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Morte de tio de filho de cantora gospel gera desentendimento em família
A morte de Thiago de Mattos Teixeira, que foi baleado no sábado (17), em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, provocou reações públicas entre familiares com versões diferentes sobre o ocorrido. De um lado, parentes da cantora gospel Gisele Nascimento alegam que seu filho, Israel Nascimento Teixeira, de 21 anos, atirou para defendê-la de uma agressão. Por outro lado, Deborah William, irmã da vítima, questionou a presença da cantora na residência da família. O caso está sob investigação da Polícia Civil.
Gisele, filha do cantor, compositor e produtor musical Tuca Nascimento, tem uma carreira de mais de 20 anos na música gospel. A atenção com a morte de Thiago, irmão de seu ex-companheiro, trouxe foco também para a carreira artística da cantora, conhecida por canções como “O Sonho Não Acabou” e “Janelas da Alma”, e para a família que consolidou seu nome no meio gospel.
Gisele teve um relacionamento por mais de duas décadas com o pastor Rogério Gentil, com quem teve dois filhos, Israel e Isabela. Eles anunciaram a separação em junho de 2025. Atualmente, a cantora é casada com Allan Oliveira, vereador de Seropédica.
Segundo o relato da defesa familiar, Gisele teria sofrido agressão durante uma discussão na casa, e Israel interveio para protegê-la. Allan Oliveira também se manifestou nas redes sociais em defesa do enteado, alegando que a cantora estava machucada e impedida de sair do local.
Isabela Nascimento, filha da cantora, e Ana Rocha, sobrinha e assessora de Gisele, postaram mensagens em apoio à artista e a Israel, confirmando que presenciaram o episódio e que o jovem agiu para proteger a mãe. Ana Rocha ainda relatou ter se machucado ao tentar intervir na confusão.
Por outro lado, Deborah William, irmã de Thiago e ex-cunhada de Gisele, contestou a presença da cantora na casa e fez críticas públicas a ela, evidenciando o rompimento nas relações familiares após a morte.
Thiago foi levado ao Hospital Oeste D’Or, em Campo Grande, mas não resistiu aos ferimentos. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está investigando as circunstâncias dos disparos.
Uma família com raízes na música gospel
A trajetória de Gisele está ligada a uma família com diversas gerações na música cristã brasileira. Seu pai, Tuca Nascimento, teve papel fundamental em sua formação artística e incentivou sua carreira.
Gisele começou como backing vocal aos 15 anos e lançou seu primeiro álbum aos 17, graças ao apoio do pai. Ao longo dos anos, lançou vários trabalhos que ampliaram sua presença no cenário gospel e participou de projetos musicais em família.
Ela é sobrinha de Mattos Nascimento, renomado na música cristã e ex-integrante do grupo Os Paralamas do Sucesso, assim como da cantora Rose Nascimento. É irmã de Michelle Nascimento e prima de Wilian Nascimento, com quem formou o Trio Nascimento.
Parceira com o pai
Tuca Nascimento manteve presença constante na carreira da filha, inclusive na produção de seus trabalhos. Essa colaboração ganhou destaque nas comemorações dos 20 anos da carreira de Gisele, quando cantaram juntos em um medley com as canções “Sistemas”, “Diante de Deus” e “Vida de Oração”.
Em várias ocasiões, Gisele descreveu o pai como um exemplo e bênção, e a cooperação musical entre ambos tornou-se uma marca de sua carreira.
Sucessos e carreira
Entre os sucessos de Gisele estão “Minha Herança”, “Transforma-me”, “O Sonho Não Acabou” e “Janelas da Alma”. Suas músicas abordam temas como fé, perseverança, desafios pessoais e esperança, muito presentes na música cristã contemporânea.
Em 2012, assinou contrato com a gravadora MK Music e, no ano seguinte, lançou “O Sonho Não Acabou”, trabalho emblemático de sua carreira. As celebrações dos 20 anos reuniram seus maiores sucessos e participações especiais.
Da música à política
Gisele também buscou espaço na política. Em 2022, candidatou-se a deputada federal pelo União Brasil, alcançando 28.088 votos, mas não foi eleita. Em 2024, disputou cadeira de vereadora na cidade do Rio de Janeiro pelo Republicanos, obtendo 3.265 votos.
Em 2026, tentou novamente como deputada estadual pelo Solidariedade, recebendo 5.453 votos, insuficientes para uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).