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Jorge Messias condena acusações de Flávio sobre CNBB e fake news de Nossa Senhora

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Jorge Messias, advogado-geral da União, criticou a declaração do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que alegou que o PT, com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), teria difundido uma notícia falsa referente à retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Em sua rede social X, Messias ressaltou que a entidade tem sido alvo de ataques e acusações infundadas.

“Convicto de que a base do Estado laico, conforme nossa Constituição, exige o respeito entre todas as crenças religiosas, reconheço o importante papel da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto à comunidade católica, tanto em âmbito pastoral quanto no fortalecimento da democracia em nosso país”, declarou Messias.

Esse posicionamento surgiu após Flávio Bolsonaro afirmar em evento em Goiânia que o PT teria contado com apoio interno na CNBB para propagar a fake news sobre a suposta intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

O candidato disse: “A maior mentira da campanha é essa sobre Nossa Senhora Aparecida. Nunca houve movimento nem projeto para isso. O PT tentou levantar essa mentira e conseguiu, infelizmente, com apoio dentro da CNBB.”

Essa desinformação alcançou quase um milhão de publicações nas redes sociais em menos de três dias, configurando o terceiro maior acontecimento político da chamada ‘temporada eleitoral’ de 2026.

A equipe de campanha de Flávio atribuiu a origem da falsa notícia a uma publicação do influenciador governista Jeferson de Oliveira Monteiro, conhecido como “Dilma Bolada”. Além disso, solicitou a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, por suposto incentivo à divulgação dessas informações falsas. O Palácio do Planalto classificou o pedido como injusto e arbitrário.

A CNBB afirmou por meio de nota que não promoveu nem participou da circulação dessas notícias falsas durante o período eleitoral e repudiou a ação, independentemente de quem se beneficie ou seja prejudicado.

“A CNBB não faz parte de qualquer estrutura política ou partidária. Suas manifestações relacionadas às eleições seguem sua missão pastoral e princípios públicos orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”, destacou a nota.

A ligação do nome de Flávio Bolsonaro com esse projeto começou a se espalhar nas redes sociais após a postagem de Jefferson, ganhando força quando o programa “Em Pauta” da GloboNews mencionou que a Igreja Católica estaria se posicionando contra uma suposta mobilização evangélica que buscava retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. Essa informação visava mostrar um possível impacto eleitoral entre católicos.

Posteriormente, a GloboNews corrigiu o equívoco e esclareceu que a proposta foi apresentada em 2007 na Câmara dos Deputados e arquivada em 2008, pedindo desculpas pelo erro. Ainda assim, a associação entre o projeto e o candidato continuou circulando nas redes.

No dia seguinte, o ministro André Mendonça, do TSE, ordenou a remoção de 1.125 publicações que vinculavam Flávio Bolsonaro a esse projeto, classificando a informação como evidentemente falsa.

As publicações removidas englobavam plataformas como X, Facebook, TikTok e YouTube.

No entanto, neste domingo, o ministro Flávio Dino, do STF, revogou essa decisão após um pedido do humorista Antonio Tabet, que teve uma de suas publicações eliminadas.

Dino argumentou que o conteúdo não apresentava gravidade suficiente para justificar restrições tão severas à liberdade de expressão e religiosa, estendendo a medida a outras publicações removidas por motivos semelhantes.

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