Mundo
Indianos sofrem com colapso do sistema de saúde, e EUA anunciam ajuda
Após registrar recorde de novos casos pelo 3º dia seguido, Índia vê sistema de saúde colapsar; Secretário de Estado dos EUA anunciou ajuda ao país

Pacientes com Covid-19 se acumulam nas portas de hospitais na Índia, onde por algumas semanas o coronavírus se espalhou a uma taxa vertiginosa. (Maude BRULARD y Archana THIYAGARAJAN/AFP)
Quase sem respirar, Shyam Narayan foi levado a um hospital de Nova Delhi, mas sua família percebeu rapidamente que a sobrecarregada equipe médica nada poderia fazer por ele. Narayan foi uma das vítimas da nova onda do coronavírus que está assolando a Índia, onde milhares de pessoas chegam aos hospitais e descobrem que não há leitos, falta oxigênio e remédios que podem salvar vidas.
No Hospital Guru Teg Bahadur (GTB), no nordeste de Delhi, Narayan e sua família chegaram em meio a um balé de ambulâncias, riquixás e outros veículos transportando pacientes com covid-19. Todos esperaram a liberação de leitos no hospital. A família de Narayan tentou, durante a noite, em algum hospital, encontrar um leito de terapia intensiva com oxigênio. Mas em todos os centros a resposta foi negativa, de acordo com Ram, irmão de Shyam.
“Meu irmão tem cinco filhos. O que vou dizer à esposa dele?”, pergunta Ram.
O hospital GTB também não tinha leitos disponíveis, assim como as outras instalações médicas em Delhi, que estão lutando para obter oxigênio. Tudo isso ocorre em um contexto dramático para o país: a Índia registrou 2.624 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, um recorde diário, além de 340.000 novos casos, elevando o número total de infecções a 16,5 milhões. Isso fez com que os hospitais ficassem saturados de pacientes e faltasse oxigênio para salvar vidas.
A morte de Narayan, do lado de fora do hospital, é um fato que, infelizmente, acontece com frequência neste país. E certamente seu caso não será contabilizado nas estatísticas oficiais: seu corpo sem vida foi levado para outro lugar, sem ser formalmente admitido no centro.
Na entrada do GTB, os seguranças impedem a entrada dos enfermos e explicam que os quartos já estão lotados. Alguns, com seus parentes, decidem ficar e esperar do lado de fora. Outros continuam sua busca desesperada em outros hospitais.
Morte em família
Exausto, Mohan Sharma, de 17 anos, aguarda com seu avô de 65 anos, dando-lhe água e encorajamento, ajudando-o a colocar uma máscara de oxigênio. Menos de 24 horas antes, o pai de Mohan Sharma morreu de coronavírus, na mesma fila, em frente ao hospital.
“Ele estava ficando sem fôlego, não conseguia respirar, tirou a máscara, chorou e disse ‘me salve, por favor, me salve'”, explica o filho. “Mas não pude fazer nada. Só pude vê-lo morrer.”
E sem tempo para pensar em luto, o adolescente agora tem que ajudar seu avô. A família conseguiu encontrar um leito para ele, mas o avô está desesperado pelo ambiente assustador.
“Havia três cadáveres bem perto, e isso o apavorou, ele disse que também não ia sobreviver. Tive que levá-lo para fora, e agora ele está descansando”, diz Sharma.
Pessoas que conseguiram entrar no hospital descrevem os corredores lotados, com leitos ou macas ocupadas por duas ou até três pessoas. O cilindro de oxigênio do avô de Sharma está quase vazio e não há garantia de que possa ser substituído.
EUA afirma que ajudará Índia em combate à covid-19
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse na noite deste sábado, por meio de sua conta no Twitter, que o país dará apoio à Índia no combate à covid-19. Ontem, a Índia registrou pelo terceiro dia consecutivo número recorde de novas infecções por coronavírus, 346.786 casos confirmados, de acordo com o Ministério da Saúde do país.
“Nossos corações estão com o povo indiano em meio ao terrível surto de covid-19. Estamos trabalhando em estreita colaboração com nossos parceiros no governo indiano e implantaremos rapidamente apoio adicional ao povo da Índia e aos heróis da saúde da Índia”, afirmou Blinken pela rede social. O secretário de Estado não detalhou de que forma será dada a ajuda.
Também nas últimas 24 horas, 2.624 indianos morreram por causa da doença no período. Com isso, o total de infectados no país subiu para mais de 16 milhões e as mortes já somam 189.544.
(Com informações da AFP e Agência Estado)
Mundo
Irã mantém armas, mas perdeu escudo de mísseis que buscava, diz Rubio
Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, declarou em entrevista à Fox News que, embora o Irã ainda possua armas perigosas, o país persa perdeu o “escudo” de mísseis tradicionais que usava como proteção.
De acordo com Rubio, essa é a principal razão pela qual Teerã agora está aberto a negociar um acordo de desnuclearização e controle dos estreitos, especialmente o de Ormuz. “Estamos abordando a situação com eles de uma posição de força, diferente do que se via nas administrações passadas e na percepção geral do mundo”, afirmou.
Antes do anúncio do presidente americano, Donald Trump, sobre a suspensão de ataques ao Irã para promover as negociações de paz, Rubio ressaltou que o Irã busca uma arma nuclear e estava desenvolvendo um sistema de defesa com mísseis convencionais para se proteger. “Eles planejavam, em cerca de um ano e meio, ostentar uma frota de drones e mísseis que fossem difíceis de conter. O presidente Trump deixou claro que isso não vai acontecer”, disse.
Rubio destacou que o regime iraniano precisa mudar sua postura, já que tradicionalmente tenta expandir sua influência e revolução para outros países. “Essa prática deve ser interrompida, e para isso, é necessário que o custo para o Irã seja alto demais para continuar com essa política”, concluiu.
Mundo
Incêndio em balsa causa morte de 5 pessoas e deixa 41 desaparecidas na Indonésia
Um incêndio ocorreu em uma balsa neste domingo (2) na costa da Indonésia, resultando na morte de cinco pessoas e deixando 41 desaparecidas, conforme informado pelas equipes de emergência.
A Agência Regional de Busca e Resgate de Surabaya comunicou que 225 passageiros que estavam na embarcação foram salvos.
Alguns dos passageiros saltaram no mar e foram socorridos por uma embarcação próxima, segundo a Basarnas, a Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia.
Outras quatro embarcações tentaram se aproximar da balsa para ajudar no salvamento de mais pessoas, porém não conseguiram devido ao perigo causado pelos materiais inflamáveis presentes a bordo, acrescentou a Basarnas.
O capitão da embarcação entrou em contato com a empresa responsável para relatar o incêndio enquanto a balsa seguia viagem de Surabaya, em Java Oriental, a Makassar, em Sulawesi do Sul, conforme comunicado pela Basarnas.
Após essa mensagem, o capitão não fez mais contato.
Uma operação de resgate maior estava a caminho do local, partindo de Surabaya, que fica a uma viagem de seis horas do local do acidente, de acordo com a Basarnas.
“De acordo com as primeiras informações no local, os passageiros aguardam o salvamento pelas embarcações que estão próximas do local do sinistro”, declarou Muhammad Masyhud, funcionário de alto escalão do Ministério dos Transportes.
“A segurança dos passageiros e da tripulação é nossa prioridade máxima. Estamos em constante coordenação com todas as partes envolvidas para assegurar que o processo de evacuação seja conduzido de forma rápida, segura e eficiente”, afirmou em nota oficial.
Acidentes em embarcações são comuns na Indonésia, um arquipélago com mais de 17 mil ilhas, devido em parte às normas de segurança pouco rigorosas e às condições meteorológicas instáveis.
No mês anterior, uma balsa transportando mais de 70 passageiros naufragou próximo a Selayar, uma pequena ilha ao sul da grande ilha de Sulawesi. Pelo menos quatro vítimas foram encontradas e 14 permaneciam desaparecidas ao término das buscas.
Mundo
Ataque com drones mata duas pessoas no sudoeste da Rússia
Um ataque com drones realizou um ataque fatal, resultando na morte de duas pessoas no sudoeste da Rússia, conforme reportado neste domingo (2) pelo governador da região de Saratov, localizada a 750 quilômetros da fronteira.
Roman Busargin, governador da região, declarou: “Em decorrência de um ataque de drones inimigos, duas pessoas perderam a vida. Expresso minhas condolências às famílias e aos entes queridos”.
O Ministério da Defesa da Rússia comunicou que interceptou 635 drones lançados contra mais de 10 regiões ao longo da noite.
Em retaliação aos continuados bombardeios russos sobre seu território, a Ucrânia aumentou os ataques dirigidos a áreas civis dentro da Rússia.
Recentemente, as operações ucranianas têm focado em locais como refinarias, depósitos de combustível, um depósito da grande empresa varejista Wildberries e embarcações de carga no mar.
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