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O Futuro Começa Hoje
Ontem, o Brasil viveu um momento decisivo, indo às urnas. Alguma coisa mudará, e outra permanecerá igual. A diferença estará nos homens responsáveis pelo futuro da nação, na integridade e competência que carregam.
Este é um ponto crítico na trajetória do Brasil, uma encruzilhada que nos une em dúvidas coletivas e pessoais sobre nosso compromisso social, que é responsabilidade de todos, cada um contribuindo na construção do nosso destino comum.
Podemos tirar ensinamentos de outras nações, como a França. Li recentemente O Peso da Responsabilidade, de Tony Judt (Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2014), que narra a vida e obra de três figuras públicas: Léon Blum, Albert Camus e Raymond Aron.
Léon Blum, líder do Partido Socialista Francês entre as Guerras Mundiais, foi duas vezes primeiro-ministro na Frente Popular, opositor ferrenho do regime de Vichy e da ocupação nazista. Condenado e enviado à prisão, com o tempo tornou-se uma das maiores autoridades políticas da França.
Raymond Aron, formado na École Normale Supérieure, destacou-se como filósofo, professor no Collège de France e crítico do comunismo. Autor prolífico e respeitado, seus escritos influenciaram o pensamento político francês do século XX.
Albert Camus, originário da Argélia, ganhou fama como intelectual e escritor em Paris, famoso por obras como O Estrangeiro e A Peste. Premiadoo com o Nobel de Literatura de 1957, defendia a verdade acima de tudo, mesmo rompendo com figuras como Jean-Paul Sartre.
Estas três personalidades, com visões distintas mas convergentes no interesse público, ajudaram a construir uma França resiliente e brilhante, símbolo do patrimônio cultural representado pela pirâmide do Museu do Louvre. Se o Brasil, renascido de seus desafios recentes, contar com cidadãos assim, encontrará um caminho promissor.
A experiência histórica internacional indica a necessidade de princípios morais sólidos. A Grécia nos ensinou ética; Roma, o conceito de república; a Renascença, a valorização da beleza; e o Iluminismo fortaleceu a razão. Esses fundamentos – ética, república, beleza e razão – sustentam a estrutura das sociedades justas. O Brasil, esta terra abençoada, deve incorporar esses valores para moldar um projeto futuro coerente e digno.