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Ministro da Justiça foca no crime organizado e quer diálogo para aprovar PEC
Raquel Lopes e Mariana Brasil
Brasília, DF (FolhaPress)
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, declarou que sua administração terá como principal objetivo combater o crime organizado e promover diálogo com o Congresso para garantir a aprovação da PEC da Segurança e do Projeto Antifacção.
Silva assumiu o cargo nesta quinta-feira (15), em cerimônia no Palácio do Planalto.
Após a posse, destacou que o combate ao crime será fortalecido por meio de tecnologia avançada e maior integração entre os órgãos estaduais e federais.
“Nossa gestão vai focar em ampliar o combate ao crime organizado, investindo em recursos, tecnologia e cooperação entre as esferas federativas. Não é possível um combate efetivo sem a participação de todos esses setores”, afirmou.
Ele ressaltou ainda a importância de manter um diálogo aberto com o Congresso para aprovar a PEC da Segurança e o PL Antifacção, projetos iniciados durante o governo do ex-ministro Ricardo Lewandowski.
O ministro demonstrou confiança na sensibilidade dos parlamentares diante das preocupações da população com a segurança, ressaltando que o governo respeitará os processos legislativos enquanto defende suas posições.
Wellington Lima e Silva afirmou que seguirá uma linha de continuidade ao trabalho de Lewandowski, porém implementando novas iniciativas para melhorar os resultados.
Sobre a equipe do ministério, ele disse que fará uma análise baseada em relatórios de desempenho antes de decidir sobre possíveis mudanças no quadro de pessoal.
Na quarta-feira (14), Silva iniciou a transição no ministério, reunindo-se com o ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto, que deve deixar o cargo em breve.
Ele também encontrou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Oliveira.
O novo ministro recebeu total autonomia do presidente para montar sua equipe, mas espera manter boa parte dos atuais integrantes, fazendo ajustes em funções estratégicas, como o secretário-executivo.
Com a proximidade das eleições, a segurança pública deve continuar sendo um tema central no debate político.
Antes de assumir o ministério, Silva comandava o departamento jurídico da Petrobras, indicado pelo presidente.
Ele já ocupou o cargo de ministro brevemente em 2016, durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, mas sua posse foi posteriormente anulada pelo STF, que considerou incompatível a atuação de membros do Ministério Público no Executivo.