Cultura
Exposição de Sheyla Camargo no Instituto Ploeg destaca movimento das plantas
Tendo como inspiração o movimento das plantas, junto com a arquitetura de Oscar Niemeyer e os jardins de Burle Marx, a artista visual Sheyla Camargo inaugura sua primeira exposição individual neste sábado, 8 de agosto, no Instituto Ploeg.
A mostra, chamada “Dança das Plantas”, traz ao público cerca de 30 obras que exploram formas naturais e orgânicas, apresentadas em pinturas, tapeçarias e colagens. Esta exposição representa o ápice de um processo criativo que a artista, que também é arquiteta, desenvolveu durante seis meses.
Com entrada gratuita, a exposição assinala uma nova fase na produção artística de Sheyla, que agora utiliza paisagens, folhas, flores e outras formas naturais como elementos centrais de sua arte.
Sheyla Camargo comenta: “É a minha primeira exposição solo e tem origem na observação da natureza. As plantas são livres, flexíveis e dançam com o vento. Essa fluidez nas curvas, junto à inspiração da arquitetura de Oscar Niemeyer e dos jardins de Burle Marx, refletem na minha obra. Tudo na natureza está em movimento e isso é o que eu tento capturar no meu trabalho.”
As cores azul, amarelo, vermelho, verde e rosa dominam as obras, apresentando uma paleta vibrante que caracteriza o estilo da artista.
Durante sua vivência no Caminho de Santiago, Sheyla incorporou novas imagens de plantas e paisagens ao seu repertório, período que coincidiu com os preparativos para a exposição.
Ela acrescenta: “Às vezes, uma planta pode parecer simples, mas ao aprender a observá-la, ela revela formas e movimentos que inspiram minha arte. Essa experiência foi muito marcante para mim durante o Caminho de Santiago.” Além disso, visitas à Bienal de Veneza e ao Grand Palais, na França, contribuíram para seu processo criativo, especialmente ao conhecer obras de Henri Matisse.
Sheyla Camargo foi discípula do artista plástico holandês Roberto Ploeg por cerca de dez anos, quem identificou nela uma linguagem artística própria baseada na liberdade da colagem.
Roberto Ploeg, idealizador do Instituto Ploeg, destacou: “Ela nasceu modernista. Sua obra é leve, vibrante e profundamente livre das normas tradicionais da representação.”
Como gesto de solidariedade, Sheyla doará uma obra em forma de palmeira para a Enfermaria de Cuidados Paliativos do IMIP, em Recife. A peça foi criada especialmente para a exposição, com o objetivo de tornar o ambiente da instituição mais acolhedor.
Sheyla compartilha: “Descobrimos que pacientes reconheciam memórias afetivas nas pinturas, o que mostrou como a arte pode ter um papel acolhedor e terapêutico. Por isso, quis que esta palmeira ficasse neste espaço.”
Na abertura da mostra, os visitantes poderão desfrutar de um café acompanhado da música de Jade Sales, que compôs uma canção inspirada na obra da artista.
Informações sobre a exposição
- Nome: “Dança das Plantas”, de Sheyla Camargo
- Data de abertura: sábado, 8 de agosto
- Período: até 24 de outubro
- Local: Instituto Ploeg – Rua Santa Cruz, 190, Boa Vista
- Entrada: gratuita
- Visitação: quarta a sábado, das 10h às 16h