Cidades

Palestra no Recife alerta sobre o uso excessivo de telas em idosos

Publicado

em

Com o avanço da idade, é comum que a memória comece a apresentar falhas. Especialistas têm chamado atenção para o uso exagerado de celulares e computadores, que pode prejudicar a função cognitiva.

Para debater o tema, a geriatra Andréa Figueirêdo, do Hospital Jayme da Fonte, realizará uma palestra gratuita e aberta ao público na próxima quarta-feira (7), a partir das 15h. O evento abordará os efeitos da perda de memória em pessoas com mais de 60 anos, o que pode ser considerado natural e quando é necessário buscar ajuda.

Esta iniciativa integra o mês dedicado aos idosos e acontecerá no auditório Capiba, situado no 9º andar do Hospital Jayme da Fonte, no bairro das Graças, região central do Recife.

As inscrições estão disponíveis via Whatsapp pelo número 81 9.7502-6330.

Segundo Andréa Figueirêdo, a percepção de declínio na memória pode gerar um impacto significativo na saúde mental, afetando o bem-estar emocional, autoestima e qualidade de vida.

Nesse contexto, o uso frequente de telas, especialmente com conteúdos que incentivam a rolagem contínua e vídeos curtos, pode prejudicar o sono e contribuir para o isolamento social e sintomas depressivos.

No entanto, a especialista destaca que a tecnologia também traz benefícios, como o estímulo a atividades educativas, desafios mentais e o fortalecimento das relações sociais.

“Por isso, é fundamental que a pessoa idosa desenvolva autonomia e conhecimento, além de receber apoio familiar para identificar sinais como isolamento, abandono de exercícios físicos e problemas para dormir”, explicou a geriatra.

Um estudo recente revelou que adultos com mais de 65 anos utilizam o celular em média 22 horas por semana.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população com 60 anos ou mais foi a que mais cresceu no acesso à internet e uso de celulares em 2025.

A porcentagem de brasileiros com 60 anos ou mais que acessaram a internet subiu de 70,1% em 2024 para 74,5% em 2025.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Trending

Sair da versão mobile