Economia
ONU solicita ação urgente para regulamentar IA e Lagarde alerta risco para UE perder tecnologia
O alto comissário das Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitou nesta segunda-feira uma ação imediata para regulamentar a inteligência artificial (IA) devido aos riscos sem precedentes impostos pelos sistemas avançados.
Simultaneamente, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, indicou que a União Europeia pode perder acesso à tecnologia caso não se torne produtora de IA, ressaltando a necessidade de manter sua independência tecnológica.
Segundo Türk, estamos diante de uma transformação irreversível que afeta não só a geração atual, mas também as próximas. Ele pediu que governos e empresas se mobilizem rapidamente em estruturas multilaterais, destacando que todos os direitos humanos, inclusive o direito à vida, estão ameaçados pela tecnologia.
Türk já havia alertado em setembro sobre o potencial da IA como risco existencial para a humanidade e reforçou o chamado para que Estados Unidos, China e outros principais desenvolvedores reduzam imediatamente esses perigos.
Embora reconheçam os riscos, países europeus não desejam conter o avanço dessas ferramentas. Em Viena, Lagarde explicou que sistemas de IA poderão ser utilizados para controle aduaneiro, auditorias fiscais, monitoramento de pacientes, controle de trens e pagamentos bancários, entre outras funções.
A presidente do BCE destacou a ameaça de dependência da Europa em relação a tecnologias estrangeiras e defendeu a expansão da capacidade computacional no continente, esclarecendo que a demanda por data centers deve crescer significativamente na próxima década.
“Uma interrupção ou mudança nos termos de acesso poderia impactar diversos setores simultaneamente,” alertou Lagarde, mencionando o uso de tal influência em negociações comerciais.
Ela também apontou que uma rápida adoção da IA pode aumentar a produtividade europeia em até 4% em dez anos, com efeitos positivos nas finanças públicas, e reforçou a importância de desenvolver modelos que operem com infraestrutura própria para evitar isolamento tecnológico.
A Comissão Europeia afirmou que o progresso tecnológico deve continuar, mas com mecanismos de segurança adequados. O porta-voz Thomas Regnier afirmou que a UE apoia a inovação em IA, desde que as empresas provem a segurança dos serviços para os cidadãos.
A Alemanha compartilha dessa visão e acredita que interromper o avanço da IA não é uma opção. O Ministério de Assuntos Digitais alemão defende mais inovação e coordenação internacional, incluindo participação dos Estados Unidos e China, para gerenciar os riscos emergentes, especialmente aqueles que envolvem sistemas capazes de operar autonomamente fora de ambientes controlados.
Na Espanha, o ministro da Transformação Digital, Oscar López, comentou que há um crescente debate sobre um acordo internacional para limitar os riscos da IA, equiparando a discussão às propostas de controle de armas nucleares. Ressaltou os benefícios da tecnologia em saúde e outras áreas, mas também apontou perigos em finanças e segurança cibernética.
O Reino Unido apoia o debate entre as empresas desenvolvedoras de IA, porém defende que regulamentações devem ser baseadas em evidências, mantendo uma postura flexível para o setor, que é um importante polo de investimentos e startups no continente.
Preocupações com os efeitos da rápida ascensão da IA têm aumentado. Lideranças de grandes empresas de tecnologia nos EUA pedem uma desaceleração para avaliação adequada dos riscos. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, apoiado por Sam Altman da OpenAI e por Elon Musk, defende pausa para melhor controle do avanço.
No entanto, o ex-presidente americano Donald Trump expressou discordância, denunciando uma suposta conspiração contra o desenvolvimento da IA, afirmando que apenas a China se beneficia dessa situação.
Economia
Limite de crédito para estados e municípios cresce em 2026
Em 2026, estados, o Distrito Federal e municípios terão a possibilidade de contratar mais operações de crédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em uma reunião extraordinária, um aumento de R$ 2 bilhões no limite total anual de crédito autorizado, elevando-o de R$ 26,625 bilhões para R$ 28,625 bilhões.
Esse aumento possibilita mais espaço para que governos estaduais e municipais realizem empréstimos visando financiar projetos e investimentos, sempre respeitando as normas fiscais vigentes para 2026. As operações podem contar ou não com a garantia da União.
O incremento não representa aumento de despesa federal, pois foi obtido por meio de um levantamento feito pela Secretaria do Tesouro Nacional, que avaliou a situação fiscal dos entes que participam de programas de ajuste fiscal.
Foi identificado um espaço fiscal de aproximadamente R$ 7,87 bilhões que não estava previsto para uso até o final de 2026, composto por:
- R$ 3 bilhões que já haviam sido remanejados anteriormente;
- R$ 4,87 bilhões disponíveis;
- Desse montante, R$ 2 bilhões foram alocados para os novos limites de crédito.
Segundo o CMN, a realocação era necessária devido à proximidade do esgotamento dos limites de crédito dos governos subnacionais.
Novos limites estabelecidos
A resolução do CMN eleva dois sublimites, que são partes específicas do limite total destinadas a tipos determinados de operação:
- Com garantia da União: de R$ 7 bilhões para R$ 8,5 bilhões;
- Sem garantia da União: de R$ 6 bilhões para R$ 6,5 bilhões.
Dessa forma, os dois grupos passam a contar com R$ 15 bilhões em limites de crédito para estados, Distrito Federal e municípios.
A garantia da União significa que o governo federal assume determinadas responsabilidades caso a entidade pública não cumpra com a dívida, reduzindo o risco da operação e facilitando a obtenção do crédito.
Outros limites permanecem
A decisão do CMN não modifica os demais sublimites já estabelecidos, que continuam com os seguintes valores:
- Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): R$ 2,8 bilhões com garantia da União e R$ 2,2 bilhões sem garantia;
- Correios: R$ 8 bilhões;
- Órgãos e entidades da União: R$ 625 milhões.
A resolução passou a valer a partir da data de sua publicação.
O papel do CMN
O Conselho Monetário Nacional é o órgão encarregado de definir diretrizes gerais para as políticas monetária, creditícia e cambial do país.
Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Economia
Samsung apresenta nova série Galaxy Book6 com função Seleção IA
A Samsung lançou em agosto de 2026 a série Galaxy Book6, sua mais recente linha de notebooks, no Brasil. Estes dispositivos trazem a função Seleção IA, que possibilita escolher qualquer parte da tela para realizar ações inteligentes, como editar, guardar, compartilhar e extrair texto da seleção.
Essa função traz novidades interessantes, como a opção de remover fundos de imagens, o que facilita a criação de visuais profissionais para apresentações, anúncios online e materiais promocionais. Também permite traduzir textos, enviar e-mails de maneira ágil e abrir links diretamente de documentos.
A Seleção IA também está disponível em smartphones Galaxy, incluindo os modelos Galaxy Z Fold8, Galaxy Z Fold8 Ultra e Galaxy Z Flip8. Nestes aparelhos, a função trabalha com imagens, vídeos e textos.
Como utilizar a Seleção IA
Para recortar imagens:
- Abra a função Seleção IA para isolar uma parte da imagem;
- Selecione a área desejada;
- A seleção será recortada automaticamente;
- Escolha entre salvar ou copiar a imagem para colar em suas anotações ou criar conteúdos.
Para traduzir textos:
- Ative Seleção IA para traduzir textos;
- Delimite o texto que quer traduzir para o idioma definido no seu computador.
Para abrir links da web:
- Use Seleção IA para acessar sites e endereços de e-mail presentes em documentos;
- Selecione o endereço mesmo que não seja clicável para abrir o site ou seu aplicativo de e-mail padrão.
Economia
Novo crédito regulamentado para taxistas e motoristas de app
O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou as regras para as linhas de crédito destinadas à compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo.
Essa atualização está em conformidade com a Lei 15.503/2026, sancionada em 14 de agosto, garantindo a continuidade do programa Move Brasil, sem modificar as condições financeiras principais dos financiamentos.
A resolução revoga referências a medidas provisórias antigas e elimina o prazo limite de 120 dias para contratação das operações, possibilitando que os financiamentos sejam feitos dentro do limite total de R$ 30 bilhões, condicionado à disponibilidade orçamentária.
Condições mantidas
O programa preserva os principais parâmetros financeiros, que incluem:
- Juros de 2,5% ao ano;
- Taxa reduzida de 1,5% ao ano para mulheres;
- Remuneração do BNDES de até 1,25% ao ano;
- Remuneração das instituições financeiras de até 8,5% ao ano;
- Prazo máximo para pagamento de 84 meses;
- Carência de até seis meses para o pagamento do principal;
- Valor máximo financiado de R$ 200 mil;
- Limite total do programa de R$ 30 bilhões.
As operações são conduzidas por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Fim do prazo para contratação
Uma alteração significativa é a remoção do limite de 120 dias para a contratação, que estava previsto pela Medida Provisória 1.359/2026. Com a nova lei, o CMN removeu essa restrição para garantir a continuidade do programa.
Inclusão de custos no crédito
A regulamentação também deixa claro que o financiamento pode incluir despesas como taxas cartorárias para registro e averbação da alienação fiduciária, reduzindo o valor inicial que o trabalhador precisa desembolsar e facilitando o acesso ao crédito, especialmente para quem possui menor capacidade de poupança.
Quem pode financiar
O programa é mantido para profissionais do transporte remunerado individual, abrangendo:
- Motoristas de aplicativo;
- Taxistas;
- Cooperativas de taxistas.
Além disso, o período mínimo de cadastro para motoristas de aplicativo foi reduzido de um ano para seis meses. Também permanece a possibilidade de destinar até 10% do valor financiado para itens de segurança voltados às mulheres que atuam no setor.
Base legal atualizada
A nova legislação consolidou as medidas antes previstas em diversas medidas provisórias de 2026, estabelecendo uma base jurídica segura para o programa. O CMN, presidido pelo ministro da Fazenda Dario Durigan e composto pelo presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e pelo ministro do Planejamento e Orçamento Bruno Moretti, assumiu a atualização da regulamentação para evitar referências a medidas provisórias revogadas.
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