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Número maior de bolsonaristas apoia proibição das apostas, revela pesquisa Indexa/Broadcast

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A grande parte dos eleitores que se identificam como bolsonaristas acredita que as apostas, conhecidas como bets, deveriam ser banidas no Brasil, conforme indica um levantamento realizado pela Indexa/Broadcast, divulgado nesta quinta-feira, 1º de outubro.

A decisão de proibir as apostas de quota fixa foi tomada pelo presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 25 de setembro, por meio de uma Medida Provisória que extingue a exploração, oferta, intermediação e publicidade desses jogos virtuais.

De acordo com o estudo, 70% dos eleitores brasileiros opinam que as apostas deveriam ser ilegalizadas no país.

Outros 21% defendem que as apostas sejam permitidas, mas com regulamentações mais rigorosas do que as aplicadas anteriormente. Para 6%, elas deveriam continuar funcionando sob as regras então vigentes, enquanto 1% acredita que deveriam ter menos restrições.

No segmento dos bolsonaristas, 67% são a favor da proibição total, e 22% apoiam a permissão das apostas com normas mais severas. Apenas 8% desejam a continuidade das regras anteriores, e não houve registro de eleitores que apoiem menos restrições.

Entre os eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, 61% defendem a proibição e 23% apoiam regras mais rígidas. O centro político apresenta 72% favoráveis à proibição e 22% a regras mais duras.

O maior índice de apoio à proibição das apostas está entre eleitores ligados ao PT: 83% são contrários às apostas, enquanto 11% aceitam sua permissão com regras mais restritivas.

Entre a esquerda não petista, 67% são contra as apostas e 27% pedem regras mais severas para que continuem em funcionamento.

Arilton Freres, CEO da Indexa Pesquisas, avalia que dificilmente a medida mudará votos dos bolsonaristas, mas conquistará a simpatia dos eleitores adversários.

Segundo ele, “isso não fará um eleitor bolsonarista votar em Lula, mas evitará reações radicais na internet contra a medida, o que poderia prejudicar o presidente”.

A pesquisa também aponta que, apesar da ampla rejeição popular às apostas, o impacto eleitoral é pequeno: 63% dos eleitores consideram que a medida não influencia seu voto, e 14% acreditam que tem grande impacto.

O levantamento foi feito com 2.000 eleitores, entre 27 e 29 de setembro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas individuais. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.

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