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Itália reporta 41 óbitos e 594 casos do vírus do Nilo Ocidental
A Itália anunciou 41 mortes e 594 casos confirmados de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental em 2026, segundo o boletim semanal do Instituto Superior de Saúde (ISS), que compila dados até 8 de setembro.
Dentre os casos confirmados, 306 correspondem à forma neuroinvasiva, que é a mais grave da doença. Cinco infecções tiveram origem em viagens à Maldivas, França, Bélgica, Grécia e Países Baixos.
Este novo relatório representa um crescimento de 14% em relação ao boletim anterior, que registrava 521 casos. O vírus foi detectado em 79 províncias distribuídas por 19 regiões italianas, o que representa um aumento de quatro províncias com circulação do vírus desde o último levantamento.
Além disso, 202 pacientes relataram febre do Nilo Ocidental — incluindo um indivíduo que havia viajado para o Burkina Faso — e 81 casos assintomáticos foram identificados durante triagens de doadores de sangue. Outros cinco casos foram classificados em categorias diferentes pelo sistema de monitoramento.
A taxa de mortalidade entre as infecções neuroinvasivas contraídas em território italiano é de 13,3%, inferior aos 15% registrados no mesmo período de 2025, quando o país contabilizava 582 casos e 39 óbitos.
O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex. As aves, especialmente as migratórias, são os principais reservatórios naturais do vírus. Os mosquitos se infectam ao picar as aves e podem transmitir o vírus para humanos e outros animais posteriormente.
A maioria das pessoas contaminadas não manifesta sintomas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% dos infectados podem apresentar febre, dores no corpo, cefaleia, fadiga, náusea ou erupções cutâneas. Uma pequena parcela desenvolve a forma neuroinvasiva, que pode causar meningite, encefalite ou paralisia.
Os idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de complicações. Atualmente, não há vacina disponível para humanos contra o vírus do Nilo Ocidental. As principais formas de prevenção incluem o uso de repelentes, instalação de telas em portas e janelas e eliminação de locais com água parada para evitar a proliferação dos mosquitos.