Mundo
Ebola alcança sexta província na República Democrática do Congo
A doença causada pelo vírus ebola, que está se espalhando rapidamente, atingiu uma sexta região na República Democrática do Congo (RDC), localizada ao norte do país, conforme declarou nesta quinta-feira o diretor da agência de saúde da União Africana (Africa CDC), Jean Kaseya.
A RDC confirmou em 15 de maio, após várias semanas de atraso, sua décima sétima epidemia de ebola, considerada a maior da história do país e com potencial de se tornar a mais letal.
Até o momento, cinco regiões haviam sido afetadas: Ituri, que faz fronteira com Uganda e Sudão do Sul; Kivu do Norte; Kivu do Sul; Alto Uele; e Tshopo.
Agora, a lista passa a incluir a região de Baixo Uele, localizada no norte do país, na linha fronteiriça com a República Centro-Africana.
Uma pessoa faleceu por conta do ebola em Baixo Uele após viajar de Alto Uele, região no nordeste, informou Kaseya durante uma entrevista online com jornalistas nesta quinta-feira.
Este surto já causou mais de 2.128 mortes entre 4.566 casos confirmados em apenas três meses desde a sua declaração, conforme dados das autoridades.
O surto mais mortal registrado anteriormente matou cerca de 2.300 pessoas entre os 3.500 casos contabilizados entre 2018 e 2020.
Originada na região de Ituri, no nordeste, a atual epidemia atinge diversas áreas do nordeste e do leste, algumas com alta densidade populacional, onde a presença governamental é limitada e os recursos médicos são insuficientes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na quarta-feira a expectativa de conter o crescimento da epidemia dentro de três meses.
O vírus ebola, transmitido pelo contato com fluidos corporais e causador de febre hemorrágica, já provocou a morte de mais de 15.000 pessoas na África durante os últimos 50 anos.
Mundo
Raúl Castro volta a aparecer em evento por Fidel em Havana
O ex-presidente cubano Raúl Castro, de 95 anos, que não era visto em público há vários meses, voltou a aparecer nesta quinta-feira (13) em um evento realizado em Havana para celebrar o centenário de nascimento de seu irmão, Fidel Castro.
Vestindo seu uniforme verde-oliva, Raúl, que foi indiciado em maio pela Justiça americana, recebeu muitos aplausos ao entrar no Teatro Karl Marx em Havana, local do evento, que contou também com a presença do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e líderes do Partido Comunista, o único partido no país.
Raúl Castro sentou-se ao lado da viúva de Fidel, Dalia Soto del Valle, que raramente participa de eventos públicos.
Embora não ocupe nenhum cargo oficial no governo ou no Partido Comunista, Raúl ainda exerce influência significativa nas decisões políticas e mantém a lealdade das forças armadas.
Em junho, a presidência de Cuba anunciou pela conta oficial no X que o ex-presidente havia aprovado um conjunto de reformas econômicas para enfrentar a crise na ilha, pressionada por Washington.
Essas reformas são as maiores mudanças econômicas desde a adoção do comunismo há quase sete décadas.
A última vez que Raúl Castro apareceu publicamente foi em 1º de maio, em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana, quando aparentava fragilidade. Posteriormente, ele foi visto na televisão estatal em dois eventos em junho.
O irmão mais jovem do falecido líder Fidel Castro (1926-2016), conhecido por sua oposição aos Estados Unidos, foi indiciado em maio em Miami pela morte de quatro americanos numa intervenção contra dois aviões pequenos pertencentes a um grupo anti-Castro em 1996, quando Raúl era ministro da Defesa.
No evento político-cultural em comemoração ao centenário do comandante-em-chefe, participou o grupo de teatro infantil La Colmenita, com quem Fidel costumava celebrar seus aniversários.
Quase ao final da apresentação, Raúl levantou-se, demonstrando incômodo, e sinalizou para que o público se levantasse e aplaudisse as crianças.
Também participaram cientistas, atletas e outros cubanos ligados a Fidel Castro, incluindo Elián González, que na infância simbolizou a disputa entre Washington e Havana após ser resgatado de um naufrágio enquanto tentava chegar à Flórida.
As medidas de segurança no local foram rigorosas, impedindo que jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas se movimentassem livremente.
Na quarta-feira, como parte das comemorações, foram lançadas as Obras Escolhidas de Fidel Castro, em 23 volumes, com prólogo escrito por Raúl Castro.
O governo do presidente americano Donald Trump mantém uma política de máxima pressão contra Cuba, intensificada desde a tentativa fracassada de intervenção militar na Venezuela que resultou na deposição do presidente Nicolás Maduro, aliado de Havana.
Além do bloqueio de combustível imposto em janeiro, que provocou uma grave crise econômica e energética, Trump aplicou uma série de sanções contra autoridades, empresas e instituições cubanas.
Trump afirmou que Cuba, localizada a cerca de 150 km da Flórida, representa uma ameaça significativa à segurança dos Estados Unidos e já ameaçou intervir diretamente no país.
Sobre Cuba, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, declarou recentemente que todas as opções, incluindo militares, estão sendo consideradas, ressaltando que Cuba não representa uma rival para os Estados Unidos.
Mundo
EUA rejeitam direito internacional e reafirmam influência na América Latina
O Departamento de Estado dos EUA declarou nesta quinta-feira (13) que não se submeterá às normas do direito internacional. A mensagem foi divulgada na plataforma X junto de um vídeo do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, onde ele afirma que a “esquerda internacional”, juntamente com a mídia progressista, está conspirando para impor ilegalmente a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre as ações militares dos EUA.
Hegseth ressalta que não existe base legítima para essa “tomada de poder ilegal” pelo TPI e incentiva todos os membros da Coalizão das Américas contra os Cartéis (A-Triple-C) a se desvincularem do tribunal da ONU e a rejeitarem as tentativas de usurpar a soberania de seus governos e sistemas judiciais.
Conforme o Departamento de Estado, os EUA prosperam mais quando seus diplomatas têm a liberdade para defender os interesses nacionais globalmente, ao invés de serem compelidos a seguir “ideologias antiamericanas”.
Em decorrência, a pasta anunciou o fim de uma política da era Biden que instruía o corpo diplomático a promover Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) em suas relações com autoridades estrangeiras.
“O Departamento está reformulando o Serviço Exterior, eliminando a ideologia DEI, focando nos fundamentos da diplomacia e aperfeiçoando as competências práticas necessárias para que nossos diplomatas obtenham resultados”, explicou o órgão.
Washington também acusou nesta quinta-feira o Brasil e outras nações de atuarem como intermediários de produtos chineses. Na quarta-feira (12), o embaixador Celso Amorim afirmou que a diplomacia dos EUA tem como alvo o Brasil e busca minimizar a soberania brasileira, referindo-se ao vídeo do Departamento de Estado sobre sua influência na América do Sul. As críticas do governo Trump surgem no contexto da aproximação com a nova administração de direita na Colômbia, que recentemente ingressou na A-Triple-C.
Mundo
México informa veto da Colômbia ao envio de socorristas por falta de certificado
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta quinta-feira (13) que o governo da Colômbia recusou o envio da equipe militar mexicana de resgate para as áreas afetadas pelo tremor de terra, alegando ausência de certificação necessária.
Enquanto isso, o prazo para localizar sobreviventes no país impactado pelo terremoto de magnitude 7,4, ocorrido na segunda-feira, está se esgotando, com mais de 200 mortes confirmadas.
Abelardo de la Espriella, líder de direita, tem sido alvo de críticas da oposição devido à negativa de aceitar ajuda de socorristas oriundos de países com governos de orientação esquerda. Seu governo nega as acusações, porém até o momento aceitou equipes de socorro procedentes dos Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel.
Claudia Sheinbaum explicou em entrevista diária que a brigada da Secretaria de Defesa Nacional responsável pelos socorristas não recebeu aprovação das autoridades colombianas, que exigiram certificação adicional, mesmo com as equipes já estando oficialmente certificadas.
Segundo Sheinbaum, a equipe está preparada para partir imediatamente.
O México possui ampla experiência no gerenciamento de desastres naturais, tendo enviado equipes de resgate à Venezuela após o terremoto duplo de 24 de junho que ocasionou mais de 6.000 vítimas fatais.
Sheinbaum enalteceu o trabalho dos socorristas mexicanos, ressaltando que são profissionais de alta qualificação e que atuaram em diversos locais ao redor do mundo.
Um contingente voluntário de socorristas, vindo da Venezuela, chegou por conta própria à Colômbia na quarta-feira. Esse grupo, conhecido como ‘Topos’, destacou as dificuldades encontradas para oferecer ajuda internacional.
Além das equipes de resgate, o México já enviou 19,5 toneladas de alimentos, água e remédios, com a previsão de que, ainda esta semana, uma remessa totalizando 58 toneladas de suprimentos humanitários chegue à região.
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