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Homens presos por briga entre torcidas na Arena Pernambuco são liberados

A Justiça concedeu liberdade provisória a quatro homens detidos após uma confusão entre torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport, ocorrida no último domingo (25). O incidente aconteceu poucas horas antes do clássico entre Santa Cruz e Náutico pelo Campeonato Pernambucano.

Os homens foram presos ainda no domingo, na Arena de Pernambuco, localizada em São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife.

Na audiência de custódia realizada na segunda-feira (26), foram liberados provisoriamente. Eles poderão responder pelos crimes de provocação de tumulto, associação criminosa, lesão corporal e dano ao patrimônio, com penas que somam mais de 15 anos de reclusão.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que os homens devem usar tornozeleiras eletrônicas para monitoramento. Em nota, o tribunal revelou os nomes dos suspeitos: Andrew Muller Santos da Silva, Carlos Henrique Americo dos Santos, Jefferson Luiz da Silva dos Santos e Gabriel Machado de Almeida.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou a liberdade provisória, alegando que os motivos para manter a prisão preventiva são frágeis diante da natureza excepcional do caso.

Além do uso da tornozeleira, os homens têm restrições, como a proibição de sair da cidade onde moram e de frequentar eventos esportivos.

Relembre o caso

A briga ocorreu horas antes do Clássico das Emoções, que terminou com uma vitória do Náutico sobre o Santa Cruz por 4 a 0.

Vídeos amplamente compartilhados mostram um grupo de torcedores chegando ao terminal pela rodovia BR-101. Em outro vídeo, é possível ver dois homens sendo agredidos por membros da torcida do Santa Cruz perto de um carro prata modelo Fox.

Segundo a Polícia Civil de Pernambuco, nenhum dos presos possui antecedentes criminais. Todos estavam vestidos com camisas do Santa Cruz no momento da prisão.

O delegado Raul Carvalho, responsável pela Delegacia de Repressão e Intolerância Esportiva, explicou em coletiva que dois torcedores ficaram gravemente feridos, enquanto outro ainda está sendo identificado. Ele destacou que infelizmente algumas torcidas organizadas promovem este tipo de violência em dias de jogos, mesmo sem relação direta com os times envolvidos.

Os suspeitos foram localizados na entrada da Arena de Pernambuco, aproximadamente 10 km do TI Barro. A polícia realizou a prisão após cruzamento das imagens que circularam nas redes sociais. O Grupamento de Ações Táticas Itinerantes (Gati) da Polícia Militar foi acionado e apreendeu barras de ferro, bastões e soqueiras.

Embora os suspeitos neguem envolvimento, as imagens comprovam a participação no crime. O jogo reuniu cerca de 13 mil torcedores, considerado um público médio. A polícia preparou seu esquema de segurança com base nesta expectativa, cobrindo desde as paradas de ônibus até os corredores que dão acesso à Arena, conforme ressaltou o policial Ribeiro.

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Esporte

Secretário-geral da Fifa busca tranquilizar equipe e destaca sucesso da Copa do Mundo de 2026

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Em meio à maior crise política recente da Fifa, o secretário-geral da entidade, Mattias Grafström, enviou uma mensagem aos colaboradores pedindo união e buscando acalmar os funcionários após a controvérsia que levou ao cancelamento do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE).

O comunicado foi enviado logo depois de surgirem relatos de insatisfação entre os funcionários e diante da pressão sobre o presidente Gianni Infantino, que enfrenta oposição crescente de federações europeias enquanto tenta se manter à frente da Fifa.

Na mensagem extensa dirigida ao quadro interno, Grafström reconheceu o período difícil vivido pela entidade, mas destacou o êxito da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Curiosamente, ele não mencionou o nome de Infantino, principal alvo das críticas recentes.

“A semana passada foi ao mesmo tempo extraordinária e cansativa para todos os funcionários da Fifa ao redor do mundo. Por isso, queria que vocês fossem os primeiros a ouvir esta mensagem”, escreveu.

Grafström agradeceu o empenho dos colaboradores durante o Mundial, chamando o torneio de um sucesso brilhante.

“Quero reconhecer e destacar o trabalho exemplar de cada um de vocês, que dedicou esforço presencial e à distância para garantir o sucesso da Copa do Mundo de 2026. Foi um triunfo impressionante, apreciado por bilhões de pessoas unidas pela paixão pelo futebol”, afirmou.

O secretário-geral abordou também a crise envolvendo a FFE, empresa que seria responsável pelos direitos comerciais da Copa do Mundo e outros eventos da Fifa.

O projeto incluía a venda de parte do negócio a fundos de investimento dos Estados Unidos, mas foi abandonado após forte reação de federações, confederações e lideranças do futebol mundial.

Sem detalhar a proposta, Grafström definiu o episódio como um momento negativo para a instituição.

“Uma série de fatos lamentáveis e condenáveis, que felizmente resultaram no abandono definitivo do projeto FFE, apesar de decepcionantes, não devem ofuscar essa realidade”, escreveu, referindo-se ao sucesso da Copa do Mundo.

Na parte final da mensagem, o secretário-geral pediu que os funcionários mantenham o foco na missão da Fifa e garantiu que a equipe administrativa não será prejudicada pelas disputas políticas em curso.

“Como secretário-geral, peço que permaneçam concentrados no que sempre nos uniu: servir ao futebol e às suas 211 associações-membro, trabalhando junto a todas as partes interessadas, sempre em conformidade com os estatutos e regulamentos da Fifa”.

Ele também buscou tranquilizar a equipe ao afirmar que a administração será protegida durante este período turbulento.

“Posso garantir que vocês, como membros da administração, estarão protegidos e preservados do ambiente político que enfrentamos. Não precisam se preocupar. Pessoas, períodos de instabilidade e momentos difíceis passam. A instituição, sua missão e seu compromisso com o futebol permanecem”, concluiu.

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Esporte

Goleiro Nyland retorna ao RB Leipzig após Copa do Mundo

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Ørjan Nyland está de volta ao RB Leipzig. O clube alemão confirmou a contratação do goleiro norueguês de 35 anos, que estava sem clube desde o término de seu contrato com o Sevilla. O acordo vai até junho de 2028.

Nyland retorna ao Leipzig três anos depois de sua primeira passagem pelo time. Na temporada 2022/23, ele jogou apenas três jogos e foi reserva de Janis Blaswich enquanto Péter Gulácsi se recuperava de uma séria lesão.

Agora, as circunstâncias mudaram. O goleiro experiente vem para substituir Péter Gulácsi, que foi transferido para o Villarreal, e usará a camisa número 1 do clube alemão.

A contratação ocorre semanas após Nyland protagonizar um dos momentos mais significativos de sua carreira.

Como titular da seleção da Noruega na Copa do Mundo de 2026, ele foi um dos destaques na histórica campanha do time escandinavo e teve papel crucial na vitória por 2 a 1 contra o Brasil, eliminando a equipe comandada por Carlo Ancelotti nas oitavas de final.

Ørjan Nyland, goleiro da Noruega. Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Durante o torneio, o goleiro realizou defesas decisivas que foram essenciais para a melhor participação da Noruega em Copas do Mundo.

“Quando tive a chance de retornar ao RB Leipzig, não pensei duas vezes. Tenho ótimas lembranças do clube e das pessoas que compõem esta equipe. A Copa do Mundo reforçou meu amor por grandes competições e jogos de alto nível. Quero levar essa energia de volta para Leipzig”, declarou Nyland.

Marcel Schäfer, diretor esportivo do clube, ressaltou a experiência do goleiro e o fato de ele já estar familiarizado com o ambiente do Leipzig.

“Estamos trazendo um goleiro muito experiente, que já conhecemos como profissional e pessoa. Em sua primeira passagem, ele provou ser um excelente atleta, dedicado à equipe e pronto para assumir responsabilidades. Considerando a saída de Péter Gulácsi, era fundamental contratar alguém com personalidade, qualidade e experiência internacional”, afirmou Schäfer.

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Uefa e clubes europeus debatem futuro do Mundial de Clubes em crise com a Fifa

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A batalha política entre a Uefa e a Fifa ganha um novo capítulo nesta semana. O líder da organização europeia, Aleksander Ceferin, e o chefe da Associação Europeia de Clubes (ECA), Nasser Al Khelaïfi, estão reunidos em Salzburgo para avaliar o panorama do futebol mundial diante da desgastada administração de Gianni Infantino.

De acordo com a rádio britânica talkSPORT, um dos assuntos discutidos será o destino do Mundial de Clubes de 2029.

Nos bastidores, cresce a possibilidade de que os principais clubes europeus abandonem a competição, repetindo a resistência adotada por diversas federações nacionais do continente europeu contra a Fifa.

Existem ainda rumores sobre a criação de um campeonato internacional alternativo, organizado fora do controle da entidade máxima do futebol.

Apesar das especulações, fontes consultadas pelo jornal espanhol AS garantem que não há nenhum acordo formal entre a ECA e a Fifa para a edição de 2029. Assim, não há até o momento uma decisão oficial ou processo de boicote em curso.

O clima, contudo, é de ascendente insatisfação. Segundo o AS, vários clubes buscaram a ECA para manifestar descontentamento pela demora no pagamento das verbas de participação e dos recursos do mecanismo de solidariedade referentes ao Mundial de Clubes de 2025.

Essas reivindicações aumentam a pressão sobre a Fifa justamente em um período de grande tensão institucional.

A crise se agravou depois que Gianni Infantino tentou transferir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da Fifa para uma nova empresa, num movimento que previa a venda de 20% da subsidiária a fundos ligados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A proposta enfrentou resistência intensa de federações e confederações, principalmente da UEFA, e foi retirada após a mobilização de dirigentes europeus, da Concacaf e de parte da Confederação Asiática de Futebol (AFC).

Desde então, a UEFA aumentou sua articulação política para fragilizar a candidatura de Infantino à reeleição para o comando da Fifa, prevista para 18 de março de 2027, em Rabat, Marrocos.

Países como País de Gales, Inglaterra, Finlândia, Romênia e Sérvia já declararam que não apoiarão o líder suíço. A Alemanha também sinalizou voto contrário, enquanto a Noruega é citada como outra federação que deseja votar contra sua permanência no cargo.

Dentro desse cenário, a aproximação entre Uefa e ECA adquire grande importância estratégica. Apesar de a entidade que reúne os clubes europeus ter apoiado integralmente a posição da UEFA na recente crise com a Fifa, uma eventual saída das principais equipes do continente do Mundial de Clubes causaria um impacto ainda maior para Infantino.

Os times europeus detêm grande parte do poder de atração comercial e esportivo do torneio, o que torna sua participação imprescindível para o êxito da competição.

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