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Ex-diretor de concessionária recebe 12 anos de prisão por queda da ponte de Gênova

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Quase oito anos após a tragédia que causou a morte de 43 pessoas no desabamento da Ponte Morandi, em Gênova, que conecta a Itália à França, um tribunal sentenciou nesta quinta-feira (16) o ex-diretor-geral da empresa responsável pela estrutura a 12 anos de reclusão.

O Tribunal de Gênova, localizado no noroeste da Itália, anunciou sua decisão sobre Giovanni Castellucci, atualmente detido por outro acidente fatal ocorrido em 2013 em um viaduto no sul do país.

Castellucci foi responsabilizado por negligência grave e homicídio culposo ao final de um processo judicial iniciado em 2022.

“Eu me sinto responsável, mas não culpado”, declarou perante os juízes, mesmo diante do relatório detalhado da investigação desta catástrofe, cujas imagens foram divulgadas mundialmente.

A apuração revelou que “entre a inauguração (da ponte) em 1967 e o desmoronamento, 51 anos depois, as intervenções básicas de manutenção para fortalecer os cabos do pilar número 9” — que desabou no dia do desastre — não foram realizadas.

Em 14 de agosto de 2018, às 11h36, sob forte chuva, essa enorme ponte desabou, lançando diversos veículos ao precipício.

O Ministério Público havia solicitado mais de 400 anos de prisão para os 57 envolvidos, acusados de homicídio culposo, atentado contra a segurança do transporte e falsificação de documentos oficiais.

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