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MT: MP suspende convocações de vestibular por excluir negros e indígenas

Segundo a Procuradoria, candidatos denunciaram que, apesar de terem o perfil e a nota para a aprovação, não tiveram a declaração de cor confirmada

Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) (Governo Federal/Divulgação)

 

São Paulo – A Justiça Federal em Dourados, Mato Grosso do Sul, acolheu pedido do Ministério Público Federal e determinou que a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) suspenda novas convocações do Vestibular 2019. A decisão foi motivada pela exclusão de candidatos pretos, pardos e indígenas do processo seletivo na fase de confirmação da autodeclaração étnico-racial. A suspensão é válida até a reclassificação dos concorrentes.

As informações foram divulgadas pela Procuradoria em Mato Grosso do Sul (Ação Civil Pública 5000214-53.2019.4.03.6002).

De acordo com o pedido do MPF, o edital que estabeleceu a abertura do processo seletivo da universidade cumpre com o que estabelece a Lei de Cotas e reserva vagas para alunos pretos, pardos, indígenas e deficientes oriundos de escola pública, mas prevê que caso o candidato não seja considerado cotista pela avaliação da universidade, ele será excluído do processo, ainda que possua nota para classificação nas chamadas de ampla concorrência.

Segundo a Procuradoria, foram feitas denúncias de candidatos de escola pública e autodeclarados pardos que, apesar de terem nota suficiente para serem aprovados nas chamadas complementares da ampla concorrência, não puderam disputar essas vagas após não terem a sua autodeclaração de cor confirmada. Nesses casos, os concorrentes perderam não só a vaga no sistema de cotas, como também as destinadas à ampla concorrência.

Os denunciantes também afirmaram que a ficha de inscrição do vestibular perguntava a cor da pele, a renda familiar e se o candidato havia estudado em escola pública, mas não questionava se ele gostaria de concorrer à vaga como cotista.

De acordo com a denúncia, uma das concorrentes, autodeclarada parda como consta em sua certidão de nascimento, afirmou ao Ministério Público Federal que foi aprovada em quinto lugar na lista para cotistas e em 23º na ampla concorrência.

Ainda segundo a denunciante, após ser chamada para matrícula e verificação étnico-racial, ela solicitou à universidade que fosse excluída da lista de cotistas, mas foi informada de que não seria possível. A estudante foi desclassificada do processo seletivo após a comissão de heteroidentificação da UFGD não confirmar a sua autodeclaração de cor parda e não pode disputar as chamadas suplementares com os demais candidatos da ampla concorrência.

O Ministério Público Federal alegou que a conduta da UFGD “é desproporcional e faz com que a Universidade não tenha em seus quadros as maiores notas, ferindo o princípio da igualdade, já que estar-se-á franqueando o acesso ao ensino superior federal a candidatos com notas inferiores a de outros que estão na mesma situação”.

A Procuradoria também alega que “não há dúvida que a interpretação da UFGD incide negativamente sobre quem deveria proteger, que são os alunos de escola pública que possuem nota superior aos alunos da rede privada, mas que com esses não puderam concorrer nas chamadas suplementares da ampla concorrência”.

O Ministério Público Federal recomendou à universidade que incluísse na listagem geral, por ordem de nota, os candidatos que não tiveram a autodeclaração confirmada e foram excluídos do sistema de cotas.

Segundo a Procuradoria, “a UFGD não acatou a recomendação, alegando que implementará as sugestões no próximo vestibular, e esclareceu que a candidata que havia feito uma das denúncias ao MPF seria mantida na sua classificação no sistema de ampla concorrência”.

No entanto, para o Ministério Público “a atitude da universidade não é satisfatória uma vez que pode prejudicar os alunos que não procuraram o órgão ou a universidade”.

A ação foi proposta com tutela de urgência, já que a Universidade publicou a quarta chamada do vestibular e as aulas estão prestes a começar.

Defesa

A reportagem fez contato com a Universidade Federal da Grande Dourados, mas não havia recebido resposta até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para manifestação.

Fonte Exame

 

 

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Balão cai e mobiliza bombeiros na Zona Norte do Rio

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Na manhã deste domingo (2), os moradores da área do Grande Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram surpreendidos pelo som de fogos de artifício muito fortes. Esses estalos indicavam que um grande balão havia caído na cidade, visível em diversos bairros próximos, como Piedade, Água Santa e Encantado.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o quartel do Méier recebeu uma chamada às 7h43 sobre a queda do balão na Rua Adolfo Bergamini, no bairro Engenho de Dentro, perto do Supermercado Guanabara e da estação de trem local.

Quando os bombeiros chegaram ao local, o balão já estava totalmente tomado pelas chamas. O incêndio atingiu um terreno, mas foi rapidamente controlado pelos profissionais. Felizmente, ninguém se feriu.

Soltar balões é crime

Vale lembrar que a lei ambiental prevê prisão de um a três anos ou multa para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios.

Até agora, não há informações sobre quem foi responsável pelo lançamento do balão no Engenho de Dentro.

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Moraes autoriza cunhada a cuidar de Bolsonaro durante exames de Michelle em hospital de Brasília

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, permitiu que Geovanna Lima, cunhada do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenha acesso e permaneça na residência onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro realiza exames médicos em um hospital da capital. Conforme informado pela defesa, a irmã de Michelle auxiliará a sobrinha Laura e o ex-chefe do Executivo.

Moraes determinou que a permanência de Geovanna na casa da família Bolsonaro durará até a volta de Michelle, sendo obrigatório comunicar imediatamente o STF sobre o retorno dela.

O ministro ressaltou ainda que a ex-primeira-dama será revista e destacou que seu celular e outros dispositivos eletrônicos devem permanecer sob custódia dos policiais responsáveis pela segurança do ex-presidente.

O despacho foi assinado no sábado e divulgado na manhã do domingo, logo após a defesa informar ao STF sobre os exames realizados por Michelle.

De acordo com os advogados, Michelle está submetendo-se aos procedimentos médicos devido a episódios frequentes de enxaqueca, com possibilidade de internação para completar a avaliação clínica.

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Voo de Nova York para Guarulhos é desviado para Porto Rico

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Um avião que decolou neste sábado, dia 1º, de Nova York, Estados Unidos, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região da Grande São Paulo, foi redirecionado para a cidade de São José em Porto Rico. O trajeto, operado pela Delta Airlines, iniciou no Aeroporto John F. Kennedy.

A companhia aérea ainda não divulgou os motivos que levaram à mudança da rota.

Segundo o site de monitoramento de voos FlightAware, o avião saiu às 21h38 no horário local e aterrissou no Aeroporto Luis Muñoz Marin às 03h04, após voar por 5 horas e 26 minutos.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a operação de um novo voo de São José para Guarulhos. Embora tenha havido previsão para outro avião partir às 20h15 do domingo com direção ao Brasil, esse voo foi cancelado.

O trajeto normal entre Nova York e Guarulhos tem duração aproximada de 10 horas. A aeronave envolvida é do modelo Airbus A330-900.

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