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Ministros do STF aprovam decisão do Conselho do MPF que arquiva investigação de Gonet
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) manifestaram apoio à decisão tomada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) que decidiu manter o procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master. Com o placar de 5 votos favoráveis a 4 contrários, o conselho do MPF optou por rejeitar o pedido de investigação sobre a conduta de Gonet em relação ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Aliados do ministro Alexandre de Moraes no STF consideraram a decisão correta, ressaltando a proximidade de Gonet não apenas com Moraes, mas também com Gilmar Mendes, ambos do mesmo grupo. Entre os apoiadores, incluindo aqueles ligados a André Mendonça, prevaleceu a opinião de que Gonet deveria continuar conduzindo o inquérito.
Por outro lado, quatro subprocuradores do conselho defenderam que era necessária ao menos uma investigação preliminar. De acordo com eles, Gonet deveria ter se declarado impedido para atuar, visto que seu nome apareceu em relatório da Polícia Federal. Estes membros do conselho afirmaram que a investigação era essencial para apurar se houve ou não crime cometido pelo procurador-geral.
Num ambiente reservado, um ministro alinhado com Mendonça comentou que caberia ao STF decidir sobre a suspeição ou impedimento do procurador-geral durante as investigações, sugerindo que o afastamento de Gonet poderia ser adequado para preservar sua reputação.
Na sessão em 16 de junho, quando o STF iniciou o debate sobre possíveis relações suspeitas entre Moraes e Vorcaro, o próprio ministro Mendonça defendeu publicamente Gonet, enfatizando que sua atuação no caso Banco Master não apresentou falhas.
O conselho do MPF iniciou no começo do mês uma análise sobre as menções a Gonet em mensagens do banqueiro. Ao votar, o relator, Francisco Sanseverino, afirmou que não foram encontrados contatos diretos ou mensagens pessoais entre o procurador-geral e Vorcaro, indicando a ausência de laços de amizade entre eles.
Sanseverino ressaltou ainda que o conselho não teria competência para julgar a suspeição ou impedimento de Gonet, sendo essa responsabilidade do STF, onde o inquérito tramita.
Entre as evidências analisadas estava uma mensagem enviada pelo advogado Ciro Soares a Vorcaro que incluía uma fotografia dos dois junto com o procurador-geral da República participando de uma degustação de charutos em Londres. Esta mensagem, datada de 19 de junho de 2025, continha a frase “PG mandou agora”, enviada por Soares, intermediador das conversas entre Gonet e o banqueiro. A informação foi divulgada pelos jornais O Globo e Estadão.