolar uma parte da imagem;
  • Selecione a área desejada;
  • A seleção será recortada automaticamente;
  • Escolha entre salvar ou copiar a imagem para colar em suas anotações ou criar conteúdos.

Para traduzir textos:

  • Ative Seleção IA para traduzir textos;
  • Delimite o texto que quer traduzir para o idioma definido no seu computador.

Para abrir links da web:

  • Use Seleção IA para acessar sites e endereços de e-mail presentes em documentos;
  • Selecione o endereço mesmo que não seja clicável para abrir o site ou seu aplicativo de e-mail padrão.
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Economia

Novo crédito regulamentado para taxistas e motoristas de app

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou as regras para as linhas de crédito destinadas à compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo.

Essa atualização está em conformidade com a Lei 15.503/2026, sancionada em 14 de agosto, garantindo a continuidade do programa Move Brasil, sem modificar as condições financeiras principais dos financiamentos.

A resolução revoga referências a medidas provisórias antigas e elimina o prazo limite de 120 dias para contratação das operações, possibilitando que os financiamentos sejam feitos dentro do limite total de R$ 30 bilhões, condicionado à disponibilidade orçamentária.

Condições mantidas

O programa preserva os principais parâmetros financeiros, que incluem:

  • Juros de 2,5% ao ano;
  • Taxa reduzida de 1,5% ao ano para mulheres;
  • Remuneração do BNDES de até 1,25% ao ano;
  • Remuneração das instituições financeiras de até 8,5% ao ano;
  • Prazo máximo para pagamento de 84 meses;
  • Carência de até seis meses para o pagamento do principal;
  • Valor máximo financiado de R$ 200 mil;
  • Limite total do programa de R$ 30 bilhões.

As operações são conduzidas por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fim do prazo para contratação

Uma alteração significativa é a remoção do limite de 120 dias para a contratação, que estava previsto pela Medida Provisória 1.359/2026. Com a nova lei, o CMN removeu essa restrição para garantir a continuidade do programa.

Inclusão de custos no crédito

A regulamentação também deixa claro que o financiamento pode incluir despesas como taxas cartorárias para registro e averbação da alienação fiduciária, reduzindo o valor inicial que o trabalhador precisa desembolsar e facilitando o acesso ao crédito, especialmente para quem possui menor capacidade de poupança.

Quem pode financiar

O programa é mantido para profissionais do transporte remunerado individual, abrangendo:

  • Motoristas de aplicativo;
  • Taxistas;
  • Cooperativas de taxistas.

Além disso, o período mínimo de cadastro para motoristas de aplicativo foi reduzido de um ano para seis meses. Também permanece a possibilidade de destinar até 10% do valor financiado para itens de segurança voltados às mulheres que atuam no setor.

Base legal atualizada

A nova legislação consolidou as medidas antes previstas em diversas medidas provisórias de 2026, estabelecendo uma base jurídica segura para o programa. O CMN, presidido pelo ministro da Fazenda Dario Durigan e composto pelo presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e pelo ministro do Planejamento e Orçamento Bruno Moretti, assumiu a atualização da regulamentação para evitar referências a medidas provisórias revogadas.

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