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Cultura

Inscrições abertas para o Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Nesta quinta-feira, 29, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) iniciou as inscrições para a terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. O objetivo é destacar e reconhecer a produção acadêmica, científica, técnica e profissional do Brasil em 30 categorias.

As inscrições seguem abertas até às 18h (horário de Brasília) do dia 19 de março, sendo realizadas no site oficial do prêmio.

Podem participar obras em língua portuguesa, publicadas pela primeira vez entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, que possuam ISBN e Ficha Catalográfica emitidos no Brasil, conforme exigências legais. São aceitos livros individuais, coletâneas, dicionários, enciclopédias, materiais didáticos e publicações de divulgação científica.

Também podem concorrer autores brasileiros natos ou naturalizados, bem como estrangeiros com residência permanente comprovada no Brasil.

Uma novidade desta edição é a permissão de participação de autores estrangeiros não residentes no país exclusivamente em coletâneas, limitadas a 30% do total de autoria.

Os vencedores receberão estatuetas em cerimônia especial – com data a ser anunciada -, além de um prêmio de R$ 5 mil. As editoras das obras premiadas também serão contempladas com estatuetas do Jabuti.

A curadoria do prêmio é realizada por Nina Beatriz Stocco Ranieri, professora titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da Cátedra UNESCO de Direito à Educação. Especialista em Direito Público e Direito à Educação, Nina já ocupou cargos de gestão tanto no Governo do Estado de São Paulo quanto na USP.

“O Prêmio Jabuti Acadêmico contribui significativamente para os aspectos científico, social, político e cultural do Brasil, ao divulgar autores e editoras dedicados à produção acadêmica. Reconhecê-los incentiva a pesquisa e a ciência como bases para o progresso do país”, destaca Sevani Matos, presidente da CBL.

A divulgação dos semifinalistas e finalistas ocorrerá em julho, e a cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em agosto, com data e local a serem divulgados ao longo do ano.

Homenagens e indicações

Em cada edição, o prêmio homenageia uma Personalidade Acadêmica, escolhida pela CBL, e reconhece um Livro Acadêmico Clássico. Para este último, haverá uma consulta pública para indicação das obras entre 29 de janeiro e 27 de fevereiro.

Durante esse período, interessados podem sugerir livros preenchendo formulário disponibilizado no site da premiação, enquanto editoras receberão questionários para recomendar títulos. A escolha final será feita pela entidade após avaliação das indicações pela curadoria e pela comissão do prêmio.

O Livro Acadêmico Clássico destaca obras de referência que permanecem relevantes e são lembradas por estudantes e profissionais de diferentes áreas ao longo do tempo. Uma novidade é que, pela primeira vez, as obras indicadas devem ter pelo menos 15 anos desde sua primeira circulação.

Categorias

O Jabuti Acadêmico apresenta 30 categorias distribuídas em dois grupos: Ciência e Cultura, com 27 categorias, e Prêmios Especiais, com três (Tradução, Divulgação Científica, e Ilustração e Infografia, sendo esta última novidade no regulamento de 2026).

No grupo Ciência e Cultura estão áreas como Ciência de Alimentos e Nutrição; Ciências Agrárias e Ambientais; Medicina Veterinária, Zootecnia e Recursos Pesqueiros; Ciências Biológicas, Biodiversidade e Biotecnologia; Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional; Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social; Medicina; Odontologia; História e Arqueologia; Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais; Educação e Ensino e Filosofia.

Além disso, o grupo abrange Ciências Religiosas e Teologia; Geografia e Geociências; Psicologia e Psicanálise; Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo, Design e Planejamento Urbano e Regional; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Artes; Letras, Linguística e Estudos Literários; Astronomia e Física; Ciência da Computação; Matemática, Probabilidade e Estatística; Química e Materiais e Engenharias.

Cada obra pode ser inscrita em apenas uma categoria, exceto na categoria Ilustração e Infografia, que permite inscrição em conjunto com outras categorias de qualquer eixo.

Uso de Inteligência Artificial

Livros que utilizarem ferramentas de inteligência artificial (IA), tecnologias semelhantes ou aplicações que incorporem IA em trabalhos autorais não serão aceitos.

Nina Beatriz explica que as regras relacionadas à IA visam valorizar o trabalho autoral e garantir a transparência. O uso de IA é permitido apenas em atividades de apoio à pesquisa ou na melhoria da leitura, desde que declarado, e também se o tema do livro for a própria IA.

“Essas diretrizes seguem orientações globais com o principal objetivo de valorizar a produção autoral”, reforça a curadora.

Em 2023, na edição anterior do Prêmio Jabuti, a obra Frankenstein, de Mary Shelley, publicada pelo Clube de Literatura Clássica e ilustrada com auxílio do Midjourney, foi finalista na categoria Ilustração, mas desclassificada após polêmica sobre o uso de IA. Desde então, a restrição ao uso da tecnologia foi incluída no regulamento.

Inscrições

O período para inscrições começou às 16h do dia 29 de janeiro e vai até às 18h do dia 19 de março de 2026, com inscrições feitas no site do prêmio. Podem inscrever obras editoras, autores, agentes literários ou procuradores oficialmente constituídos.

Participam autores brasileiros natos, naturalizados ou estrangeiros com residência permanente no Brasil.

Inscrições feitas até às 18h de 27 de fevereiro terão valores promocionais.

Números da edição 2025

Na segunda edição, o Prêmio Jabuti Acadêmico recebeu 2.004 inscrições em 26 categorias disponíveis, contando com 78 jurados. Foram premiados 58 autores e organizadores, 23 editoras e 2 obras independentes.

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Cultura

Exposição de Sheyla Camargo no Instituto Ploeg destaca movimento das plantas

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Tendo como inspiração o movimento das plantas, junto com a arquitetura de Oscar Niemeyer e os jardins de Burle Marx, a artista visual Sheyla Camargo inaugura sua primeira exposição individual neste sábado, 8 de agosto, no Instituto Ploeg.

A mostra, chamada “Dança das Plantas”, traz ao público cerca de 30 obras que exploram formas naturais e orgânicas, apresentadas em pinturas, tapeçarias e colagens. Esta exposição representa o ápice de um processo criativo que a artista, que também é arquiteta, desenvolveu durante seis meses.

Com entrada gratuita, a exposição assinala uma nova fase na produção artística de Sheyla, que agora utiliza paisagens, folhas, flores e outras formas naturais como elementos centrais de sua arte.

Sheyla Camargo comenta: “É a minha primeira exposição solo e tem origem na observação da natureza. As plantas são livres, flexíveis e dançam com o vento. Essa fluidez nas curvas, junto à inspiração da arquitetura de Oscar Niemeyer e dos jardins de Burle Marx, refletem na minha obra. Tudo na natureza está em movimento e isso é o que eu tento capturar no meu trabalho.”

As cores azul, amarelo, vermelho, verde e rosa dominam as obras, apresentando uma paleta vibrante que caracteriza o estilo da artista.

Durante sua vivência no Caminho de Santiago, Sheyla incorporou novas imagens de plantas e paisagens ao seu repertório, período que coincidiu com os preparativos para a exposição.

Ela acrescenta: “Às vezes, uma planta pode parecer simples, mas ao aprender a observá-la, ela revela formas e movimentos que inspiram minha arte. Essa experiência foi muito marcante para mim durante o Caminho de Santiago.” Além disso, visitas à Bienal de Veneza e ao Grand Palais, na França, contribuíram para seu processo criativo, especialmente ao conhecer obras de Henri Matisse.

Sheyla Camargo foi discípula do artista plástico holandês Roberto Ploeg por cerca de dez anos, quem identificou nela uma linguagem artística própria baseada na liberdade da colagem.

Roberto Ploeg, idealizador do Instituto Ploeg, destacou: “Ela nasceu modernista. Sua obra é leve, vibrante e profundamente livre das normas tradicionais da representação.”

Como gesto de solidariedade, Sheyla doará uma obra em forma de palmeira para a Enfermaria de Cuidados Paliativos do IMIP, em Recife. A peça foi criada especialmente para a exposição, com o objetivo de tornar o ambiente da instituição mais acolhedor.

Sheyla compartilha: “Descobrimos que pacientes reconheciam memórias afetivas nas pinturas, o que mostrou como a arte pode ter um papel acolhedor e terapêutico. Por isso, quis que esta palmeira ficasse neste espaço.”

Na abertura da mostra, os visitantes poderão desfrutar de um café acompanhado da música de Jade Sales, que compôs uma canção inspirada na obra da artista.

Informações sobre a exposição

  • Nome: “Dança das Plantas”, de Sheyla Camargo
  • Data de abertura: sábado, 8 de agosto
  • Período: até 24 de outubro
  • Local: Instituto Ploeg – Rua Santa Cruz, 190, Boa Vista
  • Entrada: gratuita
  • Visitação: quarta a sábado, das 10h às 16h
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Cultura

Mãe dos artistas OSGEMEOS falece e irmãos expressam tristeza: ‘Uma estrela brilhará para sempre em nossas vidas’

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Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo, mãe dos artistas Otávio e Gustavo Pandolfo, conhecidos como OSGEMEOS, faleceu, conforme comunicado feito pelos irmãos em suas redes sociais nesta segunda-feira (3).

Na mensagem, os irmãos recordaram a trajetória da mãe, destacando o amor, a força e a dedicação que ela sempre teve pela família, e afirmaram que ela realizou “sua mais bela missão nesta vida”. Eles expressaram que a saudade será grande, mas a presença e o amor dela continuarão a fazer parte de suas vidas.

Otávio e Gustavo agradeceram por tudo que a mãe proporcionou à família. “Seu amor, força e generosidade estarão eternamente em nossos corações. A saudade será enorme, mas temos a certeza que sua presença seguirá iluminando nossos caminhos e cuidando da nossa família com o mesmo carinho de sempre.”

A dupla de grafiteiros mencionou que, apesar da despedida da presença física da mãe, o amor que ela deixou permanecerá eternamente. Eles manifestaram a crença de que ela continuará protegendo a família como um verdadeiro anjo da guarda. “O céu ganhou uma nova estrela que continuará a iluminar nossas vidas”, escreveram.

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Cultura

Brunna Gonçalves Processa Alexandre Frota Após Comentários Ofensivos

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Brunna Gonçalves, dançarina e influenciadora digital, está movendo um processo judicial contra Alexandre Frota, solicitando uma indenização de R$ 40 mil por danos morais. A ação foi motivada por declarações feitas pelo ex-deputado federal em suas redes sociais.

O caso começou quando Brunna defendeu sua esposa, a cantora Ludmilla, após esta recusar uma entrevista ao SBT. Ludmilla afirmou, no início do ano, que não participa de entrevistas com a emissora por considerar que eles apoiam o racismo.

Alexandre Frota reagiu com comentários desrespeitosos e ofensivos em relação à Brunna, que foram considerados pela defesa da dançarina como ataques pessoais e apresentações de racismo, ultrapassando os limites do que é aceito como crítica.

Além do pedido de indenização, Brunna exige uma retratação pública de Frota nas mesmas plataformas onde as ofensas foram divulgadas. O processo está em andamento na 6ª Vara Cível da Regional da Barra da Tijuca.

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