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Perícia recusou análise de 13 eletrônicos por falhas em lacres

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Pelo menos 13 dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, notebooks e pen drives, foram rejeitados para análise pelos peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo devido a irregularidades nos lacres.

Os dispositivos foram apreendidos em locais relacionados a Karina da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, representado pelo ator Jim Caviezel. A produtora está sob investigação da Polícia Federal.

A apuração investiga possível uso inadequado de emendas parlamentares destinadas a empresas associadas à produtora.

Os detalhes da recusa dos dispositivos constam no documento cujo sigilo foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, neste domingo. Dino é o responsável pela relatoria dessa investigação.

Em documento datado de 3 de junho, a perita criminal Vivian Menezes registrou que “as guias possuem espaço suficiente para a passagem de cabos de alimentação e transferência de dados, tornando possível a manipulação de informações dentro dos aparelhos”.

Os peritos observaram um “defeito formal na embalagem plástica que envolvia os dispositivos”, incluindo fotos que comprovam a recusa. Segundo documentos da Polícia Civil de São Paulo, os aparelhos foram devolvidos para que o lacre fosse refeito corretamente.

Após análise dos documentos fornecidos pela Justiça de São Paulo, Flávio Dino manifestou que há indícios fortalecidos de um “esquema elaborado” para desviar recursos públicos, e que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) poderia ocupar, “hipoteticamente na investigação”, um papel de liderança na suposta organização criminosa.

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