Brasil
Governo brasileiro monitora mudanças nas tarifas do México
Na noite da sexta-feira, 12, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que o governo brasileiro está atento às alterações tarifárias aprovadas pelo Congresso mexicano, que afetarão as importações de países sem acordos de livre comércio com o México.
O ministério, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, aguarda a publicação oficial da lei para analisar os possíveis impactos nas exportações brasileiras.
Esta é a primeira posição oficial do governo brasileiro após a aprovação, na quarta-feira, 10, pelo Congresso mexicano, de um aumento tarifário de pelo menos 35% sobre 1,4 mil produtos originários de 12 países, incluindo o Brasil e a China, sendo esta última a mais afetada. Espera-se que as novas tarifas entrem em vigor em 1º de janeiro de 2026.
De acordo com o Mdic, o aumento tarifário não deve impactar significativamente o comércio bilateral no setor automotivo, já protegido pelo Acordo de Complementação Econômica nº 55 (ACE-55). No entanto, o ministério expressa preocupação de que essas alterações possam prejudicar preferências bilaterais em outros setores e influenciar negativamente o comércio e os investimentos entre Brasil e México, dependendo das listas finais que forem divulgadas.
O comunicado destaca que a relação econômica e política entre os dois países é caracterizada por um diálogo aberto e uma visão estratégica compartilhada. O governo brasileiro tem mantido contato com autoridades mexicanas para discutir os possíveis efeitos das mudanças tarifárias.
Por fim, o governo reafirma a importância de que decisões unilaterais que possam afetar o comércio bilateral sejam avaliadas com base no compromisso mútuo pela previsibilidade, segurança jurídica e fortalecimento da integração produtiva. O Brasil continuará engajado em um diálogo construtivo com o México, visando manter um ambiente colaborativo e garantir condições favoráveis para o comércio e os investimentos entre ambas as nações.