Mundo
Drone com explosivo encontrado em aeroporto na Alemanha
Um drone contendo um artefato explosivo foi localizado próximo a uma aeronave de carga ucraniana no aeroporto de Leipzig-Halle, Alemanha, conforme informações da polícia e da Promotoria nesta quarta-feira (5).
O objeto foi avistado por um funcionário do terminal, e as autoridades relataram que um robô policial foi acionado para remover o dispositivo.
Um avião precisou interromper sua aterrissagem no aeroporto, colidiu com um item desconhecido e posteriormente pousou em segurança em outro terminal, de acordo com o governo.
Várias aeronaves previstas para aterrissar no local foram redirecionadas para aeroportos diferentes.
O Ministério do Interior alemão confirmou que uma aeronave aparentemente impactou outro objeto enquanto ganhava altitude após não conseguir pousar em Leipzig-Halle, que esteve temporariamente fechado devido à descoberta do drone.
Ainda com o impacto, o avião conseguiu aterrissar no aeroporto de Hanôver, que também é usado pelas forças armadas, pela OTAN e para transporte de cargas para a Ucrânia, conforme explicado pelo porta-voz do ministério, Leonard Kaminski, durante uma coletiva em Berlim.
A Alemanha e outras nações europeias monitoram o espaço aéreo próximo a locais sensíveis como aeroportos, bases militares e instalações industriais para controlar drones.
Autoridades locais, que fornecem apoio militar à Ucrânia, suspeitam que diversos desses eventos são planejados pela Rússia.
Mundo
Irã e Omã avançam para acordo sobre o Estreito de Ormuz
O Irã e Omã deram passos significativos em direção a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, informaram autoridades locais na terça-feira, 4, num possível entendimento que pode contribuir para o fim dos conflitos no Oriente Médio.
De acordo com o plano inicial, as embarcações entrariam no Golfo Pérsico através de uma rota monitorada pelo Irã e sairiam por uma rota sob a supervisão de Omã, com a cobrança de uma taxa pela prestação de serviços de segurança e pela proteção do meio ambiente marítimo, afirmaram duas autoridades regionais à Associated Press.
Os oficiais ressaltaram que as negociações ainda estão em curso e que o acordo final pode apresentar mudanças. Destacaram que qualquer pacto dependerá do fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Eles falaram sob condição de anonimato para discutir as delicadas tratativas feitas a portas fechadas.
Um eventual acordo garantindo o controle do Irã sobre o estreito representaria uma conquista estratégica para Teerã, o que poderia levar os Estados Unidos a impedir o acordo, recusando-se a suspender o bloqueio.
No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta pressão crescente para pôr fim a um conflito impopular que elevou os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato e diminuiu os estoques americanos de algumas munições. Recentemente, ele oscilou entre ameaças de ataques em larga escala e apoio aos esforços diplomáticos.
Trump declarou que um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz pode ser fechado já na quarta-feira, 5. Apesar do otimismo, ele reiterou seu tom duro contra Teerã, afirmando que o país sofrerá sanções severas caso as negociações fracassem.
Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã negou estar negociando com Washington, enquanto Trump continua a afirmar que as conversações estão em andamento.
O Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica no centro do conflito no Oriente Médio, tem sido foco das recentes hostilidades após o cessar-fogo de abril. Era uma passagem internacional aberta antes dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro.
Autoridades americanas confirmam avanços
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou a jornalistas que houve progresso nas negociações, mas nada concluído até o momento. “Esperamos que isso aconteça muito em breve.”
Rubio já havia rejeitado qualquer acordo que desse ao Irã controle do estreito, alertando que isso criaria um precedente perigoso para outras regiões.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou à CNBC que “existe a possibilidade de um acordo entre quarta e quinta-feira, 6, para reabrir o estreito e iniciar um processo de normalização do conflito.” Questionado sobre a cobrança de pedágio no trânsito, ele respondeu: “Acredito que haverá liberdade de passagem e, apesar da tensão recente, vimos muitos navios saindo da área.”
A via marítima é vital para o comércio mundial, com cerca de um quinto do petróleo e gás globais transitando pelo local antes da guerra. Ataques iranianos a embarcações interromperam esse fluxo, causando aumento nos preços de combustíveis e outros produtos e afetando economias além do Oriente Médio.
Trump afirmou que os EUA estão em negociações com o Irã e que essa é a “última chance” para Teerã evitar novos bombardeios. “A primeira etapa é a abertura dos estreitos. A segunda será a desnuclearização”, disse ele, acrescentando que esse processo levará tempo.
O Irã, por sua vez, garante que apenas negocia com Omã. Em junho, as partes firmaram um acordo provisório para reabrir o estreito e iniciar 60 dias de negociações visando encerrar a guerra e tratar do programa nuclear iraniano, mas o acordo não se concretizou devido à escalada do conflito, e o prazo expira em breve.
O Catar, que atua como mediador, confirmou que os contatos diplomáticos continuam, mas que não há conversas diretas entre Irã e Estados Unidos planejadas. Os objetivos americanos incluem a reabertura do estreito e a desnuclearização iraniana.
Mais de cinco meses após o início da guerra que custou bilhões a Washington, o Irã mantém capacidade para lançar mísseis e drones contra alvos americanos e aliados, assim como navios comerciais.
Na madrugada de terça-feira, um cargueiro não identificado foi atingido por projétil no Estreito de Ormuz, próximo à costa de Omã, resultando em um membro da tripulação desaparecido segundo a empresa britânica de segurança Vanguard Tech. O Irã mantém bloqueio no estreito e exige coordenação das travessias por parte dos navios.
Conflitos no Mar Vermelho
As interrupções no tráfego de Ormuz elevaram a relevância das rotas marítimas no Mar Vermelho, onde rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, declararam bloqueio à Arábia Saudita e atacaram instalações petrolíferas sauditas.
O porto de Yanbu, na Arábia Saudita, tem permitido que o país mantenha seus envios aos mercados globais, contornando Ormuz. Desde então, os houthis reivindicaram ataques a diversos navios que teriam desrespeitado o bloqueio.
Na terça-feira, o navio indiano MSV Faize Noore Oliya naufragou no Mar Vermelho após ataque, com os 14 tripulantes resgatados. O governo iemenita reconhecido internacionalmente atribuiu o ataque aos houthis.
No mesmo dia, um aeroporto no sudoeste da Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen, teve suas operações suspensas após relatos de ataque dos rebeldes houthis.
Mundo
Venda de acesso antecipado à Truth Social por Trump gera preocupações
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar pelo acesso antecipado às suas publicações na rede Truth Social, que frequentemente influenciam os mercados, levanta suspeitas após um ano e meio de gestão marcada por um enriquecimento inédito dele e de sua família.
Trump e seus parentes acumularam bilhões de dólares no segundo mandato na Casa Branca, por meio de negócios com criptomoedas, operações imobiliárias, negociações na Bolsa de Valores e acordos judiciais.
No último sábado (1), o Trump Media and Technology Group lançou um serviço chamado Truth API, inicialmente apresentado em julho, que permite aos assinantes pagos receber quase em tempo real as mensagens do ex-presidente no Truth Social, segundos antes do público em geral.
Grande parte das publicações do presidente são memes criados por inteligência artificial e críticas a adversários políticos. No entanto, também utiliza a plataforma para divulgar notícias significativas, como informações sobre conflitos no Oriente Médio, tarifas comerciais, que podem impactar dramaticamente o valor dos mercados financeiros.
Segundo o veículo Axios, a assinatura mensal para o acesso antecipado custa entre 60.000 e 100.000 dólares (aproximadamente R$ 306,8 mil a R$ 510,5 mil).
Cinco empresas se inscreveram logo após o lançamento, conforme reportou o Wall Street Journal.
O intuito do serviço pago é conceder a investidores e algoritmos uma vantagem de frações de segundo, afirmou à AFP Art Hogan, analista da B. Riley Wealth Management.
Os críticos, entretanto, veem a iniciativa como um possível caso de corrupção.
Na terça-feira, o senador democrata Mark Warner anunciou no X um projeto de lei para combater este tipo de corrupção e garantir o acesso igualitário a anúncios públicos feitos por funcionários do governo.
Seus colegas Elizabeth Warren e Adam Schiff solicitaram à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) que investigue o que definem como abuso do cargo presidencial para benefício próprio.
Após o lançamento, Trump demonstrou o impacto de suas publicações no mercado: ao informar que cancelava um plano de ataque ao Irã, o preço do petróleo despencou.
Ann Lipton, professora de Direito da Universidade do Colorado, afirmou que o ex-presidente conhece o poder de suas declarações, e quanto mais provoca o mercado, mais valioso se torna seu serviço.
“Isso incentiva Trump a publicar informações que movimentam os mercados, mesmo que tais divulgações não sirvam ao interesse público”, disse Lipton.
No mês anterior, ele defendeu os cerca de 1,2 bilhão de dólares ganhos com negócios de criptomoedas em 2025, alegando que todos lucram no mercado desde seu retorno à Casa Branca.
Uma pesquisa da CNN/SSRS, divulgada no final de julho, apontou que 64% dos entrevistados consideram que o mandatário exagerou na busca por ganhos financeiros pessoais durante seu governo.
De acordo com a Forbes, a fortuna líquida de Trump aumentou de 2,3 bilhões (R$ 11,7 bilhões) para 6,5 bilhões de dólares (R$ 33,2 bilhões) desde 2024, ano em que foi eleito contra Kamala Harris.
Mundo
Áustria registra novo recorde histórico de calor pelo segundo dia seguido
Áustria registrou, na quarta-feira (5), pela segunda vez em dias consecutivos, um novo recorde de temperatura máxima com 41,2°C medidos em Bad Deutsch-Altenburg, região leste do país, informou o serviço meteorológico GeoSphere Austria.
O recorde anterior, que havia sido alcançado no dia anterior, indicava 41°C na estação de Viena-Stammersdorf, mas valia apenas para aquele dia, dentro de uma onda de calor que especialistas vinculam às alterações climáticas.
Essas novas marcas superam o recorde antigo de 40,5°C registrado em 8 de agosto de 2013, também em Bad Deutsch-Altenburg, no leste do território austríaco.
Esse aumento das temperaturas se soma a um período já extraordinário de calor intenso e pouca chuva ao longo dos últimos meses, durante o qual diversos recordes locais foram ultrapassados.
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