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Irã fecha espaço aéreo após ataques de Israel

Mídia estatal iraniana confirmou morte de dois cientistas nucleares e do comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami

Israel lança “ataques preventivos” contra o Irã; chefe da Guarda Revolucionária foi morto – Foto: AFP PHOTO / UGC / IRAN TV

A autoridade de aviação civil do Irã  informou nesta quinta-feira (12) que o espaço aéreo do país permanecerá fechado até novo aviso e alertou os iranianos para que evitem visitar aeroportos pessoalmente.

Anteriormente, o país informou que fechou temporariamente seu espaço aéreo sobre a capital, Teerã, de acordo com um NOTAM emitido pelo Irã.

Após os ataques, classificados como uma ação “preventiva” pelo governo israelense, o espaço aéreo de Israel também foi fechado. A informação foi compartilhada pelo Ministério dos Transportes do país.

De acordo com a mídia estatal iraniana, morreram com os ataques o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, além de dois cientistas nucleares, Fereydoun Abbasi-Davani e Mohammad Mehdi Tehranchi.

O Gabinete de Segurança Nacional de Israel estava em reunião durante toda a noite que antecedeu o ataque no Irã, de acordo com uma autoridade israelense.

Uma autoridade militar israelense afirmou que Israel estava atingindo “dezenas” de alvos nucleares e militares. A autoridade afirmou que o Irã tinha material suficiente para fabricar 15 bombas nucleares em poucos dias.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que os ataques têm como objetivo prejudicar sua infraestrutura nuclear, suas fábricas de mísseis balísticos e muitas de suas capacidades militares.

“Esta operação levará o tempo que for necessário para completar a tarefa de afastar a ameaça de aniquilação contra nós”, acrescentou em uma mensagem de vídeo gravada.

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Drones da Ucrânia atacam praia na Rússia e matam sete, incluindo três crianças

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Um ataque com drones realizado pela Ucrânia causou a morte de sete pessoas, entre elas três crianças, em um resort de praia na cidade de Gelendzhik, segundo informações do governo russo. Quarenta pessoas ficaram feridas no incidente, ocorrido às margens do Mar Negro.

Vídeos compartilhados nas redes sociais exibem o momento em que um drone parece colidir com uma área movimentada da praia em Gelendzhik, seguido por uma forte explosão. Essas imagens foram verificadas pela agência Reuters.

Até o momento, o governo ucraniano não emitiu nenhum comentário sobre o ocorrido. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia já declararam anteriormente que evitam ataques contra civis na guerra entre os países, iniciada em fevereiro de 2022.

Veniamin Kondratyev, governador da região de Krasnodar, onde fica Gelendzhik, declarou nas redes sociais: “O que aconteceu hoje configura um ataque intencional do regime de Kiev contra civis, sem relação com infraestrutura militar. Um ato terrorista cruel e desumano contra crianças não pode ser justificado.”

Kondratyev também informou que 17 dos feridos estão recebendo atendimento médico e ofereceu condolências às famílias das vítimas, assegurando assistência completa.

O governador mencionou inicialmente a queda de fragmentos do drone, uma expressão usualmente utilizada quando as defesas aéreas russas derrubam uma aeronave inimiga. Não está claro se foram usadas interferências eletrônicas ou outros métodos para desviar o drone antes do impacto na praia.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, acusou a Ucrânia de terrorismo, conforme reportado pela agência estatal Tass.

Em julho, a Rússia acusou forças ucranianas de atacarem um acampamento de férias na região de Zaporizhzhia, controlada pelos russos, resultando em 11 mortes, incluindo quatro crianças.

Nos últimos meses, a Rússia aumentou seus ataques a centros urbanos ucranianos, tornando junho o mês mais fatal para civis desde abril de 2022, segundo a ONU, devido ao incremento dos bombardeios de longo alcance.

Paralelamente, a Ucrânia intensificou ataques profundos na Rússia, mirando principalmente refinarias e depósitos comerciais. As forças armadas ucranianas afirmam que a estratégia visa fazer os russos sentirem os impactos da guerra.

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Mortes por terremotos na Venezuela ultrapassam 6 mil

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O número de fatalidades decorrentes do forte terremoto duplo que afetou a Venezuela no dia 24 de junho atingiu 6.125, conforme relatório oficial divulgado nesta segunda-feira (3) pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.

Numerosos familiares continuam procurando por pessoas desaparecidas em La Guaira, estado próximo a Caracas, que foi o mais impactado pelos tremores de magnitude 7,2 e 7,5, que causaram o desabamento de pelo menos 190 prédios, segundo dados oficiais.

O último relatório, divulgado em 24 de julho, indicava 5.546 mortos. O governador do estado de La Guaira, José Alejandro Terán, informou à imprensa local que cerca de 1.400 pessoas ainda estão desaparecidas.

Além dos prédios que desabaram completamente, outros 6.433 foram classificados pelas autoridades como de “alto risco” para ocupação, enquanto 9.866 foram categorizados como residências com acesso restrito.

Por essa razão, muitos moradores estão sendo acolhidos em abrigos temporários ou hospedados com parentes e amigos. Aproximadamente 24.000 afetados vivem atualmente em acampamentos em Caracas e no estado costeiro severamente atingido de La Guaira.

Na última sexta-feira, o Parlamento da Venezuela sancionou uma lei de aluguel que visa ampliar a disponibilidade de imóveis para locação, com o objetivo de atender às milhares de pessoas que perderam suas residências nos terremotos.

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Ataques cibernéticos atingem sistemas de água em pelo menos 7 estados dos EUA com Irã suspeito

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O estado de Michigan, nos Estados Unidos, uniu-se a Minnesota ao reportar ataques cibernéticos contra nove sistemas de abastecimento de água nos últimos dias. A origem destes ataques ainda está sob investigação, mas ocorrem no contexto de alertas sobre hackers iranianos focando seus esforços justamente nestes sistemas.

Até o momento, sete estados americanos tiveram relatos de invasões em seus sistemas de água desde a última semana, conforme cobertura da mídia local.

Em Michigan, o estado recebeu, na última terça-feira, um aviso cibernético federal indicando tentativas de adulteração nos controles operacionais relacionados à água. Pouco depois, foram registrados alguns relatos em comunidades locais com atividades condizentes com o alerta das agências federais, conforme explicou Dale George, diretor de comunicações do Departamento de Meio Ambiente, Grandes Lagos e Energia do estado.

Em Minnesota, mais de 30 sistemas municipais de água foram atacados, embora não tenha havido evidência de contaminação, segundo informações da NBC.

O FBI conduz a investigação e ainda não divulgou oficialmente os responsáveis. O FBI, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) e outras entidades emitiram um comunicado na semana passada informando que hackers iranianos têm como alvo sistemas de água e saneamento, além dos controles operacionais de infraestruturas essenciais.

O interesse do Irã em operações de abastecimento de água nos EUA não é recente. Em 2016, o Departamento de Justiça indiciou um grupo de hackers iranianos por um ataque cibernético a uma pequena barragem próxima a Nova York.

Durante uma reunião de gabinete na última sexta-feira, o presidente Donald Trump atribuiu, sem apresentar provas, a responsabilidade pelos recentes ataques em Minnesota ao próprio estado, incluindo o governador democrata Tim Walz, que respondeu nas redes sociais ressaltando que “o presidente sabe exatamente quem está por trás dos ataques e que outros estados também foram atingidos”.

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