Economia
FGV alerta atraso no IGP-DI por problema no sistema
Fundação Getulio Vargas (FGV) comunicou na manhã desta sexta-feira (7) que a divulgação do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referente ao mês de julho, que estava programada para às 8h, sofreu atraso por causa de uma falha no sistema. A equipe técnica da instituição já foi acionada para solucionar o problema, porém ainda não foi informada uma nova data para a liberação do indicador.
Economia
Trump anuncia tarifa para mineral essencial importado para concorrer com China em energia solar e chips
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, decretou a implementação de tarifas adicionais e estabeleceu preços mínimos para produtos feitos a partir do polissilício importado, um mineral vital utilizado na fabricação de semicondutores e painéis solares.
Esse mineral é fundamental para a indústria e sua produção é majoritariamente concentrada na China. Segundo Trump, a dependência americana desse insumo estrangeiro representa um risco para a segurança nacional.
A decisão, baseada na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, tem como objetivo fortalecer as cadeias produtivas domésticas de chips e energia solar, essenciais para competir com Pequim nas áreas de inteligência artificial e energia limpa.
A partir de 4 de dezembro, derivados do polissilício importados — como lâminas de silício, células fotovoltaicas e módulos solares — estarão sujeitos a uma tarifa de 15%. Além disso, foram definidos preços mínimos: US$ 21 por quilo para o polissilício, US$ 100 por quilo para lingotes e wafers, US$ 0,22 por watt para células solares e US$ 0,38 por watt para módulos solares.
Essa iniciativa visa incentivar a produção nacional de polissilício e seus derivados, fortalecendo a cadeia de suprimentos da indústria solar nos EUA, que enfrenta desafios para se consolidar no mercado interno há mais de dez anos.
Medidas anteriores já impuseram tarifas sobre equipamentos solares da China e países do Sudeste Asiático, uma resposta às tentativas de redesenhar a produção para evitar os impostos. Apesar das novas tarifas, há preocupações de que o custo dos painéis solares aumente, criando barreiras adicionais para projetos de energia renovável que enfrentam cortes nos subsídios federais e a priorização do governo pelos combustíveis fósseis.
Empresas norte-americanas do setor, como a First Solar, T1 Energy e Hanwha QCells, reagiram positivamente, com ações subindo após o anúncio. Dan Barcelo, líder da T1 Energy, classificou a medida como uma vitória importante para a manufatura avançada e os investimentos internos.
Trump também autorizou a criação de programas de incentivo para atrair investimentos na produção doméstica de polissilício e seus derivados, permitindo ainda que empresas aprovadas possam importar certas matérias-primas sem as novas tarifas, para estimular a relocalização da produção.
A entrada em vigor das tarifas foi adiada para possibilitar que fabricantes americanos ajustem seus estoques, enquanto o governo mantém vigilância rigorosa para evitar abusos no comércio.
Essa iniciativa é vista como um avanço significativo, protegendo toda a cadeia de suprimentos da energia solar nos EUA e fortalecendo o setor de semicondutores, fundamentais para diversas tecnologias modernas.
A investigação que levou à medida, iniciada em julho do ano anterior pelo Departamento de Comércio, examinou tanto o polissilício quanto seus derivados, ressaltando a importância estratégica da produção local para a segurança econômica e tecnológica do país.
O polissilício de grau solar e eletrônico, cristais altamente refinados, são essenciais para a fabricação de semicondutores e painéis solares. A imposição das tarifas também reflete esforços de Trump para reconstruir uma política tarifária abrangente após decisões judiciais contrárias às taxas anteriores.
Especialistas defendem que o mercado doméstico só será viável se protegido de práticas desleais da China, atual líder mundial na produção, que tem capacidade excessiva e predatória de preços.
Economia
Trump fala com Warsh sobre economia, mas Hassett nega pressão sobre juros
O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, confirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, mantém diálogo frequente com o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discutindo questões econômicas.
No entanto, Hassett ressaltou que o presidente não interfere diretamente nas decisões do banco central relativas às taxas de juros.
Segundo ele, é comum que Trump busque informações sobre indicadores como o emprego, dado o interesse mútuo em assuntos econômicos.
O assessor econômico também destacou que não participa diretamente das negociações com o Irã, por isso não comenta sobre avanços nesse campo.
Ele enfatizou os esforços bem-sucedidos na estabilização do mercado de energia, observando que a alta dos preços não se tornou duradoura e que deve recuar quando o conflito atual chegar ao fim.
Questionado sobre o envolvimento do governo em participações acionárias em empresas americanas, um movimento iniciado no ano anterior com a Intel, Hassett afirmou que isso difere de um sistema comunista, pois o estado não interfere nas decisões empresariais, apenas apoia as companhias.
Quanto à dívida pública, informou que o governo está implementando medidas importantes para reduzir o déficit ao longo do tempo, reorientando prioridades orçamentárias, especialmente aumentando o foco na defesa nacional.
No entanto, Hassett preferiu não entrar em detalhes sobre a política fiscal adotada.
Economia
Ceasa-PE vê queda no preço do tomate e aumento no da alface, chuchu e cenoura
O relatório diário de preços feito pelo Departamento Técnico do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE) entre os dias 3 e 7 de junho mostra comportamentos variados nas hortaliças e frutas vendidas no mercado atacadista. Enquanto alguns itens tiveram quedas relevantes nos valores, outros apresentaram aumento influenciados principalmente pela oferta, demanda e sazonalidade.
Dentre as hortaliças, o tomate se destacou pela redução, com seu preço médio caindo 42,86%, de R$ 2,50 para R$ 1,43 por quilo. Isso ocorre pois o tomate está em plena safra, o que garante maior oferta e pressiona o preço para baixo.
Também tiveram redução de preço:
- Cebolinha: queda de 20%, de R$ 5,00 para R$ 4,00 por quilo, também em safra;
- Inhame da Costa: diminuição de 20%, de R$ 10,00 para R$ 8,00 por quilo, em safra.
Por outro lado, os maiores aumentos aconteceram em:
- Chuchu: alta de 50%, de R$ 0,50 para R$ 0,75 por quilo, fora da safra, o que reduz a oferta e eleva o preço;
- Alface: elevação de 25%, de R$ 3,05 para R$ 3,82 por pé, mesmo estando em safra, sugerindo que fatores pontuais de oferta e qualidade impactaram o valor;
- Repolho: crescimento de 25%, de R$ 1,48 para R$ 1,85 por quilo, em safra;
- Cenoura: alta de 20%, de R$ 5,00 para R$ 6,00 por quilo, em safra;
- Coentro: aumento de 20%, de R$ 6,25 para R$ 7,50 por quilo, em safra;
- Pimentão: alta de 20%, de R$ 3,57 para R$ 4,29 por quilo, em safra;
- Batatinha: valorização de 12,5%, de R$ 3,20 para R$ 3,60 por quilo, em safra.
Frutas
No setor das frutas, o mercado teve estabilidade durante a semana, com poucas variações significativas. A maior queda foi da goiaba, que teve sua cotação reduzida em 22,22%, de R$ 3,21 para R$ 2,50 por quilo, estando em safra e assim ampliando a oferta.
Outras frutas que tiveram redução:
- Abacate: queda de 11,11%, de R$ 4,50 para R$ 4,00 por quilo, em safra;
- Uva Itália: diminuição de 9,09%, de R$ 6,11 para R$ 5,56 por quilo, em safra;
- Manga Tommy: queda de 9,09%, de R$ 4,07 para R$ 3,70 por quilo, fora da safra;
- Maçã Nacional: redução de 8,33%, de R$ 6,67 para R$ 6,11 por quilo, fora da safra.
As demais frutas se mantiveram praticamente constantes ao longo da semana, refletindo equilíbrio entre oferta e procura no mercado atacadista.
Análise de mercado
Os dados dessa semana mostram que os produtos em plena safra mantêm maior estabilidade no abastecimento. Ainda assim, condições climáticas, qualidade das colheitas, logística e aumento temporário na demanda podem causar variações, mesmo em itens com boa oferta, como foi o caso da alface, cenoura e coentro.
A expressiva queda no preço do tomate indica maior disponibilidade no mercado, beneficiando consumidores e comerciantes. Em contrapartida, o chuchu, fora da safra, teve a maior valorização da semana devido à oferta reduzida.
Considerando o grupo analisado, as hortaliças tiveram aumento financeiro de 1,89%, enquanto as frutas apresentaram redução de 4,19%, apontando para um cenário mais favorável ao consumidor neste segmento.
Thiago Velloso, gerente do Departamento Técnico do Ceasa Pernambuco, comentou: “Nesta semana percebemos um mercado bastante dinâmico. O tomate sofreu queda significativa devido à safra que elevou a oferta, enquanto o chuchu valorizou bastante por estar fora do período habitual de produção. Também notamos incrementos em algumas hortaliças folhosas e de ciclo curto como alface, repolho e coentro, reflexo de variações na oferta e da maior procura por produtos frescos.”
Ele acrescentou: “No segmento das frutas, o mercado se manteve estável, com destaque para a baixa da goiaba, impulsionada pela safra atual. Espera-se que os preços sigam a variação da oferta nas próximas semanas, influenciados pelas condições climáticas e pelo andamento das colheitas.”
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