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GSK interrompe pesquisa de medicamento para tosse persistente
A GSK anunciou que vai parar o desenvolvimento de um medicamento experimental para tosse persistente, devido a resultados desapontadores em testes clínicos avançados. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), as ações da empresa farmacêutica britânica registraram uma queda de 2% na Bolsa de Londres.
Essa decisão pode aumentar a apreensão dos investidores sobre a iminente perda das patentes de medicamentos contra HIV e levantar dúvidas sobre a capacidade da empresa de atingir sua meta de vendas para 2031.
A GSK tem como objetivo alcançar vendas superiores a 40 bilhões de libras em 2031. Atualmente, analistas preveem uma receita de cerca de 34,88 bilhões de libras, de acordo com um consenso compilado pela própria empresa.
A empresa havia estimado que o medicamento Camlipixant geraria mais de 2,5 bilhões de libras por ano em vendas no auge.
A GSK reportou nesta sexta-feira resultados mistos para o Camlipixant em dois testes avançados realizados com adultos que sofrem de tosse persistente. Um dos testes apresentou redução significativa na frequência da tosse após 12 semanas de tratamento, cumprindo seu objetivo principal. No entanto, o outro teste não apresentou o resultado esperado após 24 semanas.
Uma dose menor do Camlipixant não conseguiu alcançar reduções expressivas em nenhum dos testes, e outras metas secundárias não foram atingidas, segundo a GSK.
A companhia avaliou que o conjunto de dados indica uma eficácia limitada, que dificilmente trará mudanças importantes no tratamento dos pacientes. Por essa razão, a GSK decidiu encerrar o desenvolvimento do Camlipixant para tosse persistente resistente.
Um estudo intermediário do mesmo medicamento em adultos com síndrome do intestino irritável acompanhado por diarreia e padrões intestinais mistos continuará em andamento para avaliar segurança e eficácia.
A GSK adquiriu os direitos do medicamento ao comprar a canadense Bellus Health por US$ 2 bilhões em 2023, e inicialmente esperava que o Camlipixant começasse a impactar os resultados da empresa em 2027. O medicamento atua na mesma proteína que o Lyfnua, da concorrente americana Merck.
Especialistas do J.P. Morgan indicaram que a GSK provavelmente terá que registrar uma baixa contábil referente a esse programa.