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Mulheres com somp têm até quatro vezes mais risco de problemas no coração
A síndrome ovariana metabólica poliendócrina (Somp), antigamente conhecida como síndrome dos ovários policísticos (SOP), pode aumentar o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, conforme revela um estudo recente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 13% das mulheres em idade fértil são afetadas por essa condição.
A pesquisa, divulgada na revista The Lancet Obstetrics, Gynaecology and Women’s Health, analisou dados de mais de dois milhões de pessoas. Os resultados indicam que mulheres que possuem Somp têm maior probabilidade de desenvolver doença arterial aterosclerótica.
Especificamente, ter Somp eleva em 2,5 vezes a chance de um ataque cardíaco ou AVC e em 3,4 vezes a possibilidade de um ataque isquêmico transitório (AIT), que é um alerta para um futuro AVC.
Além disso, essas mulheres também apresentam risco aumentado para desenvolver doença arterial periférica, caracterizada pelo estreitamento ou bloqueio das artérias fora do coração, normalmente nas pernas.
Os cientistas destacam que esses riscos acontecem independentemente de outros fatores como pressão alta, colesterol elevado ou diabetes, indicando que a própria síndrome é um fator de risco significativo.
“Minhas pacientes muitas vezes achavam que tinham cistos nos ovários, mas, na verdade, pessoas com Somp possuem aumento de folículos que podem parecer cistos. Embora o termo policístico não seja o mais adequado, os impactos da Somp vão além da saúde reprodutiva, como mostramos no nosso estudo. O novo nome destaca a influência de vários hormônios do sistema endócrino, e esperamos que isso ajude os médicos a prestar cuidados mais completos”, explica a pesquisadora principal, Anuja Dokras.
Ela recomenda que quem for diagnosticada com Somp converse com o médico e considere mudanças de hábitos, especialmente focadas na saúde do coração.