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Edinho: diferenciar punição de fake news e organização social nas redes

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O presidente do PT, Edinho Silva, declarou que solicitou aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não imponham qualquer tipo de restrição à organização social nas plataformas digitais. “Comuniquei aos ministros que a sociedade atualmente se organiza tanto fisicamente quanto pelas redes sociais, portanto não devemos impedir ou proibir a manifestação social”, afirmou ele nesta terça-feira (13), após um encontro entre as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e outros ministros.

“Queremos que aqueles que divulgam notícias falsas sejam responsabilizados conforme a lei. Punição para fake news é uma coisa; impedir a organização da sociedade por meio das redes sociais é outra”, enfatizou Edinho.

O encontro aconteceu em meio a uma série de decisões conflitantes sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que conta com cerca de 4,3 milhões de seguidores, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores de Lula.

No domingo passado (11), o grupo foi suspenso por decisão de Kassio Nunes Marques, contudo foi liberado logo depois por ordem do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Nesta terça, Nunes Marques anulou a decisão do corregedor e modificou sua determinação inicial, estabelecendo um prazo de 48 horas para que o PT registre o canal de WhatsApp como parte oficial da campanha.

Também participaram do encontro os ministros do TSE André Mendonça, Marco Aurélio Bellizze e Estela Aranha, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), e o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, assim como integrantes das equipes jurídicas das duas campanhas.

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